Brasil: segundo día de cacerolazos contra Bolsonaro por el manejo del coronavirus

454

Fuertes cacerolazos en Brasil contra Jair Bolsonaro por su manejo de la crisis que provocó el coronavirus

Fuertes cacerolazos sonaron este miércoles a la noche en varias de las principales ciudades de Brasil contra Jair Bolsonaro, como cuestionamiento a su manejo de la crisis social y económica provocada por el coronavirus​.
Las protestas más importantes y prolongadas, que incluyeron proclamas pidiendo la renuncia del mandatario, ocurrieron en San Pablo, Brasilia, Río de Janeiro, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte y Porto Alegre, sobre todo en barrios de clase media y alta.

El Gobierno confirmó que en Brasil ya hay cuatro muertos y que el número total de casos confirmados saltó en un día de 291 a 428, incluido el del presidente del Senado, Davi Alcolumbre, diagnosticado en las últimas horas. Son las cifras más altas de América Latina.

La mayoría de los casos se encuentran concentrados en el estado de San Pablo, donde ya se registraron 240 contagios. Además, todas las muertes fueron allí. Las víctimas tenían más de 60 años y problemas de salud anteriores al contagio del coronavirus.

Ante este escenario, el gobernador de San Pablo, Joao Doria, impuso medidas de restricción a la circulación de personas y la suspensión de las clases. Lo mismo se decretó en Río de Janeiro.

Los cacerolazos se dieron en simultáneo al lanzamiento de medidas que Bolsonaro realizó para frenar los contagios: instaló un comité de crisis y hubo anuncios económicos.

Muchos brasileños no olvidan las palabras del Presidente de hace una semana, cuando se refirió al coronavirus como “una fantasía” que, gracias al periodismo, había generado “histeria” entre la población.

Ante el avance de los contagios y la falta de reacción del Gobierno, hay gente que incluso decidió llevar adelante una cuarentena autoimpuesta.

Luego de las protestas que estallaron por segundo día consecutivo, algunas personas expresaron también mediante un cacerolazo de menor magnitud su apoyo al Presidente, que horas antes había convocado a manifestarse en su favor.

Por su parte, los diputados de Brasil aprobaron por unanimidad este miércoles el proyecto del Gobierno para decretar el “estado de calamidad pública” en el país, que tendrá que pasar por el Senado a principios de la semana que viene.

De acuerdo con el proyecto presentado por Bolsonaro, esta proclama permitirá a las autoridades elevar el gasto público sin tener que cumplir el techo fiscal previsto para este año, que está en torno a los 23.000 millones de euros.

El Gobierno explicó, como consignó la cadena brasileña Globo, que intentar cumplir con las cuentas teniendo que hacer frente a la pandemia del coronavirus pone “en peligro las labores de la autoridad pública en un momento en el que más se necesita de ella”.

Aunque la oposición ha apoyado el decreto del Gobierno, el diputado comunista Orlando Silva ha insistido en que este respaldo no supone un “cheque en blanco” y que deberá ser utilizado “con responsabilidad”.

Por su parte el presidente de la Cámara de Diputados, Rodrigo Maia, reclamó el cierre de las fronteras, aunque aseguró que no criticaría a Bolsonaro porque el momento exige no enfocarse en “minucias”. Bolsonaro dijo que prepara una resolución para restringir el tránsito de personas en la frontera entre Brasil y Venezuela, aunque puntualizó que “el tránsito de mercaderías continuará ocurriendo”.

El gobernador del norteño estado de Roraima, fronterizo con Venezuela, ya reclamó el cierre de ese paso limítrofe, y el ministro de Salud brasileño, Luiz Henrique Mandetta, recordó que el país gobernado por el dictador Nicolás Maduro “no tiene más condiciones de atender la salud de la población y exporta enfermos a Brasil”, lo que provoca el colapso del sistema sanitario en la capital estadual, Boa Vista, situación “que se trasborda” a Manaos.

Clarín


Por educação e saúde: greve e mobilização virtual contra o teto de gastos marcam 18M

As manifestações de rua contra o ministro da Educação Abraham Weintraub e o presidente Jair Bolsonaro, que estavam marcadas para acontecer nesta quarta-feira (18), foram suspensas.

A mobilização, no entanto, está ocorrendo de maneira virtual, por meio da hashtag #GrevePorEducaçãoESaúde, e inclui uma greve de servidores públicos, como em São Paulo, e também de profissionais da educação pelo país.

Entre as principais reivindicações do protesto está a reivindicação do teto de gastos, estabelecido por meio de Emenda Constitucional (EC 95) em 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB). A medida congela gastos públicos por 20 anos, e estrangula o orçamento nas áreas de Educação e Saúde.

Élida Elena, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) afirmou que a suspensão dos protestos nas ruas, devido à potencial transmissão do novo coronavírus, não significa que os estudantes deixarão de se manifestar “contra os ataques que a educação vem sofrendo e com a retirada de direitos, como a PEC 95, que é criminosa e diminui, inclusive, a capacidade do SUS, da saúde pública, em atuar em relação à saúde do povo, inclusive nesse caso de coronavírus”, afirma.

Ontem pela manhã, faixas foram estendidas nos principais espaços da cidade de São Paulo para mostrar que os estudantes estão se mobilizando pela defesa do SUS e da educação. Ainda na noite de ontem, deverá ocorrer o que os estudantes estão chamando de “barulhaço contra Bolsonaro”, em que cada participante deverá gritar palavras de ordem de suas janelas.

Nesta segunda-feira (17) pelo menos três capitais (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília) registraram ruidosos protestos das janelas, com gritos de “Fora Bolsonaro” e bateção de panelas.

“Vamos colocar cartazes, colocar bandeiras do Brasil, porque o Brasil é do povo brasileiro, cantar músicas com instrumentos musicais, fazer muito barulho, que é uma forma de expressar a nossa indignação com a incapacidade deste governo de atuar sobre os problemas do nosso povo e ao mesmo tempo a gente resguarda a nossa saúde, a saúde dos mais vulneráveis, dos idosos, da população de rua e dos trabalhadores que infelizmente não podem estar de quarentena”, afirma Elena.

Ela relembra a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e das universidades públicas no combate ao Covid-19. “É um momento fundamental. Todos os ataques que a universidade sofreu, chamando de balbúrdia, estão colocados em xeque, porque quem está desenvolvendo as pesquisas para combater o coronavírus é a universidade pública brasileira, quem está recebendo os doentes, fazendo testes são os hospitais públicos.”

Logo que apareceu o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil, pesquisadoras do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP), ambos públicos, conseguiram sequenciar o genoma do vírus em 48 horas.

Em entrevista ao Brasil de Fato, uma das pesquisadoras, Ingra Morales Claro, afirmou que a tarefa só foi possível de ser realizada porque os institutos recebem investimentos públicos.

Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), organização que se juntou ao movimento 18M, afirmou que o movimento começou intenso na manhã desta quarta-feira (18).

Para ele, “o movimento de casa, virtual, é fundamental nessa conjuntura que estamos vivendo no Brasil”, que deixa explícita a “importância” do investimento público em saúde e educação.

“Às 20h30 de hoje, estaremos numa manifestação forte contra o governo Bolsonaro, exigindo o fim da PEC dos gastos, que é a PEC 95, para que de fato o poder público possa investir no SUS, para cuidar da saúde do nosso povo, e na educação que é essencial para que tenhamos vida com mais qualidade”, afirmou o presidente do CNTE.

Sindicatos filiados à CNTE, profissionais da educação, estudantes e familiares estão sendo convocados a participarem da mobilização virtual “contra as desmedidas do atual governo, que atentam contra o patrimônio e os serviços públicos do Brasil, entre os quais, a educação pública”.

Em São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município (Sindsep) orientou aos servidores públicos que fiquem em casa, excetuando aqueles que trabalham na área da saúde, devido à demanda de infectados pelo novo coronavírus.

Brasil de Fato


Comitiva de Bolsonaro tem 17 infectados por coronavírus

O mais novo caso confirmado de coronavírus no Brasil é o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro, durante uma entrevista coletiva.

Na manhã desta quarta-feira, o general da reserva Augusto Heleno, ministro do Gabinete da Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República apresentou resultado positivo para o novo coronavírus em teste realizado no Hospital das Forças Armadas. A informação foi divulgada no perfil pessoal de Heleno no Twitter.

“Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA, acusou positivo. Aguardo a contraprova da FioCruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao COVID-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas”, postou.

Com a confirmação dos casos já são 17 integrantes da comitiva brasileira que acompanhou Bolsonaro aos EUA diagnosticados com covid-19. Outros quatro integantes do GSI, cujos nomes não foram revelados, também foram diagnosticados com o novo coronavírus.

Saiba quem contraiu coronavírus na comitiva presidencial aos EUA

O secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, foi o primeiro caso positivo para o coronavírus confirmado logo após o retorno da viagem com a comitiva presidencial que acompanhou Jair Bolsonaro em viagem à Flórida entre os dias 7 e 10 de março. O secretário-adjunto de Comunicação, Samy Liberman também foi diagnosticado com a doença.

Na última sexta-feira (13), o embaixador brasileiro em Washington, Nestor Foster, também apresentou resultado positivo para o novo coronavírus. Foster foi um dos convidados que sentou à mesa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro com Bolsonaro em Mar-a-Lago no último dia 7. O chefe do cerimonial do Itamaraty, Alan Coelho de Séllos, também apresentou diagnóstico positivo.

Nesta terça-feira (17) , Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, confirmou que também está com a doença.

Além dos representantes do governo, também testaram positivo para o novo coronavírus o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC), a advogada Karina Kufa, o publicitário Sérgio Lima; o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade e o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. O prefeito de Miami, Francis Suarez, que se encontrou com a comitiva brasileira também foi diagnosticado com covid-19.

Nota do Planalto

Após o presidente presidente Jair Bolsonaro participar de manifestação em Brasília no domingo (15), contrariando as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), e dar declarações caracterizando a pandemia de coronavírus como histeria, o Palácio do Planalto divulgou uma nota na manhã desta quarta-feira (18), dizendo que não houve risco de Bolsonaro passar coronavírus para outras pessoas.

Com vários casos de diagnóstico positivo para a doença em sua comitiva, o presidente estava em período de quarentena e aguardava resultado de novo exame no dia da manifestação.

Segundo informações do Planalto, o segundo teste realizado pelo presidente apresentou resultado negativo. “O recente exame atesta o resultado negativo anterior, realizado na última quinta-feira (12/03), comprovando que inexistiu perigo de contágio para aqueles que tiveram contato com o Presidente da República nos últimos dias”, diz a nota.

Brasil de Fato


Brasil tem 428 casos confirmados de novo coronavírus, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (18) o novo balanço de casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil. Os principais dados são:

– 4 mortes
– 428 casos confirmados, eram 291 na terça-feira (17)
– Maioria está em dois estados: SP tem 240 e o Rio de Janeiro, 45 .
– 11.278 casos suspeitos
– 1.841 casos descartados

Casos pelo Brasil

Unidade da Federação Suspeito Confirmado Descartado Óbito
Rondônia (RO) 61 0 2 0
Acre (AC) 12 0 0 0
Amazonas (AM) 18 1 26 0
Roraima (RR) 9 0 0 0
Pará (PA) 43 0 23 0
Amapá (AP) 15 0 0 0
Tocantins (TO) 13 0 0 0
Norte 171 1 51 0
Maranhão (MA) 125 0 13 0
Piauí (PI) 12 0 2 0
Ceará (CE) 493 9 89 0
Rio Grande do Norte (RN) 108 1 22 0
Paraíba (PB) 85 0 11 0
Pernambuco (PE) 89 16 23 0
Alagoas (AL) 43 1 22 0
Sergipe (SE) 15 5 11 0
Bahia (BA) 573 3 36 0
Minas Gerais (MG) 925 15 104 0
Espírito Santo (ES) 71 9 21 0
Rio de Janeiro (RJ) 1.254 45 148 0
São Paulo (SP) 5.334 240 596 4
Paraná (PR) 400 13 119 0
Santa Catarina (SC) 346 10 47 0
Rio Grande do Sul (RS) 416 19 330 0
Mato Grosso do Sul (MS) 93 7 26 0
Mato Grosso (MT) 45 0 8 0
Goiás (GO) 353 8 55 0
Distrito Federal (DF) 327 26 107 0
Brasil 11.278 428 1.841 4

Mortes em SP

O estado de São Paulo registrou três mortes pelo novo coronavírus nesta quarta-feira (18). Com isso, o estado tem quatro vítimas fatais da doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.

20% dos pacientes com coronavírus em SP estão em estado grave na UTI, estima secretário da Saúde
As três mortes são de homens, com problemas de saúde anteriores e idades de 65, 81 e 85 anos, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. Todos foram atendidos em hospital privado da capital. O paciente de 81 anos é morador do município de Jundiaí e os demais de São Paulo.

G1

Más notas sobre el tema