El Ministerio Público de Brasil pide procesar a Bolsonaro por frases machistas

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Piden procesar en Brasil a Bolsonaro y ministros por frases machistas

El Ministerio Público Federal (MPF) de Brasil presentó este lunes una acción civil pública que pide procesar al presidente Jair Bolsonaro y a varios de sus ministros por frases y actos ofensivos contra las mujeres.

Desde el comienzo de la actual administración (enero de 2019), ‘integrantes de la cúpula del Gobierno federal profirieron una serie de declaraciones y actos administrativos que revelan un sesgo prejuicioso y discriminatorio contra el público femenino, reforzando estigmas y estimulando la violencia’, indica un comunicado de la Fiscalía.

Medios periodísticos recuerdan que existen muchos episodios en los que el mandatario ultraderechista se dirigió a las mujeres de manera irrespetuosa o hizo insinuaciones misóginas.

En febrero, por ejemplo, el exmilitar intentó refutar un informe del diario Folha de Sao Paulo sobre posibles irregularidades en la campaña de 2018, al comentar, entre risas, que la periodista ‘quería dar la primicia’.

Bolsonaro incluso declaró en abril de 2019 que ‘quien quiera venir aquí (a Brasil) y tener sexo con una mujer, que se sienta libre’.

Dos meses después, se refirió al país como ‘una virgen que todo forastero quiere’.

Asimismo, la ampliación del espacio para la acción política de las féminas enfrentó barreras en la administración federal.

Según una encuesta realizada por las Naciones Unidas, Brasil ocupa el lugar 154 en el ranking mundial de participación de la mujer en el Poder Ejecutivo.

La Fiscalía pide que, entre otras medidas, el Estado sea obligado a promover campañas de concienciación sobre los derechos de las mujeres, ‘como forma de reparación de los daños sociales y morales colectivos causados por las actitudes de Bolsonaro y sus auxiliares’.

Prensa Latina


MPF quer reparação do governo Bolsonaro por declarações e atos machistas

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) entrou com uma ação civil pública na última quarta-feira (5), exigindo reparação da União por atos e declarações machistas do presidente Jair Bolsonaro e de seus ministros. São ações, segundo os procuradores, que revelam um viés preconceituoso e discriminatório contra o público feminino, reforçando estigmas e estimulando a violência.

Além do presidente, são citados na ação a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves; o ministro da Economia, Paulo Guedes e o ministro das Relações Exteriores.

Sobre Bolsonaro, os procuradores citam os insultos contra a jornalista da Folha de S. Paulo Patrícia Campos Mello, que investigou o esquema montado, durante as eleições de 2018, para disseminar fake news. “Ela queria dar o furo“, disse Bolsonaro em fevereiro.

Anteriormente, em abril de 2019, o presidente chegou a afirmar que “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”, em oposição ao que chamou de “turismo gay”.

O descaso do presidente com as mulheres não se restringe às declarações, de acordo com o MPF. Como exemplo, os procuradores destacam que Bolsonaro revogou uma nota técnica do setor de Coordenação da Saúde da Mulher, vinculado ao Ministério da Saúde. O texto recomendava a continuidade de ações de assistência durante a pandemia, como o acesso a métodos contraceptivos e a realização de abortos em casos previstos na legislação. “No que depender de mim, não terá aborto”, afirmou o mandatário.

Ministros

Ministros também compartilham da mesma retórica misógina do presidente. Em abril do ano passado, durante evento na Câmara dos Deputados, Damares buscou na religião a justificativa para seu entendimento de que os homens são superiores nas relações matrimoniais. “A mulher deve ser submissa. Dentro da doutrina cristã, sim. Dentro da doutrina cristã, lá dentro da Igreja, nós entendemos que um casamento entre homem e mulher, o homem é o líder do casamento”, afirmou.

Da mesma forma, Paulo Guedes endossou os ataques de Bolsonaro contra a esposa do presidente francês Emmanuel Macron, Brigitte Macron, ao chamá-la de “feia”. “Tudo bem, é divertido. Não tem problema nenhum, é tudo verdade, o presidente falou mesmo. E é verdade mesmo, a mulher é feia mesmo”, disse o ministro, em setembro do ano passado.

Já o chanceler Araújo disse estar preocupado “com a demonização da sexualidade masculina”. “Não é de forma nenhuma negar o problema do estupro, isso tem que se combatido como todas as formas de violência, mas é expulsar a ideologia desse tipo de debate”, disse, em agosto de 2019, também em audiência com os deputados.

Providências

O MPF quer a aplicação de pelo menos R$ 10 milhões do orçamento federal na promoção de ações publicitárias de combate ao machismo. Com veiculação pelo período mínimo de um ano, os conteúdos deverão expor os dados sobre a desigualdade de gênero no Brasil e a vulnerabilidade das mulheres à violência, além de reforçar informações sobre os direitos que elas têm ao atendimento nas áreas de saúde, segurança e assistência social. Por fim, o MPF quer que a União seja condenada ao pagamento de R$ 5 milhões ao Fundo de Direitos Difusos, a título de indenização por danos sociais e morais coletivos.

Rede Brasil Atual


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