Brasil: balean a un senador durante una protesta policial  

Senador brasileño Cid Gomes fue baleado durante protesta policial

El senador brasileño Cid Gomes resultó herido el miércoles luego que recibió dos disparos de arma de fuego cuando intentaba disolver una protesta de policías, que reclaman un mejor salario en el estado de Ceará, en el noreste del país suramericano.

Gomes, perteneciente al Partido Democrático Laborista (PDT), fue internado en un hospital de la ciudad de Sobral, donde tras ser examinado, se determinó que las balas “no golpearon órganos vitales”, informó Ciro Gomes, hermano del legislador, en su cuenta de Twitter.

Este miércoles, el exministro de Educación se subió a una retroexcavadora, con la cual intentó ingresar al cuartel policial de Sobral, la principal ciudad de la zona norte del estado de Ceará, tomado por los uniformados.

Momentos antes de recibir los disparos, el senador se dirigió a los amotinados: “tienen cinco minutos para recoger a sus familiares, esposas e hijos, y salir de aquí en paz”.

Personal del político usó su cuenta en Twitter donde reportó el estado de salud del senador, quien se encuentra internado en el  Hospital do Coracao de Sobral.

Ciro Gomes informó que “Cid no corre el riesgo de morir. Espero serenamente (…) que las autoridades responsables presenten de inmediato a los criminales que intentaron este homicidio brutal bajo las penas de la ley”.

El presidente del Senado, Davi Alcolumbre, expresó por su parte su “preocupación” por la salud del parlamentario.

“Me puse en contacto con el ministro de Justicia y Seguridad Pública, Sergio Moro, y el gobernador de Ceará, Camilo Santana, para obtener información”, detalló.

Los policías se encuentran inconformes a la propuesta del gobierno del estado de Ceará, que ofreció un aumento salarial de 3.200 reales brasileños (730 dólares) a 4.500 reales (1.030 dólares), de forma gradual, hasta el año 2022.

teleSUR


Cid Gomes leva tiro após avançar com retroescavadeira contra policiais amotinados

O senador Cid Gomes (PDT) levou um tiro de arma de fogo nesta quarta-feira (19) ao tentar furar um bloqueio de policiais militares em greve usando uma retroescavadeira, na cidade de Sobral, no Ceará. Cid, que é irmão do prefeito Ivo Gomes (PDT), queria invadir o 3º Batalhão da Polícia Militar que estava ocupado por um grupo de policiais encapuzados.

Um pouco antes de avançar contra os manifestantes com o veículo, Cid Gomes fez um discurso frente à multidão com duras críticas à paralisação. “Ninguém será chantageado, ninguém deixará de trabalhar, de abrir suas portas e caminhar com tranquilidade em Sobral”, afirmou.

“Eu tô aqui desarmado e vou enfrentar quem armado estiver, sob o custo da minha vida. Mas ninguém vai fazer o que esses bandidos estão fazendo aqui em Sobral”, continuou.

Por meio de nota, a assessoria do político informou que ele passou por procedimentos de estabilização no Hospital do Coração de Sobral e será transferido para a Santa Casa da região. Ciro Gomes, irmão do senador e ex-ministro, disse pelo Twitter que Cid foi vítima de dois tiros e que as balas não atingiram órgãos vitais.

Um boletim médico divulgado às 19h40 pelo Hospital do Coração, confirmou o ferimento por arma de fogo na região torácica e informou que Cid está lúcido, respirando sem auxílio de aparelhos e apresenta boa evolução clínica.

O Ministério da Justiça também divulgou nota informando que acompanha a situação no Ceará, e que enviou equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para garantir a segurança dos senador.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou, em nota, que os policiais amotinados fugiram 3º Batalhão ao perceberem os preparativos do  equipes do Comando de Polícia de Choque para retomar o local.

Ainda segundo a SSPDS, o núcleo de homicídios da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga o crime cometido contra o senador Cid Gomes, com o apoio de “uma equipe do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da PF, composta por agentes, peritos e papiloscopistas”.

A greve

Desde o dia 5 de dezembro de 2019, o Ceará convive com protestos dos policiais militares, que reivindicam melhoria salarial para a categoria. O governador Camilo Santana (PT) enviou à Assembleia Legislativa do estado, uma proposta de aumento de R$ 3,2 mil para R$ 4,2 mil, com reajustes até 2022. A categoria rejeitou.

Em 13 de fevereiro, dia em que a proposta de aumento do governo foi levado à Assembleia Legislativa, os policiais organizaram uma grande manifestação na frente da Casa, fechando a avenida Desembargador Moreira. Diante da resistência, Santana enviou uma nova proposta de aumento para R$ 4,5 mil. Porém, a categoria pediu um reajuste de 35%.

Quatro dias depois, a Justiça decidiu que os policiais militares poderiam ser presos, caso organizassem manifestações. O Ministério Público do Ceará recomendou ao comando da Polícia Militar que impedisse as manifestações.

Na última terça-feira (18), três policiais militares foram presos por cercarem um batalhão e murcharem os pneus de diversas viaturas. Nesta quarta-feira (19), batalhões da PM foram atacados e homens encapuzados ordenaram que comerciantes fechassem as portas de seus estabelecimentos.

Brasil de Fato


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