Brasil: en medio de una multitud y sin tapabocas, Bolsonaro asistió a la inauguración de una planta de energía solar

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Bolsonaro volvió a caminar entre la gente sin tapaboca

El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, uno de los pocos líderes mundiales reacios a extremar las medidas preventivas contra el coronavirus, volvió a caminar entre simpatizantes, sin barbijo y sin distaciamiento social, durante un viaje a Goiás para asistir a la inauguración de una planta de energía solar en un complejo hotelero.

El mandatario permaneció tres horas en la ciudad de Caldas Novas, una de las más turísticas del estado Goiás gracias a sus aguas termales, y solo utilizó el tapaboca una vez que estuvo sobre el escenario.

Sin embargo, el 20 de julio pasado la municipalidad de Caldas Novas emitió una resolución que obliga a turistas y ciudadanos a usar tapabocas.

Incumpliendo las normas básicas de cuidados sanitarios, como el distanciamiento social y la protección personal, el jefe del Estado llegó al complejo hotelero, caminó entre la multitud, saludó y se tomó fotos con sus seguidores.

Luego, Bolsonaro se tropezó al subir al escenario del complejo hotelero, se colocó el tapacobas y pronunció su discurso.

“Dije que el sol no pagará impuestos”, enfatizó, en relación a la producción de energía solar, previo a la inauguración de la usina de 72.000 metros cuadrados que abastecerá los parques acuáticos del complejo turístico, según el sitio web G1, de la cadena de medios Globo.

Además, Bolsonaro, quien contrajo coronavirus el pasado mes de julio, volvió a defender el uso de la hidroxicloroquina para los pacientes infectados, pese a que la Organización Mundial de la Salud reiteró en varias oportunidades no utilizar el medicamento para tratar el virus.

Durante la ceremonia, acompañaron a Bolsonaro el gobernador de Goias, Ronaldo Caiado, quien respetó el uso del tapabocas, y el ministro de Minas y Energía, Bento Albuquerque, quien recordó que las obras con recursos privados y la preservación del medio ambiente recibieron apoyo del Gobierno.

Desde el comienzo de la pandemia, Brasil acumulaba 3.846.153 casos confirmados de coronavirus (41.350 en las últimas 24 horas) y 120.262 muertes por la enfermedad (758 nuevas), informó esta noche el Ministerio de Salud.

Télam


Sem máscara e com aglomeração, Bolsonaro inaugura usina em Goiás

Em agenda neste sábado em Caldas Novas, cidade goiana a cerca de 300 km de Brasília, o presidente Jair Bolsonaro participou de inauguração de uma usina de energia solar construída pelo grupo empresarial da deputada federal Magda Mofatto (PL-GO). Segundo a deputada, a obra contou com incentivos fiscais federais e estaduais.

Bolsonaro não usou máscara, contrariando as normas sanitárias relacionadas à Covid-19, ao chegar no aeroporto e também no local do evento, na entrada da cidade, provocando aglomerações. Apoiadores se espremiam para tentar cumprimentar o presidente.

Faixas com críticas ao presidente colocadas na saída do aeroporto também fizeram parte da recepção a Bolsonaro. Uma delas perguntando sobre depósitos feitos pelo ex-assessor Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O presidente chegou a Caldas Novas com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). Caiado havia rompido politicamente com Bolsonaro no início da epidemia do novo coronavírus no Brasil, mas, recentemente, os dois voltaram a conversar. Em seu discurso, Caiado fez elogios ao presidente.

— Com muita dificuldade, conseguiu fazer algo inédito. Conseguiu governar o país com apoio da população brasileira. Vossa Excelência mantém suas características no seu dia a dia. Um homem simples, corajoso e que segue os princípios que sempre o moveram até o momento — afirmou o governador.

Caiado, aliás, foi alvo de vaias durante o evento. Em dado momento, foi preciso que a deputada federal Magda Mofatto pedisse “respeito” ao governador.

Além de Bolsonaro, foram a Caldas Novas os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. No discurso, o presidente voltou a dizer que o auxílio emergencial será prorrogado até o fim do ano num valor intermediário entre os atuais R$ 600 e R$ 200

Caso Queiroz

Duas faixas foram colocadas na saída do aeroporto da cidade com críticas ao presidente. Uma delas perguntava sobre depósitos feitos pelo ex-assessor e ex-PM Fabrício Queiroz, amigo da família Bolsonaro, e sua esposa, Márcia Aguiar, na conta bancária de Michelle Bolsonaro. Segundo relatório do Coaf, o casal enviou R$ 89 mil em cheques para a primeira-dama.

O nome da primeira-dama apareceu pela primeira envolvido nas transações financeiras feitas por Fabrício Queiroz em dezembro de 2018, quando foram revelados depósitos de R$ 24 mil feitos por Queiroz na conta da primeira-dama. Na época, Bolsonaro justificou os valores dizendo que se tratava do pagamento de um empréstimo de R$ 40 mil que ele havia feito a Queiroz.

Desde que foram revelados os depósitos de R$ 89 mil, Bolsonaro tem sido questionado sobre o assunto, mas vem se negando a responder.

Na semana passada, ao ser indagado por um repórter do GLOBO, ele reagiu dizendo que gostaria de bater no profissional.

— Vontade de encher sua boca de porrada — disse o presidente.

A negativa agressiva provocou uma onda de repetição da mesma pergunta nas redes sociais dirigidas ao presidente. A faixa colocada neste sábado no aeroporto de Caldas Novas trouxe o questionamento: “Bolsonaro, o Brasil quer saber: por que o Queiroz depositou 89 mil na conta da sua mulher”. Outra faixa agradecia, em tom de ironia, o presidente pela “alta do dólar, alta dos combustíveis e o arroz custando 30 contos”

Nesta semana, ao ser questionado novamente sobre as movimentações suspeitas detectadas pelo Coaf, Bolsonaro chamou outro repórter do GLOBO de “otário”.

O Globo


Brasil supera as 120.000 mortes por covid-19

Pouco mais de seis meses depois de registrar o primeiro caso do novo coronavírus, o Brasil superou neste sábado (29) o limiar sombrio de 120.000 mortes pela covid-19, sem vez a luz no fim do túnel.

O país, com quase 212 milhões de habitantes, registrou 120.262 mortes e 3.846.153 casos de covid-19, informou o Ministério da Saúde em sua atualização diária.

As cifras da pandemia no Brasil só são superadas pelas dos Estados Unidos, de longe o país mais castigado pelo novo coronavírus, com mais de 182.000 mortes.

Diferentemente de Europa e Ásia, onde o vírus se manifestou com força e em seguida diminuiu, no Brasil avança a um ritmo lento e devastador, afirma Christovam Barcellos, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Isso é inédito no mundo. Desde o começo da pandemia o Brasil mostrou uma curva de casos e de óbitos diferente de outros países, muito lenta”, declarou à AFP.

“Agora está estabilizada, em torno de 1.000 óbitos e 40.000 casos por dia. O Brasil não passou o pico”, acrescentou.

– “Falta de coordenação” –

O país confirmou o primeiro caso do novo coronavírus em 26 de fevereiro, um empresário de São Paulo que voltou de uma viagem à Itália, e registrou sua primeira morte em 16 de março.

A pandemia logo se tornou uma questão política no país de 26 estados, além do distrito federal, com amplas competências em temas de saúde.

O presidente Jair Bolsonaro criticou a “histeria” sobre o vírus e atacou governadores e prefeitos que adotaram medidas de isolamento social em estados e municípios, argumentando que o dano econômico seria pior do que a própria doença.

Ele também incentivou o uso da hidroxicloroquina como solução de tratamento para a doença, apesar de uma série de estudos mostrarem que o medicamento é ineficaz contra o novo coronavírus.

Quando foi diagnosticado com o vírus em julho, Bolsonaro inclusive tomou o que chamou de um remédio da “direita”.

Especialistas coincidem em que a falta de uma mensagem coerente de seus líderes foi a responsável pelo fracasso do país em “achatar a curva”.

“É terrível. Há uma falta de coordenação, essa tem sido uma característica infelizmente do Brasil. O governo federal deixou aos estados toda a administração da crise”, ressaltou Barcellos.

O vírus se propagou do primeiro grupo demográfico que infectou, viajantes ricos que voltavam do exterior, para os grupos mais vulneráveis e para o interior do país.

Moradores das favelas superpopulosas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro têm sido particularmente afetados, assim como os povos indígenas da floresta amazônica, que têm um histórico de vulnerabilidade a doenças externas.

– Bolsonaro, com popularidade em alta –

Enquanto isso, neste ano a maior economia latino-americana caminha para uma recessão recorde como consequência da pandemia.

O Ministério da Economia estima que o PIB encolheu 8% a 10% no segundo trimestre de 2020, e os economistas projetam uma retração de mais de 5% para o ano todo.

Mas Bolsonaro, paradoxalmente, conseguiu manter e até aumentar sua popularidade.

O presidente, que assumiu o cargo em janeiro de 2019, recebeu o melhor índice de aprovação para seu mandato no início deste mês, alcançando os 37%, cinco pontos a mais do que em junho, segundo pesquisa Datafolha.

E o ex-capitão do exército tem um índice de aprovação de 42% entre os beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600, pago mensalmente desde abril, como forma de amenizar a crise econômica.

A pesquisa revela ainda que 47% dos brasileiros eximem Bolsonaro de qualquer responsabilidade pelo número de mortes provocadas pela covid-19, e que apenas 11% o veem como o “principal culpado” pela crise.

Outras pesquisas recentes também revelam que o chamado “Trump dos Trópicos” tem uma popularidade crescente e grandes chances de ser reeleito em 2022.

“Bolsonaro é um fenômeno. Realmente tem uma força política própria que se precisa considerar”, comentou o analista político Michael Mohallem, da Fundação Getúlio Vargas.

Ainda assim, “é muito chocante ver alguém que tem a postura que ele teve” na gestão da pandemia, acrescentou.

“Não é só negacionismo. Nem o Trump avança aquela linha da dignidade, na hora de falar de mortes ele é muito respeitoso. Bolsonaro cruzou essa linha muitas vezes (…) Acho que o Bolsonaro ainda tem de pagar um preço”, afirmou.

EM

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