Brasil | Más de 550 mil candidatos participarán en las elecciones municipales del domingo

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Perfil dos candidatos vai de servidor e advogado a artistas, ‘capitalistas’ e faxineiros

Um olhar sobre os mais de 550 mil candidatos às eleições de 2020 mostra perfil socioeconômico distinto da média brasileira. Em relação ao aspecto profissional, as ocupações declaradas à Justiça Eleitoral, 243, refletem a diversidade do mercado de trabalho. E grande parte prescinde de formação em ensino superior.

De acordo com os dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), praticamente 43% dos candidatos têm ensino médio, completo (38,1%) ou incompleto (4,97%). O percentual fica bem acima da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, que mostra quase 32% com ensino médio, sendo 27,4% completo e 4,5% incompleto. Os dados são de 2019.

A situação se repete no ensino superior. Entre os candidatos deste ano, são 24,3% com formação completa e 4,48%, incompleta, totalizando quase 29%. Pela Pnad, esses números caem para 17,4% e 4%, respectivamente, somando pouco mais de 21%.

A diferença se alarga na faixa do ensino fundamental. São 25% dos candidatos, 12,21% completo e 12,78% incompleto. No universo pesquisado pelo IBGE, são mais de 40% – 8% completo e 32% incompleto, aponta o instituto.

Entre as 243 ocupações citadas, a que aparece mais vezes – 38.064 – é a de agricultor, que pode designar tanto um trabalhador como um proprietário. Em seguida, com 33.423, aparecem os empresários. Há ainda a categoria de “diretor de empresa”, com predominância de partidos de centro-direita. Dos 191, há 15 do DEM e igual número do MDB, além de 14 de PSD e PSL.

Todo tipo de profissão

Em outra ponta, há 643 candidatos que se declararam bancários ou economiários. Desse total, 81 são filiados ao PT. Há ainda 59 do PP, 58 do MDB e 41 do PT, entre outras legendas.

A lista traz ainda vários profissionais liberais. Casos, por exemplo, de advogados (11.077), médicos (2.734), engenheiros (2.699) e arquitetos (457). E profissões mais populares, como auxiliares de escritório (4.442), cobradores de transporte coletivo (191), faxineiros (991), frentistas (938), garis ou lixeiros (507), padeiros ou confeiteiros (1.256), cozinheiros (1.870), carpinteiros/marceneiros (1.306), barbeiros/cabeleireiros (5.963), garçons (558), feirantes/ambulantes/mascates (536) e até cantores ou compositores (786).

Tem 53 artistas de circo – sendo sete do PV e quatro de PCdoB, PL e PSB. Ou 42 cientistas políticos tentando ir para o lado de lá do balcão, com fragmentação partidária: quatro de MDB, PCdoB, PDT e Psol, três de PSDB e PT. Na relação de candidatos aparecem ainda 59 coveiros, sendo oito do Republicanos, cinco do PSDB, mais cinco do MDB e quatro do Patriota. E um solitário diplomata, este do PDT. Outros sete se identificaram como “capitalistas de ativos financeiros”, espalhados entre Podemos (dois), MDB, PP, PSC, PTB e Republicanos.

Categoria em evidência por uma paralisação recente, os motoboys somam 1.320 entre os candidatos. Ao contrário do que se poderia supor, predominam partidos conservadores. São 80 do Republicanos, 75 do DEM e 72 do PSD, por exemplo, de acordo com levantamento do site Congresso em Foco. Entre as legendas consideradas mais progressistas, o PSB tem 66 e o PT, 60.

Rede Brasil Atual


MPE vai investigar se Bolsonaro cometeu crime ao fazer propaganda eleitoral em live

O Ministério Público Eleitoral vai investigar se Jair Bolsonaro cometeu crime eleitoral ao fazer propaganda de candidatos em sua transmissão ao vivo de quinta-feira, nas redes sociais.

No dia 5, em sua live, ele divulgou o nome de diversos candidatos, como seu filho Carlos Bolsonaro, que busca se reeleger ao cargo de vereador do Rio.

O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro. O requerimento foi feito pelo órgão do Ministério Público Federal (MPF) ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias Eleitorais (CAO-Eleitoral), do MP-RJ, segundo reportagem do UOL.

Bolsonaro será investigado por suposta propaganda irregular, conduta vedada e abuso no uso dos meios de comunicação social.

Brasil 247

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