Población negra marcha en 20 estados por la emergencia económica y sanitaria

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Movimiento negro protesta en Brasil para exigir vacunas y ayudas por la covid

Cientos de manifestantes del movimiento negro salieron este jueves a las calles de las principales ciudades de Brasil para exigir al Gobierno de Jair Bolsonaro vacunación en masa y subsidios para enfrentar la pandemia del coronavirus.

Armados de ollas y platos vacíos que simbolizaron el hambre que padecen los más necesitados, los manifestantes se dieron cita frente a las casas legislativas de 18 de los 27 estados del país para exigir ayuda para enfrentar la crisis económica que los azota por culpa de la covid.

Ciudades como Sao Paulo, Río de Janeiro, Salvador (Bahía), Recife (Pernambuco) y Brasilia, fueron las principales protagonistas de las protestas.
Organizada por la Coalición negra por derechos, una organización conformada por unos 200 grupos del movimiento negro brasileño, la protesta exigió al Gobierno de Bolsonaro el regreso del subsidio económico para trabajadores informales y personas de escasos recursos que perdieron sus trabajos con la llegada de la pandemia.

Asimismo, hicieron un llamado para que la vacunación sea garantizada a toda la población, en su mayoría negra, para frenar la pandemia que ya deja cerca de unos 242.000 muertos y 10 millones de personas contagiadas en Brasil.

En Sao Paulo, los manifestantes llegaron a paralizar el tráfico de la principal avenida de la ciudad, tras montar sobre la vía la palabra “Fome” (hambre) con una serie de platos vacíos.

“Paramos la mayor Avenida de Sao Paulo, la Paulista, que tiene una simbología importante. Escribimos ‘Fome’ en el piso, que infelizmente es una palabra que hoy en día simboliza el hambre de millones de brasileños, en especial mujeres y negros”, aseguró a Efe Simone, una joven líder del Movimiento Negro Paulista.

Para enfrentar la crisis causada por la pandemia, el Gobierno de Bolsonaro entregó, a partir de abril del año pasado, un subsidio denominado “auxilio de emergencia” para las personas más necesitadas que perdieron sus ingresos por las medidas de aislamiento social impuestas por la pandemia.

El subsidio benefició por 7 meses a casi 70 millones de personas con 600 reales mensuales (unos 100 dólares), un monto que en octubre se redujo a la mitad y que fue abonado por última vez en diciembre.

El líder ultraderechista ha manifestado en varias oportunidades las dificultades de ampliar por más tiempo el subsidio, pero el Ejecutivo busca opciones como congelar salarios públicos para otorgar un monto de unos 200 reales (unos 37 dólares) por 3 meses y que los Gobiernos regionales también otorguen subsidios.

Sin embargo, ya casi se cumplen dos meses de 2021 y hasta el momento no se ha definido nada.

Brasil es el país con mayor número de afrodescendientes del mundo y casi el 55 % de su población es negra o mulata. No obstante, el 75 % de los pobres de todo el país son negros, los más afectados por la pandemia.

“Las personas negras no son solo la mayor parte de la población brasileña, son casi el 55 % de todo el país pero también es uno de los sectores mas precarios de la sociedad, pues tienen menos acceso a educación, a trabajo regular o a vivienda”, dijo a Efe Paula Núñez, una concejala del Partido Socialismo y Libertad (PSOL) en la ciudad de Sao Paulo.

“Nuestro pueblo a la final siempre es el más impactado y ahora más con la retirada de esa política (subsidio) que fue tan importante en un momento de pandemia”, agregó.

Infobae


Manifestações em 20 estados pedem volta do auxílio emergencial para população negra

Cerca de 200 organizações do movimento negro foram às ruas em 20 estados brasileiros, na manhã desta quinta-feira (18), para exigir do poder público políticas de amparo da população negra durante a pandemia do coronavírus.

Entre as demandas está a vacinação para todos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e o retorno do auxílio emergencial de R$ 600 para a população negra, a mais afetada pelas crises econômica e sanitária devido às desigualdades raciais e socioeconômicas que marcam o Brasil e o mundo.

O valor se contrapõe à proposta do governo Bolsonaro, que tem defendido um auxílio com três parcelas de R$ 200. Por sua vez, o Congresso Nacional trabalha com a hipótese de quatro parcelas de R$ 250.

As cerca de 200 entidades se organizam por meio da Coalizão Negra por Direitos, aliança que puxou as manifestações desta quinta-feira em todo o Brasil.

Em São Paulo

Em São Paulo, cerca de 200 manifestantes ocuparam a Avenida Paulista em frente ao Banco Central, na região central da capital paulista. Aos gritos de “tem gente com fome”, eles cobraram a retomada do auxílio emergencial por parte do governo federal e o início da vacinação em massa.

Para Douglas Belchior, professor de História e um dos fundadores da Coalizão Negra por Direitos, a maior vulnerabilidade da população negra durante a pandemia se deve não a uma “predileção do vírus” pelos corpos pretos, e sim a “uma contingência da situação social do país”.

“Em todos os países, aqueles grupos sociais historicamente oprimidos são os mais afetados [pela pandemia do coronavírus], porque as condições sociais influenciam drasticamente na maneira como a doença chega, na maneira como o corpo recebe. Nós [população negra] somos mais afetados principalmente porque os cuidados médicos com o nosso povo são muito mais limitados”, argumenta.

Estado com mais casos e mortes por covid-19

Integrante da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo e da Coalização Negra por Direitos, Zezé Menezes responsabiliza o governo estadual de São Paulo e as prefeituras das cidades paulistas pelo alto número de casos confirmados de covid-19 e de óbitos pela doença no estado.

“São Paulo é um estado que concentra 25% das mortes pelo coronavírus no país. São Paulo é responsável por quase 50 mil mortes […]. Nós queremos chamar a atenção para a responsabilidade do governo estadual e das prefeituras, que não têm um programa eficiente de controle do vírus e que vitimou uma parcela importante da população, principalmente a população pobre e preta das periferias”, ressalta Zezé.

Na avaliação da militante, para reverter a situação, seria necessário “um programa de vacinação rápido e eficiente” para impedir a proliferação de mais variantes do vírus, a exemplo da nova cepa que se espalhou nas últimas semanas do Amazonas para os demais estados brasileiros.

Auxílio municipal em São Paulo

De acordo com a covereadora Paula Nunes (Psol-SP), o Psol está encampando, na Câmara Municipal de São Paulo, o aumento do valor e do tempo de duração do auxílio emergencial de R$ 100 por três meses, previsto por um projeto de lei municipal.

Integrante de um mandato coletivo feminista do Psol, Paula destaca que a falta do auxílio emergencial afeta principalmente as mães solo.

“A nossa luta tem sido para ampliar esse valor e para garantir também que essas mães solo tenham acesso ao dobro do valor, porque aqui [em São Paulo, o auxílio emergencial] é garantido por pessoa inscrita no CadÚnico. Então numa mesma família, dois adultos poderiam receber o benefício. As mães solo não teriam esse direito”, argumenta.

Pelo Brasil

Além da cidade de São Paulo, receberam o ato desta terça-feira (18) as cidades de Altamira (PA), Aracaju (SE), Belém (PA), Belford Roxo (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Camaragibe (PE), Campo Grande (MS), Castanhal (PA), Cuiabá (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Itapecirica da Serra (SP), Macaé (RJ), Macapá (AM), Maceió (AL), Olinda (PE), Osasco (SP), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Inês (MA), São Bernardo do Campo (SP), São Luís (MA), Santos (SP), Manaus (AM), Teresina (PI), Vitória (ES), João Pessoa (PB), Natal (RN), Porto Velho (RO), Boa Vista (RA), Florianópolis (SC) e Palmas (TO).

Brasil de Fato


Oposição e movimentos sociais realizam neste fim de semana atos contra Bolsonaro em todo o Brasil

Em pelo menos 65 cidades de todas as regiões do país ocorrerão carreatas e bicicletadas em protesto contra o governo Jair Bolsonaro entre esta sexta-feira (19) e o domingo (21). Elas são organizadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, compostas por movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda.

As manifestações serão mais uma etapa da luta das forças progressistas brasileiras e dos movimentos sociais contra os projetos de reforma administrativa e de privatizações do governo Bolsonaro. Os movimentos farão críticas também aos graves problemas da condução do governo federal na campanha de vacinação contra a Covid-19.

Entre as pautas também estará a retomada urgente do pagamento do auxílio-emergencial, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

Brasil 247


Brasil supera 10 milhões de casos de covid-19 e tem 243.457 pessoas mortas

O Brasil registrou mais um dia de alta letalidade diante da covid-19. Nas últimas 24 horas, foram 1.367 vítimas. Esta quinta-feira (18) superou o último dia 9 como o segundo com mais mortes pelo vírus na segunda onda do surto no país. Desde o primeiro contágio, em março, morreram 243.457 pessoas, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

A média diária de casos, calculada em sete dias, é superior a mil desde 21 de janeiro. Com 51.879 novos casos no último período, já são 10.030.626 infectados desde março. Esse número não leva em conta a ampla subnotificação, já que o Brasil testa pouco seus cidadãos.

O país também descarta medidas recomendadas pela ciência para frear o vírus. O resultado: o segundo com mais mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que testa mais e vacina mais. Os norte-americanos já testaram mais de 55 milhões de cidadãos, sendo 1 milhão apenas no último sábado (13). No Brasil, somente 5,5 milhões foram testados até agora. O programa de imunização brasileiro, referência em outros tempos, segue agora a passos lentos e com problemas. O principal responsável pela morosidade é o governo do presidente Jair Bolsonaro, que seguiu pelo caminho de negar a ciência e atacar vacinas durante o período pandêmico.

Segurança

Somente 2,64% da população ou cerca de 5,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil. O levantamento consolidado é da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, divulgado na terça-feira (16). Além dos desafios criados por uma logística incompetente do governo federal para assinar contratos de distribuição de vacinas, mentiras e fake news também atrapalham o processo.

Mais de 70% dos indígenas aldeados da Amazônia ainda não receberam vacinas. Relatos do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Rio Tapajós, no Pará, dão conta de que mentiras disseminadas entre as aldeias criam rejeição à vacina. Grande parte dos brasileiros indígenas relatam medos sobre a segurança dos imunizantes. Entre os receios está o de “virar jacaré”, como Bolsonaro afirmou que aconteceria. O presidente também chegou a dizer que vacinas causariam “anomalias”.

A realidade, claro, é distinta do que divulga Bolsonaro. De acordo com artigo publicado pela revista científica Nature, as vacinas contra a covid-19 possuem excelência no quesito segurança.

O artigo compila estudos que dão conta de 185 milhões de doses já aplicadas. Nenhuma morte foi relatada em decorrência das vacinas. Por exemplo, foram detectadas cinco reações alérgicas fortes e reversíveis por milhão de doses de vacinas de RNA mensageiro, como a da Moderna. E 10 reações alérgicas fortes e reversíveis por milhão de aplicações da vacina da AstraZeneca.

Rede Brasil Atual


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