Brasil | El exministro de Salud declaró ante el Senado e intentó blindar a Bolsonaro por el manejo de la pandemia

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Coronavirus: el exministro de Salud de Bolsonaro declaró ante el Senado y reivindicó que Brasil no siga las recomendaciones de la OMS

Declaró Eduardo Pazuello, el general del Ejército y exministro de Salud de Brasil, ante la comisión investigadora del Senado. En sus declaraciones, firmó que el país no sigue las recomendaciones frente a la pandemia por una cuestión de soberanía.

Pazuello, estuvo diez meses en el cargo y este miércoles, ante una comisión investigadora del Senado, declaró que el país no sigue las recomendaciones de la Organización Mundial de la Salud (OMS) frente a la pandemia de coronavirus.

«Las decisiones son del Ministerio. No estamos obligados a cumplir ningún tipo de orientación. Somos soberanos«, dijo Pazuello al senador Renán Calheiros, relator de la comisión que investiga la muy criticada gestión de la pandemia del Gobierno del presidente Jair Bolsonaro.

Declaró Eduardo Pazuello y negó acusaciones contra el presidente de Brasil

El exgeneral preservó al presidente al negar que el mandatario en ningún momento le dio una orden para lanzar una política a favor de la prescripción de cloroquina, una droga contra la malaria que el Ministerio de Salud distribuyó como prevención, cuando está comprobado que carece de efectividad contra el coronavirus.

«Hace 70 años que usamos ese antiviral antiinflamatorio como la cloroquina«, dijo el general, quien no es médico y se define como especialista en logística.

Pazuello también desmintió a otros testigos que dijeron que los hijos del presidente se ocupaban en forma paralela de las políticas de salud de Brasil, segundo país del mundo con más muertes por coronavirus y tercero en infectados.

El interrogatorio de Pazuello se inició a las 9 y se prevé que declare hasta las 17 en el marco de los trabajos que pueden terminar en denuncias contra el mandatario por su rol en la pandemia, a raíz de que repudia las cuarentenas y rechazó inicialmente la adquisición de vacunas.

Por qué Brasil investiga la gestión de Bolsonaro frente al Covid-19

Vacunas retrasadas, escasez de oxígeno, tratamientos ineficaces contra Covid-19. En Brasil, una comisión investiga el papel del Gobierno del presidente Jair Bolsonaro en uno de los peores brotes de coronavirus del mundo.

El coronavirus no es más que una «gripecita» y los brasileños deberían «dejar de lloriquear». Ese es el tipo de reacciones que ha tenido el presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, ante la actual pandemia mundial. Bajo su liderazgo, el país ha registrado la segunda cifra más alta de muertes por COVID en el mundo, con más de 400.000 fallecidos, mientras colapsan las unidades de cuidados intensivos.

Ahora, una comisión del Senado está investigando la gestión de su Gobierno en respuesta a la pandemia. El resultado de esta investigación, que comenzó el pasado martes (27.04.2021) y durará 90 días, podría tener un efecto grave en el futuro político de Bolsonaro.

El objetivo principal de la investigación es identificar a las personas o autoridades responsables de lo que los críticos describen como una respuesta fallida a una pandemia.

Muchos expertos en salud pública culpan al Gobierno de Bolsonaro. Un estudio de la Universidad de Sao Paulo y el grupo de derechos humanos Conectas calificó incluso su gestión como una «estrategia institucional para propagar el coronavirus en el país«.

La comisión esbozó 18 temas que quiere investigar para sacar sus propias conclusiones.

Un punto importante es el rechazo de algunas ofertas de vacunas, incluida BioNTech-Pfizer, ya que Brasil ahora lucha contra la escasez. Otra pregunta a responder será por qué el Estado impulsó curas ineficaces como el llamado «kit COVID», un cóctel de medicamentos no comprobados para el tratamiento de la enfermedad como la hidroxicloroquina o la ivermectina antiparasitaria. declaró Eduardo Pazuello

La investigación también revisará el colapso de la atención médica en el estado de Amazonas, donde los hospitales luchan por abastecerse de oxígeno.

Hoy declaró Eduardo Pazuello y el objetivo de la comisión es interrogar a varios ministros y asesores gubernamentales. Eso incluye a los exministros de Salud de Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta y Nelson Teich, quienes al igual que Pazuello, ocuparon el cargo en algún momento durante la pandemia y varios de ellos ya declararon.

Misiones


Pazuello tem mal-estar durante intervalo da CPI

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello participou nesta quarta, 19, da CPI da Covid. Enquanto a sessão estava suspensa, o general teve um mal-estar e foi atendido pelo senador e médico Otto Alencar (PSD-BA). Segundo Alencar, Pazuello teve uma síndrome vasovagal, que significa uma perda transitória da consciência, mas conseguiu se recuperar e passa bem. O depoimento do general será retomado na quinta-feira, 20, às 9h30.

Em suas respostas aos senadores, Pazuello minimizou a postura do governo na pandemia, disse que sempre defendeu medidas restritivas e afirmou que respondeu às ofertas da Pfizer. Sobre a falta de oxigênio em Manaus, o general disse que crise durou apenas três dias, enquanto o senador Eduardo Braga, exaltado, afirmou que foram 20 dias no total.

O ex-ministro ainda distorceu dados sobre a vacinação no País, bateu-boca com o relator Renan Calheiros e rebateu declaração do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, que acusou “incompetência” do Ministério da Saúde na gestão do general.

Pazuello conseguiu adiar temporariamente seu depoimento e obter no STF o direito de ficar calado em perguntas que possam incriminá-lo, Ele participou do interrogatório sob pressão de uma decisão do Tribunal de Contas da União, que já sinalizou “omissões graves” da gestão Pazuello no combate à pandemia.

Não passei mal’, diz Pazuello após sessão da CPI da Covid ser interrompida por esse motivo

O depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à CPI da Covid, nesta quarta-feira, 19, foi suspenso após o general sentir um mal estar durante intervalo da sessão, segundo relatou o senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico. Pazuello recebeu atendimento de Alencar, que diagnosticou uma síndrome vasovagal, na qual há diminuição da pressão arterial. Minutos depois de a sessão ser encerrada, no entanto, Pazuello disse não ter tido problema algum.

“Eu não passei mal. Não houve nada”, afirmou o ex-ministro ao deixar o Senado. A informação de que a pressão de Pazuello baixou foi confirmada pelo Estadão com advogados do general.

O problema ocorreu quando o depoimento à CPI já durava sete horas e ainda havia 24 senadores inscritos para perguntas. “Ele estava muito pálido, tonto. Nós o deitamos no sofá, o sangue refluiu para o cérebro, ele ficou corado, se recuperou, estava respirando muito bem e podia perfeitamente continuar a oitiva”, afirmou Alencar. O depoimento de Pazuello será retomado nesta quinta-feira, 20.

A reunião da CPI havia sido interrompida desde as 16h15 porque o plenário do Senado começara uma sessão ordinária, o que obriga a paralisação das comissões. Pazuello começou a sentir palpitações e fraqueza enquanto aguardava para voltar à sessão em uma sala lateral da CPI. “Mas ele estava em plenas condições de continuar o depoimento, falou que estava à disposição. Eu é que achei mais prudente continuar nesta quinta-feira”, afirmou o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

Otto Alencar disse que o nervosismo pode ter prejudicado a circulação do sangue do ex-ministro. A síndrome vasovagal também ocorre em ambientes fechados, com aglomeração, quando a pessoa está muitas horas em jejum, em pé ou tem crise de ansiedade.

Logo nos primeiros minutos do depoimento à CPI, que começou por volta das 9 horas, Pazuello se perdeu na leitura do discurso inicial e ficou com a testa coberta de suor.

O general tentou de todas as formas blindar o presidente Jair Bolsonaro e deu respostas evasivas durante todo o interrogatório. “Em nenhum momento o presidente da República me desautorizou ou me orientou a fazer algo diferente do que eu estava fazendo”, disse Pazuello. (Lauriberto Pompeu e Vinícius Valfré)

Estadao


Senadores apontam contradições em depoimento do ex-ministro Pazuello à CPI da Covid

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi acusado por senadores de mentir e de cair em contradição durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid nesta quarta-feira (19).

A audiência teve início pouco depois das 9h e teve de ser suspensa por volta das 16h, após a abertura dos trabalhos do plenário do Senado — as comissões não podem funcionar simultaneamente às sessões deliberativas do plenário.

Inicialmente, a previsão era a de que a sessão fosse retomada ainda na noite desta quarta. Mas após o senador Otto Alencar (PSD-BA) ter relatado que Pazuello havia passado mal, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), marcou a continuidade do depoimento para quinta-feira (20). O ex-ministro disse apenas que o pé inchou. Segundo Aziz, Pazuello estava pronto para continuar a depor, mas havia previsão de a sessão do plenário se prolongar.

O depoimento de Pazuello era considerado, até agora, o mais importante pela cúpula da CPI. À comissão, o ex-ministro deu explicações sobre o processo de aquisição de vacinas, as negociações sobre vacina com a farmacêutica Pfizer, as informações repassadas ao presidente da República, a atuação da pasta sobre o tratamento precoce e o colapso do oxigênio em Manaus no início do ano.

Oxigênio no Amazonas

Ao tratar das ações federais no Amazonas, o ex-ministro reforçou que o fornecimento de oxigênio era competência do próprio estado, e não do governo federal.

“A execução plena é do estado, do município. Não há essa discussão. Quando nós fomos a Manaus, era porque nós estávamos vendo que a situação não estava boa. Nós não sabíamos ainda de oxigênio. No momento que eu soube de oxigênio, já comecei a agir imediatamente”, disse.

Pazuello disse ainda que foi informado sobre a falta do insumo na noite do dia 10 de janeiro. O presidente e o vice-presidente da CPI, porém, apresentaram um dado diferente.

Segundo eles, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, disse, em depoimento à Polícia Federal, que avisou o então ministro sobre a falta de oxigênio no dia 7 de janeiro – três dias antes, portanto.

“Eu quero alertar Vossa Excelência que a data que o secretário de Saúde diz que falou ao telefone foi dia 7 de janeiro”, afirmou Omar Aziz.

Também senador pelo Amazonas, Eduardo Braga (MDB) reagiu: “Presidente, é preciso dizer ao povo brasileiro, sob pena de nós estarmos aqui sendo coniventes com uma informação errada, mentirosa: não faltou oxigênio no Amazonas apenas três dias. Faltou oxigênio por mais de 20 dias. É só ver o número de mortos, é só ver o desespero das pessoas tentando chegar ao oxigênio”.

O ex-ministro negou ter esses dados, e o presidente da CPI avisou que faltar com a verdade iria provocar “consequências muito grandes”. “Nós não iremos parar enquanto não acharmos a verdade”, disse Aziz.

Na sequência, o senador disse que tinha em mãos um documento do próprio Ministério da Saúde em que a pasta relatou que Pazuello havia sido comunicado sobre a falta de oxigênio.

Tratamento precoce

Durante depoimento à CPI, Eduardo Pazuello foi questionado várias vezes sobre a recomendação para produção e distribuição de cloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz contra a Covid-19.

Ao ser indagado pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), o ex-ministro disse que o presidente Jair Bolsonaro não deu, “em hipótese alguma”, ordens diretas sobre tratamento precoce, que envolveria o uso do remédio, contra a doença. Bolsonaro é um defensor do medicamento, de ineficácia cientificamente comprovada no tratamento da Covid-19.

Ainda sobre o tema, Renan Calheiros questionou o general sobre a plataforma “TrateCov”, do Ministério da Saúde, que recomendava o tratamento precoce a pacientes com sintomas que podem, ou não, ser da Covid-19, inclusive, com a indicação de cloroquina.

Pazuello afirmou que o aplicativo foi uma sugestão da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, chamada pelos senadores de “Capitã Cloroquina”, em razão da defesa que faz do remédio ineficaz. Ela deve depor à CPI na próxima semana.

O ex-ministro, entretanto, disse que a plataforma “nunca entrou em operação”. Mas o aplicativo chegou a ficar disponível e foi retirado do ar em 21 de janeiro.

“Foi apenas apresentado o protótipo em desenvolvimento e foi copiado por alguém. E tem um relatório policial sobre isso”, declarou o militar.

Em 19 de janeiro, porém, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo em Manaus, com participação de Pazuello. O evento foi, inclusive, registrado pela TV Brasil, emissora pública financiada pelo governo.

Presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que a capital do Amazonas foi usada como “cobaia” para teste da ferramenta “TrateCov”.

“Isso aí é crime contra um estado, isso é crime contra as pessoas que moram na minha cidade. É cobaia, sim”, declarou Aziz.

Eduardo Braga também mencionou o lançamento da plataforma em Manaus. “O aplicativo TrateCov está na TV Brasil, com propaganda oficial. No dia 19 de janeiro de 2021, na minha cidade, na cidade de Manaus, como recomendação”, protestou Braga.

CoronaVac

Pazuello também foi questionado sobre tratativas para compra de doses da vacina Coronavac, da chinesa Sinovac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

Em outubro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou Pazuello, ao mandar cancelar um protocolo de intenções, anunciado pelo ex-ministro, de compra de 46 milhões de doses da Coronavac.

Em uma rede social, o presidente afirmou: “Não compraremos vacina da China”. Pazuello, após ter sido desautorizado pelo presidente, gravou um vídeo, ao lado de Bolsonaro, em que dizia: “É simples assim: um manda e o outro obedece”.

Apesar das declarações públicas de Bolsonaro, Pazuello afirmou que o presidente “nunca mandou” desfazer qualquer contrato ou acordo de intenções com o Butantan. E que as falas sobre a Coronavac, que foi motivo de disputa entre o presidente e o governador de São Paulo, João Doria, foram meramente políticas.

“Quando ele se pronuncia, quando ele recebe uma posição de um agente político de São Paulo, ele se posiciona como agente político também daqui para lá. Então, eu queria dizer que a posição de agente político dele ali não interferiu em nada do que nós estávamos falando com o Butantan”, disse Pazuello.

A explicação do general provocou reação da oposição.

“O ex-ministro está fabulando. Todas as suas ações passaram pelo crivo e aprovação prévia do Bolsonaro. Lembrem o episódio quando foi rasgado o acordo com o Butantan: ele foi desmentido ao vivo pelo Bolsonaro. Tudo que ele está falando que fez não é verdadeiro. Quem o controlava era o Bolsonaro e seus generais”, disse o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Assessoramento paralelo

Perguntando sobre a existência de um “assessoramento paralelo” e sobre o envolvimento nisso do vereador do Rio Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Pazuello disse que iria “botar uma pedra no assunto”.

“Nunca, nunca, e vou repetir: nenhuma vez eu fui chamado para ser orientado pelo presidente da República de forma diferente por aconselhamentos externos. Nunca, nenhuma vez”, respondeu.

“Não quero dizer com isso que qualquer pessoa, e principalmente um presidente da República, não ouça, não levante dados ou não procure avaliar o que está acontecendo em volta dele. Daí, para ele trazer de lá ou trazer de qualquer relação uma orientação contrária a uma posição do ministério ou minha, nunca houve”, respondeu.

A atuação de uma espécie de gabinete paralelo foi apontada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Segundo ele, o filho do presidente Carlos Bolsonaro chegou a participar de reuniões para discutir ações relacionadas à pandemia.

Gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, confirmou em depoimento à CPI que o filho do presidente participou de reuniões.

O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, contou ainda à CPI que a médica Nise Yamaguchi discutiu uma proposta sobre a alteração da bula da cloroquina.

G1


 

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