Brasil: Lula critica a Bolsonaro mientras avanzan las muertes y contagios por coronavirus

Coronavírus: Brasil tem 6.836 casos confirmados e 240 mortes

O número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus no Brasil subiu para 6.836 e o total de mortes chega a 240. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde na tarde desta quarta-feira. No último balanço do governo, na terça-feira, o total de infectados chegava a 5,717 e 201 mortes confirmadas.

Em relação a ontem, houve uma queda no número de casos diagnosticados, passando de 1.138 por dia para 1.119. O crescimento na quantidade de mortes pela doença também foi menor. Enquanto na terça foram 42 óbitos, hoje são 39. A taxa de letalidade, comparação entre o número de casos diagnosticados em relação às mortes, permanece a mesma: 3,5%.

A redução da velocidade no aumento do número de casos foi sentida em São Paulo, estado que concentra a maior quantidade de pessoas infectados pela Covid-19: 2.981. Ontem o crescimento no índice foi de 61%, enquanto hoje foi de 27%. A evolução no número de mortes, no entanto, manteve a velocidade do dia anterior: 20% ao dia. O estado tem agora 164 óbitos registrados, em decorrência da infecção.

O Rio de Janeiro vem em seguida, com 832 casos e 28 mortes. Na terceira posição em relação ao número de casos está o Ceará, com 444 doentes confirmados e 8 mortes. Depois vem o Distrito Federal com 355 casos e três mortes.

Quando levada em conta as regiões, o Sudeste permanece na frente no número de casos, com 4.223, equivalente a 62% do total. Em seguida vem o Nordeste, puxado pelo Ceará, com 1.007 infectados. Depois vem o Sul (765) e o Centro-Oeste (504). Já a região Norte é a com menos casos da doença até o momento: 337.

Oglobo


Lula diz que Bolsonaro falha ao não orientar população sobre o que fazer diante da pandemia

O ex-presidente Lula (PT) criticou, nesta quarta-feira (1º), o presidente Jair Bolsonaro por, segundo o petista, não ter dado orientações à população sobre como agir na pandemia do novo coronavírus em seu pronunciamento na noite de terça (31).

“O presidente utiliza não sei quanto tempo na TV e não tem uma orientação para as pessoas”, disse Lula em entrrevista a veículos e blogs de esquerda. Para o petista, falta “voz de comando” da Presidência nesta crise.

O ex-presidente disse ainda que a preocupação que Bolsonaro demonstrou com os pobres é da boca para fora e cobrou que o presidente faça a verba da União chegar até os trabalhadores para que eles possam cumprir o isolamento social.

“Tentar defender os mais pobres, o camelô, o cara do Uber, do pequeno comércio… Além de estar defendendo esses caras da língua pra fora. As medidas concretas beneficiaram os banqueiros, porque ele liberou R$ 200 bilhões para os banqueiros”, disse Lula.

“E para as pessoas pobres que estão precisando dos R$ 600, a gente ouviu o Guedes [ministro da Economia] dizer que só vai ser dia 16 de abril”, completou.

O petista também exaltou iniciativas dos parlamentares e da sociedade civil para tecer medidas contra a pandemia. “Há uma preocupação da sociedade em dar resposta àquilo que o governo não consegue fazer. Estamos percebendo que governo não se preparou para uma crise desse dessa magnitude”, afirmou.

Lula cobrou que Bolsonaro coordene uma saída à crise com os entes federados e afirmou que “quem está fazendo o trabalho mais sério são os governadores e prefeitos”.

“Ele que cumpra com seu papel de ser coordenador e libere o dinheiro logo, porque o povo está precisando do recurso”, disse. Segundo o petista, só o Estado forte pode combater o vírus.

Apesar de afirmar que “Bolsonaro é o grande problema que estamos vivendo hoje” e que “o governo neste instante mais atrapalha do que ajuda”, Lula evitou fazer defesa explícita de impeachment, seguindo a linha de cautela adotada pelo PT até agora.

O ex-presidente disse que, para defender o impeachment, é preciso crime de responsabilidade e contou que pediu à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e ao ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão que fizessem um estudo para verificar se Bolsonaro já cometeu crime de responsabilidade.

“Não quero ser irresponsável como eles foram com a Dilma, sem ter crime de responsabilidade. Mas se tiver, temos que pressionar a Câmara”, disse.

Ao mesmo tempo, Lula incentivou a saída de Bolsonaro do governo. “Eu estou convencido de que Bolsonaro, ou ele muda, ou ele não tem condição de continuar”, pontuou.

“Estou convencido que Bolsonaro não tem estrutura psicológica de continuar governando o Brasil. Ele está preocupado em manter os fanáticos e não em dar resposta concreta”, afirmou também ao longo da entrevista.

Lula deu a entender que o manifesto que pede a renúncia de Bolsonaro, assinado por Fernando Haddad (PT), Flávio Dino (PC do B), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL), é um começo para que o “fora, Bolsonaro” passe a ser palavra de ordem no PT.

“Da renúncia para o impeachment, é um pouco. Da renúncia para o ‘fora, Bolosnaro’, é um pouco. Na hora que tiver manifestação de rua, o ‘fora, Bolsonaro’ ganha força”, disse.

O ex-presidente afirmou que há uma discussão sobre construir o próximo passo após a saída de Bolsonaro, se levaria a um governo do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) ou se a novas eleições.

Lula ressalvou, contudo, que para traçar esses cenários é preciso força política e que a prioridade agora é combater o vírus, e não travar disputa política ou buscar alterar a correlação de forças do Congresso para viabilizar a saída de Bolsonaro.

“Para tudo isso tem que construir força política. E nesse instante a gente não tem que se preocupar com isso”, afirmou.

Fhola D. Sao Paulo


Brasil registra el primer caso de coronavirus en un indígena del país

Brasil confirmó este miércoles 1 de abril el primer caso de coronavirus en un indígena del país tras el contagio de una mujer de 20 años de la etnia Kokama, en el estado de Amazonas (norte), informaron fuentes oficiales.

La paciente trabaja como Agente Indígena de Salud en la región del municipio de Santo Antonio do Içá, a unos 200 kilómetros de la frontera con Colombia, según señaló Fundación Nacional del Indio (Funai) de Brasil.

Las autoridades sanitarias locales sospechan que se infectó tras registrarse el caso importado de un médico que se desempeña en el municipio y dio positivo por SARS-CoV-2, causante de la enfermedad COVID-19, tras volver de sus vacaciones.

Desde entonces, el médico y todas las personas que estuvieron en contacto con él, entre ellas 12 pacientes indígenas y 15 auxiliares sanitarios, están aislados y bajo vigilancia sanitaria.

A los 27 casos sospechosos se les sometió a pruebas de diagnóstico y, hasta el momento, solo se ha confirmado el contagio de la mujer indígena.

Según la Secretaría Especial de Salud Indígena (Sesai), la paciente se encuentra asintomática y sus familiares ya están aislados y asistidos por profesionales.

Asimismo, las personas que estuvieron en contacto con la mujer indígena también están siendo monitoreadas y se les realizó la prueba para detectar si están o no contagiados.

Los pueblos indígenas de la Amazonía son grupos especialmente vulnerables a la aparición de nuevas enfermedades, y en este sentido, organizaciones de la sociedad civil han pedido al Gobierno medidas especiales para proteger a este colectivo de la COVID-19.

En el pasado, miles de ellos murieron tras la llegada de los colonizadores europeos, que además de mermar su población por medio de conflictos bélicos y trabajos forzosos, también trajeron nuevas dolencias como gripe, sarampión o tuberculosis, para las que los indígenas no tenían anticuerpos.

El Gobierno de Brasil ha decidido restringir los servicios de salud y seguridad que eventualmente ofrece a los indígenas no contactados de la Amazonía, a fin de mantenerlos alejados del coronavirus.

Según la Funai, el Ministerio de Salud ha intensificado las acciones de vigilancia de enfermedades gripales y síndromes respiratorios en la región.

En la actualidad, las pueblos originarios también sufren con los incendios, los asesinatos de sus líderes y la deforestación de sus tierras, detrás de los cuales se sospecha que hay redes mafiosas que operan en la cuenca amazónica.

Panorama