Brasil supera las 200 mil muertes y el ministro de Salud anuncia compra de 100 millones de vacunas

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Brasil superó las 200.000 muertes por COVID-19 tras registrar más de 1.500 en las últimas 24 horas

La pandemia de coronavirus ya dejó más de 200.000 muertos en Brasil, según datos oficiales divulgados el jueves, en momentos en que el país enfrenta un recrudecimiento de la enfermedad sin fecha definida para el inicio de la vacunación.

El ministerio de la Salud del país sudamericano notificó 1.524 decesos en las últimas 24 horas, el segundo mayor número desde el inicio de la pandemia, con lo cual el balance se eleva a 200.498 muertes. El país ocupa el segundo lugar en la lúgubre lista de decesos a nivel global, y solo es superado por Estados Unidos.

En las últimas 24 horas se registraron en paralelo 87.483 contagios, un récord absoluto desde los primeros casos detectados en febrero.

El promedio de muertes en los últimos siete días es de 793 por día. Esa cifra confirma el repunte de la enfermedad, dado que había caído a 324 en noviembre. Desde inicios de junio hasta mediados de agosto había permanecido casi sistemáticamente por encima del millar de decesos diarios.

La rápida propagación del virus volvió a poner bajo presión al sistema de salud y los expertos prevén que la situación empeore considerablemente a consecuencia de las aglomeraciones masivas que se produjeron por las fiestas de fin de año.

Los hospitales de grandes ciudades como Sao Paulo, Rio de Janeiro y Belo Horizonte, reportaron recientemente tasas de ocupación superiores al 90%.

“No sé cómo vamos a sobrevivir en enero”, afirmó Paulo Lotufo, profesor de Epidemiología en la Universidad de Sao Paulo (USP).

Las advertencias de los especialistas toparon constantemente con la posición del presidente Jair Bolsonaro. El mandatario de ultraderecha se opuso a las medidas de cuarentena en nombre de la salvaguarda de la economía, participó en actos con sus partidarios, despreció el uso de máscaras, criticó la “histeria” en torno al virus y alentó el recelo frente a las vacunas.

El agravamiento actual se produce además sin que el país haya definido una fecha de inicio de la vacunación.

El ministro de la Salud, Eduardo Pazuello, afirmó el jueves que la inmunización podría empezar “en la mejor de las hipótesis antes del 20 de enero”. Pero que podría ser aplazada hasta mediados de febrero o inicios de marzo, en función de los procesos de aprobación de las vacunas.

Infobae


Pazuello anuncia contrato para compra de 100 milhões de doses de vacina do Instituto Butantan

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou nesta quinta-feira (7) a assinatura de um contrato com o Instituto Butantan para o fornecimento de 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 — 46 milhões até abril e outras 54 milhões de doses até o fim do ano.

Segundo o ministro, toda a produção do Butantan será incorporada ao Plano Nacional de Imunização, para distribuição em todo o país. De acordo com Pazuello, o valor da dose é de pouco mais de US$ 10.

Pazuello deu a declaração durante entrevista coletiva convocada pelo governo para explicar a medida provisória anunciada na véspera pelo próprio ministro que prevê “medidas excepcionais” para compra de vacinas, insumos, bens e serviços de logística para a vacinação.

Em nota, o Instituto Butantan informou que recebeu a minuta de contrato com o ministério e enviou para análise do departamento jurídico do órgão “visando à sua rápida formalização”.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que o contrato fechado entre a pasta e o Butantan foi para a compra de 46 milhões de doses da vacina e a opção de compra de outras 54 milhões de doses. De acordo com Franco, a compra do total das 100 milhões de doses ainda não será oficializada porque o Ministério da Saúde não tem orçamento suficiente para a aquisição neste momento.

Mais cedo, nesta quinta, o governo de São Paulo informou que a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, registrou 78% de eficácia nos testes clínicos feitos no Brasil.

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), afirmou que o Butantan enviará nesta sexta-feira (8) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de uso emergencial da CoronaVac. Segundo a Anvisa, o prazo para a análise do pedido de uso emergencial é de dez dias. A avaliação do pedido de registro definitivo é feita em até 60 dias.

Em outubro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo federal não iria comprar a CoronaVac e que tinha mandado cancelar um protocolo de intenções firmado entre o ministério e o Butantan. “O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela, a não ser nós”, declarou na ocasião.

Um dia depois, Bolsonaro visitou Pazuello, e o ministro afirmou durante transmissão ao vivo em uma rede social do presidente: “Senhores, é simples assim: um manda e o outro obedece. Mas a gente tem um carinho, entendeu?”.

Outras vacinas

Pazuello também disse que o ministério negocia a aquisição de vacinas com laboratórios internacionais.

Segundo ele, a negociação com a Jansen preve o fornecimento de 3 milhões de doses no segundo trimestre. “Infelizmente”, disse, “só nos são oferecidas 3 milhões de doses”.

“O que nos atende é o que é fabricado no Brasil. Se não for fabricado no Brasil, as quantidades sempre serão ínfimas se comparadas com a necessidade do Brasil”, declarou.

O ministro disse que a Pfizer ofereceu 500 mil doses em janeiro, 500 em fevereiro e 2 milhões em março, abril, maio e junho. No caso da vacina da fabricante Moderna, Pazuello afirmou que a previsão de entrega de 30 milhões de doses — a US$ 37 a dose — a partir de outubro.

“Pensem se isso resolve o problema do Brasil. Toda vacina oferecida pela Pfizer no primeiro semestre vacina a metade da população da Grande Rio de Janeiro. Oito milhões de doses, quatro milhões de pessoas vacinadas”, afirmou.

Pazuello também falou em negociações com a empresa União Química para a fabricação no Brasil da vacina Sputinik, do laboratório russo Gamaleya.

354 milhões de doses em 2021

No total, Pazuello afirmou que o Brasil tem asseguradas 354 milhões de doses de vacinas para 2021, distribuídas da seguinte forma:

– 2 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca importadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz);
– 100,4 milhões de doses da Fiocruz/AstraZeneca até julho (produção nacional com ingrediente farmacêutivo ativo (IFA) importado;
– 110 milhões da Fiocruz/AstraZeneca (produção integral nacional) de agosto a dezembro;
– 42,5 milhões (provavelmente da AstraZeneca) a serem adquiridas por meio do mecanismo internacional Covax/Facility;
– 100 milhões de doses do Instituto Butantan.

Início da vacinação

Pazuello disse que a vacinação contra a Covid-19 começará entre 20 de janeiro e começo de março. Segundo ele, isso dependerá dos registros e da produção das vacinas.

“Eu vou dar aos senhores três períodos. Primeiro período, até o dia 20 de janeiro, na melhor hipótese. Contamos aí com as vacinas do Butantan — caso a Anvisa nos dê a autorização de uso —, contamos com as vacinas importadas da AstraZeneca — caso tudo isso aconteça da maneira correta e a Anvisa nos dê a capacidade de uso”, declarou.

“Na hipótese média, estaríamos do dia 20 de janeiro ao dia 10 de fevereiro. Contamos aí com as vacinas produzidas no Brasil, tanto no Butantan quanto na Fiocruz. E na hipótese mais alongada, a partir do dia 10 de fevereiro até o começo de março, que seria caso os registros e produção tenham quaisquer percalços”, disse Pazuello.

G1


‘Lamentamos as mortes, a vida continua’, diz Bolsonaro após 200 mil óbitos de Covid

“A gente lamenta hoje, estamos batendo 200 mil mortes. Muitas dessas mortes com Covid, outras de Covid, não temos uma linha de corte no tocante a isso aí. Mas a vida continua. A gente lamenta profundamente, estou preocupado com minha mãe que tem 93 anos de idade. Se contrair o vírus, [ela] vai ter dificuldade pela sua idade, mas temos que enfrentar isso aí”, disse o presidente.

“Não adianta apenas continuar aquela velha história de ‘fica em casa que a economia a gente vê depois’. Isso não vai dar certo, vai ser um caos no Brasil, pode levar a condições mais dramáticas ainda do que as consequências do vírus. Não podemos nos transformar num país de pobres, um pais de desempregados, sem PIB [Produto Interno Bruto], endividado. Um país tão rico como o nosso com a população sendo empobrecida por decisões de alguns. Lamentamos as mortes, a vida continua. E pedimos a Deus que abençoe e nosso Brasil e abençoe o mundo, que afinal de contas somos filhos dele”, concluiu.

A primeira morte por Covid no Brasil foi registrada em 16 de março. O Brasil é o segundo país do mundo com mais óbitos em números absolutos, atrás apenas dos EUA. E, assim como lá, a condução do combate à pandemia no Brasil rendeu e continua a render críticas.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem criticado ações de governadores e prefeitos para garantir isolamento social e diminuir a circulação do vírus.

Ele tem se queixado que essas medidas prejudicam a economia e advogou por políticas que tinham pouco respaldo na comunidade científica, entre elas o isolamento apenas de pessoas de grupos de risco e uso de medicamentos sem comprovação científica, como a hidroxicloroquina.

Na mesma live, o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) defendeu que clínicas privadas possam comprar vacinas contra o coronavírus no mercado internacional. Ele ressaltou, no entanto, que a aquisição por entidades particulares de imunizantes deve ocorrer depois que a demanda do SUS (Sistema Único de Saúde) seja atendida.

“Eu acho que a primeira coisa é ter a pró-atividade do governo e do Ministério [da Saúde] em complementar e completar a nossa demanda de vacinas para o SUS. Isso são as nossa fábricas, a grande capacidade de compra vem do que será fabricado no Brasil. Uma vez atendida essa demanda -o SUS sendo atendido- sim, claro que não há [impedimento] e deve ser comprado também pela iniciava privada”, afirmou.

Ele destacou que os laboratórios privados possam importar vacinas para posteriormente vendê-las. “Mas lembro que pelo outro lado temos que ter muita capacidade de suprir o SUS e deixar nossa população com as vacinas disponíveis da forma mais rápida possível”, acrescentou.

Bolsonaro endossou a fala do ministro. “Então a gente não vai criar problema no tocante a isso daí. Quem quiser… Se uma empresa quiser comprar lá fora a vacina e vender aqui, quem tiver recursos vai tomar vacina lá. Agora nós vamos oferecer de forma universal, e da nossa parte não obrigatória”, disse.

Pazuello também afirmou que a previsão do governo é que 50% do público alvo da campanha de vacinação do governo esteja imunizada até junho, sendo que o restante deve ser vacinado até o final do ano. Haverá ainda uma margem que pode se estender por mais quatro meses, na previsão do governo.

Diario Online


Governo não tem ações básicas para as aldeias e exclui indígenas urbanos da vacinação

Por Nara Lacerda

O governo federal tem até esta sexta-feira (8) para apresentar uma versão concreta do Plano Geral de Enfrentamento à Covid-19 para Povos Indígenas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Será a quarta tentativa de convencer o STF que a gestão de Jair Bolsonaro tem políticas de proteção para essas comunidades. O que foi apresentado até agora é considerado genérico e a exclusão de mais de 400 mil indígenas do grupo prioritário para a vacinação completa a equação do fracasso.

Divulgado na segunda semana de dezembro, o plano de vacinação contra o coronavírus do Ministério da Saúde prevê a imunização de cerca de 410 mil indígenas. Segundo o último censo, no entanto, o total dessa população no Brasil já era de 890 mil em 2010.

O governo só pretende vacinar aqueles que são atendidos pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Na conta, deixa de fora quase 500 mil pessoas que não residem em aldeias e vivem em condições precárias nas regiões urbanas.

No entanto, já há estudos consolidados que indicam vulnerabilidade maior ao novo coronavírus entre indígenas nas cidades. Um inquérito sorológico da Universidade Federal de Pelotas aponta desde julho a maior probabilidade de contaminação.

O grupo tem 6,4% mais chances de ser infectado que a população branca. Os motivos observados estão ligados à vulnerabilidade social e à falta de acesso a direitos básicos como moradia, água tratada, esgoto e serviços de saúde.

De acordo com Dinaman Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a inexistência de políticas sociais e o descaso mantém o padrão da gestão de Bolsonaro, “O governo já vem demonstrando ao longo de sua gestão um verdadeiro descaso com as populações indígenas. Desrespeitando, inclusive, a legislação vigente no Brasil. Acaba gerando danos irreparáveis para as comunidades indígenas, principalmente no contexto de pandemia.”

Dinaman usa o termo “genocídio” para classificar a situação. “Nós já fomos muito violentados. Já passamos por um processo bastante violento no passado. O que nos leva a crer que esse processo nunca foi sanado e o governo brasileiro está aguçando essa sensação de extermínio. Principalmente quando toma medidas que só fazem aumentar a contaminação e quando se trata de imunização nós somos excluídos desse processo.”

A insuficiência das ações do governo justifica a decisão do Supremo Tribunal Federal de não aceitar a versão mais recente do planejamento de contenção da pandemia entre as comunidades indígenas.

O ministro do Luís Roberto Barroso afirmou que faltam elementos essenciais ao documento. Não há previsão de mecanismos para monitorar a implementação das medidas propostas e nem mesmo avaliar se elas estão em prática ou tiveram sucesso. “Impressiona que, após quase 10 meses de pandemia, não tenha a União logrado o mínimo.”, observa o ministro.

Desde julho, o STF pede que o governo garanta a instalação de barreiras para evitar o acesso de contaminados às aldeias indígenas. Para a nova versão do plano, que deve ser apresentada esta semana, o tribunal exige que o Ministério da Saúde informe quantos cidadãos e cidadãs são atendidos por região e o número de equipes de saúde atuando nesses locais. Segundo mapeamento da Abip, o vírus chegou por meio desses profissionais a diversas aldeias.

Além disso, o Supremo quer as indicações detalhadas dos critérios de vulnerabilidade adotados na distribuição de cestas de alimentos e a indicação das terras que terão fornecimento de água garantido. Todo o processo de envio de testes para comunidades indígenas também precisará estar no plano, com dados sobre o fluxo de material e a logística.

O Brasil tem hoje mais de 160 povos atingidos pelo novo coronavírus. Segundo dados da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) há quase 45 mil infectados e mais de 900 vidas indígenas foram perdidas para a covid-19. “Nós temos ciência que o governo brasileiro colaborou com o alto índice de contaminação. Toda vulnerabilidade é aguçada quando o estado se omite”, finaliza Dinaman Tuxá.

Brasil de Fato


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