Brasil vivió su semana más letal y superó las 330 mil muertes por Covid-19

Foto: Bruno Kelly / Reuters
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Covid: Brasil tem quase 20 mil mortos em 7 dias e ultrapassa 13 milhões de infectados

O Brasil ultrapassou nesta segunda (5) a marca de 13 milhões de infectados por covid-19. Com acréscimo de 28.645 novos casos registrados nas últimas 24 horas, o país chegou a 13.013.601 impactados diretos pelo coronavírus.

Isso, sem levar em conta com ampla subnotificação, já que a quantidade de testes realizados sempre foi insuficiente de acordo com a demanda. Não foram contabilizados os dados do Ceará, por problemas técnicos no envio dos dados do dia.

Também nas últimas 24 horas, foram 1.319 mortos notificados ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conass. O número é elevado para uma segunda-feira, já que existe uma defasagem de dados no início da semana, devido a um menor corpo de profissionais ativos aos domingos, em especial em laboratórios. O erro tende a ser corrigido nos dias seguintes.

Agora, desde o início da pandemia, em março de 2020, o Brasil soma 332.752 mortos.

Semana letal

A última semana foi marcada por dois movimentos em relação à covid-19. Foi a com maior número de mortos; foram registrados 19.643 vítimas. Neste período, o Brasil se manteve como epicentro da pandemia no mundo, com mais de um terço de todas as mortes do planeta. Em contrapartida, houve uma redução no número de novos casos. A média se manteve elevada, mas inferior às últimas três semanas.

Foram registrados 463.235 doentes, diante de 539.903 da semana anterior. Ações de isolamento promovidas por governadores e prefeitos podem ter influência nesta conta.

Uma redução no contágio tende a refletir no arrefecimento das mortes dentro de, no mínimo, 14 dias, período em que a covid-19 tende a se revelar com gravidade. Embora exista uma aparente redução nas infecções, a ordem da ciência é pela manutenção, e até endurecimento, de medidas de distanciamento. A covid-19 está fora de controle no Brasil desde o fim de 2020, e assim segue, de acordo com o Imperial College de Londres.

Tratamento perigoso

Com taxa de letalidade de 2,6% dos casos, 80% dos intubados no Brasil morrem, sendo que a média mundial é de 1% de letalidade e 50% em relação aos intubados. O quadro grave do Brasil é agravado por uma ampla disseminação de desinformação, que levou, inclusive, muitos brasileiros a se medicarem com compostos comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

A grande fonte das mentiras relacionadas com os tratamentos da covid-19 foi o governo federal, do presidente Jair Bolsonaro, que adotou uma saga messiânica em defesa de medicamentos como cloroquina e ivermectina. Além de ineficazes, tais fármacos produzem efeitos colaterais severos.

Hospitais referência, como o Hospital da Unicamp, em Campinas, interior de São Paulo, já relataram mortes ligadas ao excesso de ivermectina. Apoiadores de Bolsonaro passaram a tomar o medicamento em doses altas de forma indiscriminada, a partir da influência do político. Em levantamento do jornal O Globo, no período da pandemia, houve aumento de 558% nos casos de reações adversas relacionadas à cloroquina e à hidroxicloroquina.

Brasil de Fato


Brasil superó los 13 millones de contagios de COVID-19

Brasil reportó este lunes 28.645 casos positivos de COVID-19 durante las últimas 24 horas y el total de casos confirmados su´peró los 13 millones (en concreto, 13.013.601) en momentos en que el gigante sudamericano continúa como el epicentro global de la pandemia y vive el peor momento sanitario desde que el virus arribó al país hace poco más de un año.

De acuerdo con el último boletín del Ministerio de Salud, el número de muertes por el coronavirus en Brasil también continúa en ascenso y el total de fallecidos ya suma 332.752, con 1.319 víctimas reportadas en la última jornada. Brasil, con sus más de 210 millones de habitantes, es el segundo país del mundo con mayor número de muertes y contagios, detrás de Estados Unidos.

El número de fallecidos y de contagios registrados este lunes son menos de la mitad de los contabilizados el viernes pasado cuando se reportaron más de 70.000 casos y cerca de 3.000 víctimas por el COVID-19. Sin embargo, las cifras pueden ser mayores debido a los festivos que conmemoraron la Semana Santa y a que este lunes no fueron incluidos los datos del estado de Ceará, por problemas técnicos.

Desde el viernes, las cifras de la pandemia han menguado en el país, pero ello es habitual durante los fines de semana por la reducción del personal que procesa los datos durante estos días.

Mientras que el jueves 1 de abril se registraron cerca de 3.800 muertes y más de 91.000 contagios, este lunes fueron reportadas unas 1.300 víctimas y cerca de 29.000 casos confirmados por el virus.

Estos datos también han disminuido los promedios de fallecidos e infectados en el país, con 2.698 óbitos y 62.855 contagios diarios, en la última semana, frente a los 3.117 óbitos y 77.129 casos de covid que llegaron a reportarse una semana atrás.

Se espera un repunte de víctimas y casos para este martes, pues los hospitales de gran parte del país se encuentran colapsados y solo hasta dentro de unas dos semanas se verán los efectos de las medidas adoptadas en los últimos días por las principales regiones del país, como San Pablo y Río de Janeiro para contener el virus.

No obstante, las autoridades temen un nuevo repunte tras la Semana Santa. Pese a los decretos dictados por gobernadores y alcaldes para restringir la circulación de personas, un juez del Tribunal Supremo de Brasil autorizó la celebración de misas y cultos en todo el país este Domingo de Resurrección pese a la crítica situación.

El empeoramiento de la crisis sanitaria coincide además con el lento proceso de vacunación en Brasil ante la falta de dosis disponibles.

En ese contexto, el director del Instituto Butantan, el mayor fabricante de vacunas contra el COVID-19 en Brasil, Dimas Covas, advirtió que los próximos 15 días serán dramáticos en el país. “Estamos en un momento en que la velocidad de transmisión todavía es muy alta. Abril va a ser dramático para Brasil”, afirmó Covas en una entrevista al diario Valor Económico.

Según el médico, la nación sudamericana camina hacia los 4.000 muertos diarios por covid-19 y podría sobrepasar la trágica barrera de los 5.000 decesos por día.

Infobae


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