Protestas en Brasil y en diversas ciudades del mundo contra Bolsonaro por su conducta frente al Covid-19

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Movilización contra Bolsonaro este domingo en veintena de países

Movimientos sociales y políticos convocaron a protestar hoy de manera presencial y virtual en 60 ciudades de 23 países contra el presidente Jair Bolsonaro por su conducta ante la Covid-19, las amenazas fascistas y por la democracia en Brasil.

Concebido por brasileñas residentes en el extranjero, el acto denominado Stop Bolsonaro Mundial contará con manifestaciones en ciudades como Munich, Berlín y Frankfurt (Alemania), Barcelona y Madrid (España), París (Francia), Roma (Italia), Zurich y Ginebra (Suiza) y Dublín (Irlanda).

En Brasil, 13 urbes (entre ellas Río de Janeiro, Sao Paulo, Brasilia, Belém, Porto Alegre y Campinas) confirmaron su adhesión y circula en redes sociales un video del secretario de Relaciones Internacionales de la Central Unitaria de Trabajadores (CUT), Antonio Lisboa, convocando al evento.

‘Este domingo 28, el mundo entero se manifestará contra el fascismo en Brasil y el psicópata presidente Jair Bolsonaro. Es el día mundial de #StopBolsonaro’, afirma Lisboa en el audiovisual.

Detalla que se puede ‘participar desde cualquier lugar del mundo, en Brasil, en las redes sociales, Twitter, Instagram y Facebook. Cuento con la manifestación de todos para que podamos derrocar este gobierno fascista de Brasil y garantizar la democracia de nuestro país’.

Los organizadores aseguran que se denunciarán las alarmantes cifras del coronavirus en el gigante suramericano, ‘el subregistro, la situación de los hospitales con exceso de capacidad, las víctimas de la atención médica, las más de 57 mil vidas perdidas, los más de 1,3 millones de casos (de Covid-19) sin que el gobierno federal adopte ninguna medida seria’.

También en la jornada, según el llamado, se reclama la ‘lucha contra el fascismo, el neoliberalismo, el racismo, el machismo, la LGBTfobia, el genocidio de los indígenas y la destrucción del medio ambiente’.

Recuerda la convocatoria que desde que Bolsonaro asumió el poder en enero de 2019 estalló la deforestación, el asesinato de indígenas, negros, mujeres, homosexuales y líderes populares, el ataque sistemático a la cultura, la educación, el aumento de la precariedad del trabajo y el estancamiento de la economía.

Al mismo tiempo, agrega, se incrementó la crueldad de los partidarios del presidente, que tienen a su lado milicias, militares y policías violentos y codiciosos, nostálgicos de la dictadura y a las personas más ignorantes, inhumanas y mezquinas del país.

Según los movimientos que organizaron el acto, están ‘en el lado correcto de la historia y no descansaremos hasta que derroquemos al actual gobierno y recuperemos todos nuestros derechos sociales, humanos, ambientales, laborales y económicos’.

Prensa Latina


Stop Bolsonaro toma conta de ruas e praças em diversos países

Manifestantes de diversos países foram às ruas contra a política de Jair Bolsonaro em relação à covid-19, que já matou mais de 57 mil pessoas no país. A curva de contágio segue ascendente, com mais de 1,3 milhão de infectados pelo novo coronavírus.

Em Brasília, a Praça dos Três Poderes amanheceu repleta de cruzes, para marcar a memória de brasileiros que perderam a vida devido à escolha do governo, de deixar a população à mercê do novo coronavírus.

O ato internacional Stop Bolsonaro é promovido por diversas entidades do Brasil e de outros países.

Residente na Dinamarca, a jornalista Selma Vital, responsável pelo grupo Aurora, disse à repórter Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. Rádio Brasil Atual que o governo Bolsonaro atinge todos os brasileiros, inclusive quem mora no exterior.

“Esse ato dá a possibilidade de quem está fora do país também ecoar a indignação. Enquanto vimos países pararem, por conta da pandemia, Bolsonaro não fez nada“, criticou.

O Stop Bolsonaro terá programação ao longo do dia em diversas partes do país. Em São Paulo será a partir das 14 horas.

Rede Brasil Atual


Brasil tem mais de 1,3 milhão de casos de covid-19 e ultrapassa 57 mil mortes

O Brasil chegou à marca de 57.070 mil mortes em decorrência do novo coronavírus neste sábado (27), segundo dados do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass). Nas últimas 24 horas, foram registradas 1.107 mortes e o registro de novos infectados foi 38.693. Em todo o mundo, o número de infectados se aproxima de 10 milhões.

São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pará são os estados com maior número de infectados e de mortes. São Paulo registra até este sábado (27) 265.581 mil infectados e 14.263 óbitos; o Rio de Janeiro tem 108.803 mil infectados e 9.789 óbitos; o Ceará registra 106.628 mil infectados e 5.981 óbitos; e o Pará 99.313 mil infectados e 4.834 óbitos.

Apesar do número de casos do novo coronavírus continuarem aumentando, boa parte dos estados brasileiros implantou um sistema de reabertura econômica. Atualmente, ainda não há um tratamento ou vacina comprovada contra a covid-19, ou seja, o isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde o início da pandemia assim como as medidas de higiene são as únicas formas de se proteger contra a covid-19.

Neste sábado (27), o Ministério da Saúde anunciou um acordo com a Universidade Oxford, do Reino Unido, e com a farmacêutica britânica AstraZeneca, para a compra de insumos e tecnologia para a produção de uma vacina contra a covid-19 no Brasil. O investimento de 127 milhões de dólares (R$ 695 milhões) pelo Ministério da Saúde é uma aposta, uma vez que ainda não comprovação de que a vacina seja segura e eficaz.

O estudo ainda está em fase de testes e, se comprovada a eficácia da vacina, 30 milhões de doses serão distribuídas. O planejamento prevê a distribuição de 15,2 milhões em dezembro de 2020, e 15,2 milhões em janeiro de 2021, com prioridade para grupos de risco e profissionais da saúde.

O que é coronavírus?

É uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

Brasil de Fato


Desinvestimento em laboratórios públicos dificulta ações contra a covid-19

O histórico subfinanciamento da saúde, agravado com os primeiros impactos da Emenda Constitucional (EC) 95, afeta também os laboratórios públicos brasileiros e suas ações contra a covid-19. Além de reduzir investimentos, em julho de 2019 o Ministério da Saúde rompeu Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com sete laboratórios públicos nacionais, suspendendo a produção de medicamentos e vacina. Na época, a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) previu a perda anual de, pelo menos, R$ 1 bilhão para o setor. E já apontava os riscos de desabastecimento.

Os efeitos do desinvestimento tornaram-se mais visíveis com a pandemia, que provocou aumento importante da demanda. Esses laboratórios têm uma combinação de técnicas inovadoras de biotecnologia para formular uma nova vacina contra a covid-19. Além disso, a Bio-Manguinhos, pro exemplo, também produz álcool gel e álcool etílico 70%, protetores faciais e máscaras cirúrgicas, manutenção de respiradores e está desenvolvendo kits de diagnóstico molecular para o novo coronavírus. Ainda assim, eles não conseguem suprir a demanda.

O Brasil tornou-se dependente de outros laboratórios e indústrias de insumos e equipamentos. E com a concorrência de vários países pela compra desses insumos, há menor oferta. O resultado é o aumento de mortes especialmente pela falta de equipamentos, remédios e insumos. O país tem mais de 1,3 milhão de infectados e mais de 57 mil vidas perdidas.

Soberania

“Não podemos ficar dependentes do mercado internacional e vendo nossa população sofrer”, afirmou o integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e coordenador do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio. “A rede de laboratórios oficiais tem de servir aos interesses do SUS. Principalmente naqueles campos em que o lucro é menor e não há interesse da indústria, mas que é fundamental para a população e, estrategicamente, para o Brasil, em questão de soberania nacional.”

Representante da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) no CNS, Débora Melecchi reconhece a capacidade dos laboratórios nacionais em atender as necessidades emergenciais da pandemia. No entanto, ela destaca que a queda de investimentos públicos no setor dificulta a autonomia de produção nacional do Brasil e nos deixa à mercê de outros países, que também estão passando por suas dificuldades.

“Sabemos que os laboratórios vêm sofrendo uma queda de investimentos públicos ao longo dos últimos anos, que retira bastante a capacidade do complexo industrial como um todo, não apenas para medicamentos, mas também para equipamentos, como respiradores”, afirma.

Em abril, o CNS aprovou recomendação para que o Poder Executivo federal e nos estados aprovem linhas de crédito para a ampliação da capacidade tecnológica e produtiva dos laboratórios nacionais de medicamentos e insumos para o enfrentamento da pandemia. E neste segundo semestre, o conselho promete promover encontros virtuais para aprofundar a discussão sobre a necessidade de investimentos e fortalecimento da produção pública nacional como uma política de Estado. Na pauta, estará a preocupação com as políticas de equidade para atendimento às necessidades da população mais vulnerável.

Em maio, a Associação dos laboratórios oficiais apresentou ao CNS um levantamento das ações realizadas pelos laboratórios públicos para atender as necessidades impostas pela crise sanitária da pandemia de covid-19.

Rede Brasil Atual


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