Brasil bate nuevo récord de muertes y supera los 11 millones de casos de coronavirus

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Brasil bate novo recorde e registra 1.972 mortes por Covid-19 em 24h

O Brasil registrou nas últimas 24 horas 1.972 mortes por Covid-19, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) nesta terça-feira (9).

Esta é a pior marca de mortes diárias no Brasil desde o início da pandemia e evidencia a gravidade da disseminação do vírus pelo país. O recorde anterior era de 1.910 mortos, marca alcançada na última quarta-feira (3). Agora, o Brasil contabiliza 268.370 óbitos pela doença.

No último dia foram também registrados 70.764 novos casos de coronavírus, elevando o total para 11.122.429.

Brasil 247


Once personas murieron en Brasil por Covid-19 a la espera de ser atendidas en hospitales

La dramática situación que vive Brasil a causa de la pandemia de coronavirus presentó hoy otro episodio doloroso cuando se supo que al menos 11 pacientes murieron en los últimos días en la ciudad de Taboão da Serra, en el interior del estado de San Pablo, a la espera de una cama en los hospitales, desde hace tiempo desbordados.

“Tenemos a 11 pacientes entubados, 16 esperando transferencia vía Cross (el sistema para transferir pacientes a otros hospitales del estado) y 11 fallecidos. Desgraciadamente, esos 11 fallecidos estaban esperando una plaza en los cuidados intensivos”, lamentó en conferencia de prensa la secretaria adjunta de salud de la ciudad, Thamires May.

El pasado viernes se registró el primer fallecimiento, y ayer los dos últimos. La edad de las víctimas variaba entre los 52 y los 95 años.

Esta es la primera ciudad del estado de San Pablo que registra muertos por falta de camas en las Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) de los hospitales y, según informó la agencia de noticias Sputnik, en Taboão da Serra, de casi 300.000 habitantes, ya no hay camas de terapia intensiva en sus hospitales.

La ciudad se encuentra en el área metropolitana de San Pablo, que actualmente tiene el 81,2% de sus camas de UCI ocupadas.

Varios estados brasileños tienen los sistemas hospitalarios colapsados y algunos, como Santa Catarina o Minas Gerais en los últimos días empezaron a trasladar pacientes en avión a otras regiones.

Pero en pleno flagelo, el presidente Jair Bolsonaro insiste en no decretar cuarentenas y en cada oportunidad que se le presenta minimiza los devastadores efectos de la enfermedad y rechaza las medidas de prevención impulsadas en el resto del mundo, como cuarentenas y restricciones a la circulación.

Brasil, el tercer país más golpeado del mundo por la pandemia, detrás de Estados Unidos e India, acumula 11,1 millones de contagios y 266.000 muertos, según los últimos reportes sanitarios.

Télam


Pandemia: três momentos críticos para a gestão da saúde pública no Brasil em um ano

As ações do governo federal frente à pandemia de covid-19 no Brasil podem ser divididas em três frentes: o protagonismo dos governadores em relação ao governo federal, o falso dilema entre a economia e a saúde e a militarização do Ministério da Saúde com o substituição de quadros técnico por militares.

Essa é a avaliação da pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Francis Sodré, e marcam os momentos que influenciaram as ações de controle e acompanhamento da pandemia durante todo o ano.

Primeiro momento

“Em um primeiro momento, o que o Ministério da Saúde optou por chamar de parceria com os estados, nós chamamos de protagonismo dos governadores”, explica a pesquisadora, que afirma que ações como controle da circulação de pessoas, notificação dos casos, além da construção de hospitais de campanha e compra de leitos foram tomadas pelos estados.

Paralelamente a isso, o posicionamento do governo federal produziu um “discurso dúbio” com medidas “negacionistas que não pautavam evitar aglomerações, higiene das mãos ou uso das máscaras, mas um falso tratamento precoce baseado em medicamentos que traria uma suposta cura”, afirma a pesquisadora.

Medicamentos como a hidroxicloroquina, já defendida por Bolsonaro, são comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

Segundo Sodré, a ação dúbia do governo federal, de um lado, e o protagonismo dos governadores, do outro, marca o mês inicial de controle da pandemia e faz a transição para a segunda frente da política e gestão e controle do novo vírus. De acordo com a pesquisadora, esse segundo momento começa com a chegada de um novo ministro da Saúde, Nelson Teich.

Segundo momento

“Teich chega em um momento em que o Brasil atravessa um alto índice de desemprego, não só entre aqueles trabalhadores com vínculos já vulneráveis e precários, mas também desemprego entre aqueles trabalhadores que tinham emprego e renda garantidos”, relembra.

Naquele momento, começou a ser pautado a necessidade de um auxílio emergencial durante a pandemia e o “falso dilema” entre a economia e a saúde. “Chamamos esse segundo momento de ‘falso dilema’ entre a economia e a saúde, porque o discurso ministerial coadunava com o argumento que era preciso salvar a economia para só depois salvar a saúde pública”, afirma a pesquisadora.

Terceiro momento

O terceiro momento é marcado pela chegada do general do Exército Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde, reforçando a militarização da pasta. Para Sodré, houve uma espécie de formação de um ministério de campanha do Exército, trocando todos os técnicos com cargos relevantes e poder de decisão por militares.

“Esses quatro meses iniciais com três ministros da saúde à frente da pasta da saúde finalizam com a militarização do Ministério e a ocupação de militares nos cargos principais da gestão da política de saúde no Brasil, e permanecem durante todo o ano de 2020 até 2021 mesmo com o aumento exorbitante do número de casos e óbitos”, finaliza Sodré.

No próximo dia 15 de março, o general e ministro da Saúde Eduardo Pazuello completa 10 meses na pasta. Nesse período, liberou o uso da hidroxicloroquina e cloroquina, defendeu o tratamento precoce, minimizou o tamanho da pandemia ao questionar a “ansiedade” da população em relação ao início da vacinação e agora vê recordes de mortes diárias.

Nesta segunda-feira (8), o Brasil atingiu a maior média diária de mortes por covid-19 desde o início da pandemia. Em cada um dos últimos sete dias, morreram, em média, 1.525 brasileiros, a maior média móvel de óbitos, segundo o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Nas últimas 24 horas, foram registradas 987 mortes, totalizando 266.398 brasileiros mortos.

Em relação ao número de novos casos confirmados, foram 32.321 no último período, somando 11.051.665 casos confirmados.

Brasil de Fato


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