Brasil se acerca a las 137 mil muertes y Bolsonaro vuelve a acudir a encuentro sin mascarilla

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Covid: Brasil se aproxima de 137 mil mortes e Bolsonaro vai a aglomeração sem máscara

Neste domingo (20), o Brasil contabilizou um total de 136.895 registros de mortes por covid-19 e 4.544.629 casos confirmados, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Durante o dia, o presidente Jair Bolsonaro participou de uma aglomeração com mais de dez pessoas. Nenhuma delas utilizava máscara de proteção, assim com o presidente.

“Com a gauchada no piquete do Eixão em Brasília”, postou Bolsonaro em sua rede social. No sábado, o presidente já havia desdenhado, mais uma vez, das medidas de isolamento social. Diante de uma plateia de ruralistas em Mato Grosso (MT), ele disse que as ações nesse sentido são “conversinha mole” e completou que ficar em casa “é para os fracos”.

Somente nesta semana, entre os dias 13 e 19 de setembro, o Brasil registrou 5.322 óbitos por covid-19. No mesmo período, houve a confirmação de 33.057 novos casos da doença. Neste domingo foram registrados 363 novos óbitos e 16.389 novos casos.

Segundo o Ministério da Saúde, houve queda de 30% nos registros de casos no período que se encerrou no último dia 13. No entanto, o número continuou acima de 200 mil, o que vem ocorrendo desde junho. Também houve queda nas confirmações de óbitos, mas os casos fatais são superiores a cinco mil desde maio.

Entre os estados, São Paulo continua liderando o ranking do número de mortes (33.952), na frente de Rio de Janeiro (17.677), Ceará (8.813), Pernambuco (8.016) e Minas Gerais (6.714). Quanto ao ranking do número de casos confirmados, São Paulo também segue a frente (935.300), seguido por Bahia (295.303), Minas Gerais (270.053), Rio de Janeiro (251.909) e Ceará (233.818).

Segunda onda na Europa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deu uma espécie de advertência ao continente europeu, que voltou a registrar recordes de contaminados. Foram 300 mil novos pacientes na semana que se encerrou em 13 de setembro, número mais alto que os relatados em março, quando a Europa viveu o primeiro pico da doença.

Em todo o mundo, as nações começam a responder aos novos números. Reino Unido, França, Espanha, Holanda, Coreia do Sul, Israel e Nova Zelândia são alguns dos exemplos de países que já retomaram as medidas mais rígidas de isolamento ou estudam voltar a colocá-las em práticas nos próximos dias.

O que é o novo coronavírus?

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

Brasil de Fato


Brasil tem 54% dos profissionais de saúde das Américas infectados pela covid-19

Por Rodrigo Gomes

O Brasil responde por quase 54% dos profissionais de saúde infectados pela covid-19 nas Américas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde indicam que 570 mil profissionais da saúde foram contaminados pela covid-19 nas Américas, desde o início da pandemia. Do total, 307 mil são brasileiros. Os mais afetados são os profissionais de enfermagem, sobretudo técnicos e auxiliares. Além disso, a OMS registra 2.500 mortes de profissionais de saúde no continente, sendo 289 no Brasil (11,6%). Os dados da organização são do início do mês e os do ministério, do dia 11.

A OMS lembrou que os profissionais de saúde das Américas foram muito afetados pela falta de equipamentos de proteção individual e de planejamento no enfrentamento da pandemia de covid-19. “Nenhum outro grupo sentiu isso de forma mais aguda do que os próprios homens e mulheres que compõem nossa força de trabalho em saúde. Temos o maior número de profissionais de saúde infectados no mundo”, afirmou a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa F. Etienne. A Opas é o braço da OMS nas Américas.

Entre os 307 mil profissionais de saúde contaminados pela covid-19 no Brasil, a maioria são profissionais de enfermagem. Destes, 105 mil são técnicos e auxiliares de enfermagem e 45 mil são enfermeiros. Em seguida veem os médicos, com 31,5 mil casos confirmados do novo coronavírus. Trabalhadores que não são especialistas em saúde, mas atuam na área também foram muito contaminados pela doença. Foram 15,7 mil agentes comunitários de saúde, 13,4 mil recepcionistas e 9,3 mil trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde.

Confira os dados completos

Do total de casos de profissionais de saúde contaminados pela covid-19, 2.025 necessitaram ser internados. E desses, 289 (16%), morreram. Em relação às mortes, os técnicos e auxiliares de enfermagem também são as maiores vítimas. Das mortes confirmadas de profissionais de saúde por covid-19, 97 foram destes profissionais (33,6%). Os médicos vêm em seguida, com 58 óbitos (20,1%). E depois os enfermeiros, com 36 (12,5%).

Rede Brasil Atual


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