Brasil | Jair Bolsonaro rechaza plan social sugerido por Paulo Guedes y advierte con sacar “tarjeta roja” al equipo económico

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Bolsonaro rechazó ajuste en jubilados para crear nuevo plan social y amenazó al equipo económico

El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, anunció este martes que desistió de implementar el plan social Renta Brasil y amenazó con expulsar al equipo económico luego de que este aconsejara el congelamiento de jubilaciones y de otros beneficios de la clase trabajadora.

Lo hizo en un video para desmentir una profundización del ajuste fiscal defendido por el ministro de Economía, Paulo Guedes, cuyo equipo informó a la prensa sobre nuevos ajustes para los jubilados y los trabajadores registrados.

“Hasta 2022 está prohibido hablar de Renta Brasil; vamos a seguir con el programa Bolsa Familia y punto final”, afirmó Bolsonaro, enojado con su equipo económico.

Los cuatro principales diarios del país, O Globo, Folha de Sao Paulo, Valor y O Estado de Sao Paulo respaldaron al ministro Guedes y su ajuste, de acuerdo con sus posturas editoriales frente a la política fiscal.

El ajuste que proponía el equipo económico iba a aumentar la ayuda social del plan Bolsa Familia creado por el expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-10), que se iba a llamar Renta Brasil.

Pero el costo de ayudar a los más pobres era congelar jubilaciones, con lo cual Bolsonaro puso fin a uno de sus sueños de popularidad que podían acercarlo a la reelección en 2022.

“Hace poco dije que no iba a sacarle plata a los pobres para darles a los paupérrimos; quien proponga una medida así se merece que le saque una tarjeta roja”, amenazó.

El Gobierno está dividido sobre si romper el llamado Techo de Gastos, la enmienda constitucional aprobada en 2017 que prohíbe gastar más allá de la actualización de la inflación por 20 años.

Bolsonaro se había propuesto, con el grupo político de la centroderecha oficialista en el Congreso y los militares que lo apoyan, dejar atrás la era del Bolsa Familia de Lula y ponerle de nombre Renta Brasil, con un aumento sustancial.

Desde hace un par de meses esa propuesta con vista a la reeleccion genera disidencias en el gobierno, sobre todo porque Guedes buscó todas las propuestas en restarle derechos y beneficios a los trabajadores registrados.

La paciencia de Bolsonaro se terminó esta mañana luego de que el fin de semana se filtrara desde Economía que se iban a congelar por dos años las jubilaciones, incluso las más bajas.

Guedes quedó entonces más debilitado aun en su plan de ajuste, que choca con la nueva confianza con la que goza el ministro de Desarrollo Regional, Rogerio Marinho, que respalda hacer una política heterodoxa para enfrentar la pandemia y la caída económica.

“La tarjeta roja no fue para mi”, dijo Guedes a la cadena Globo, desmintiendo su renuncia y dejando para las segundas líneas la posible salida del Gobierno.

Bolsonaro deberá enfrentar momentos de caída de popularidad, según analistas, a partir de enero, cuando se termine la ayuda del auxilio de emergencia por la pandemia a la población más vulnerable y trabjadores informales.

Guedes insistió, de todos modos, en no hacer automáticas las paritarias y acuerdos anuales en el sector público y privado con el objetivo de “evitar la quiebra de las empresas”.

El ministro prometió presentar una reforma tributaria y defendió la reforma administrativa que cambia el régimen de los futuros empleados del Estado presentada ante el Congreso.

En medio de esta discusión, el Gobierno ve derretir la popularidad ganada con el auxilio en la pandemia con la explosion de la inflación en el arroz, el alimento de primera necesidad de la familia del pueblo brasileño, como si fuera el pan para el almuerzo de la mesa de los argentinos.

La producción de arroz carece de control estatal y durante la pandemia, con la devaluación, fue en su mayoría a exportación, dejando sin stocks al mercado local, con lo cual las cerealeras aumentaron los precios hasta 100 por ciento en la bolsa de cinco kilogramos.

Agentes de Defensa del Consumidor salieron a los supermercados de los centros urbanos más importantes para denunciar a estos comercios.

Bolsonaro pidió a los supemercadistas “patriotismo” para evitar subir los precios de la canasta básica.

Télam


Populismo: Bolsonaro cancela Renda Brasil em busca de apoio e ameaça equipe de Guedes

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desistiu de lançar o programa Renda Brasil, em substituição ao Bolsa Família. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família. E ponto final”, anunciou Bolsonaro por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais.

Com o programa, a equipe econômica do governo previa uma economia de R$ 10 bilhões por ano, com o endurecimento dos critérios para a concessão de benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a extinção de outras políticas sociais, como o abono salarial, o seguro-defeso (para pescadores) e a Farmácia Popular. O programa também previa, a partir dessas ações, o aumento da média paga pelo Renda Brasil às famílias beneficiadas hoje pelo Bolsa Família.

A decisão de Bolsonaro aponta para uma nova estratégia de aumentar sua base de apoio na população, em detrimento da equipe econômica de Paulo Guedes. “Já disse há poucas semanas que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem por ventura vier propor a mim uma medida como essa, eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa”, diz Bolsonaro no vídeo.

O auxílio emergencial pode explicar porquê algumas parcelas do eleitorado de baixa renda passaram a apoiar o atual presidente da República, conforme indicou o aumento de popularidade, em cinco pontos percentuais de junho para agosto, de acordo com o instituto de pesquisa Datafolha.

Para André Singer, professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Bolsonaro percebeu que há a possibilidade de ganhar uma nova base de apoio, “fundamental para um projeto de longo e médio prazo” e “começou a se aproveitar disso”.

“O governo, então, começa a falar de uma mudança de política econômica. O problema é que para fazer isso, ele precisará não só manter o auxílio emergencial, mas colocar esse programa de transferência de renda dentro de uma concepção de retomada da economia por baixo. Isso definitivamente seria uma reviravolta à qual o mercado está se opondo de maneira veemente”, afirma.

Há cerca de três semanas, Bolsonaro já havia sinalizado para uma possível desistência quando anunciou, em 26 de agosto, a suspensão do programa conduzido por Paulo Guedes.

A declaração do chefe do Executivo foi feita durante uma agenda oficial em Minas Gerais.Bolsonaro alegou que a suspensão seria por conta de divergências suas com o texto. “Discutimos a possível proposta do Renda Brasil, e falei ‘está suspenso’. A proposta como apareceu para mim não será enviada ao parlamento”, disse na ocasião.

Brasil de Fato


Guedes culpa pobres por alta do arroz: “preço está subindo porque os pobres estão comprando mais”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o preço do arroz registrou forte alta porque a condição de vida dos mais pobres está melhorando.

“Os mais pobres estão comprando, estão indo no supermercado, estão comprando material de construção. Então, na verdade, isso é um sinal de que eles estão melhorando a condição de vida”, afirmou Guedes, afirmando que houve uma “enxurrada de dinheiro” paga a famílias de baixa renda durante a pandemia, como o auxílio emergencial de R$ 600 e o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“A pauta de consumo dos mais vulneráveis e dos mais frágeis é justamente a alimentação e a construção da casa própria. Então está havendo um boom da construção na baixa renda e nos supermercados”, disse o ministro em videoconferência com a Telecomunicações do Brasil nesta terça-feira (15).

Guedes disse que “o preço do arroz está subindo porque eles estão comprando mais – está todo mundo comprando mais. Além disso, tem as exportações e subiu o dólar também”, contemporizou o ministro da Economia.

No ano, a inflação do arroz acumula alta de 19,25% em 2020 de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Cada ministro do governo Jair Bolsonaro tem uma versão para justificar o aumento de preços de itens da cesta básica. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta segunda-feira (14) que se trata de um “problema pontual” a inflação do alimento.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Sílvio Porto cita o fato de o cultivo de arroz e feijão ter perdido 30% de sua área para a soja na última década para exemplificar o problema de abastecimento que estamos vivendo.

Brasil 247


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