Brasil | Condenan a un expolicía por destruir pruebas del caso Marielle Franco

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Condenan en Brasil a expolicía por caso de Marielle Franco

El Ministerio Público de Brasil (MPRJ) condenó este sábado en Río de Janeiro al expolicía militar Ronnie Lessa y a cuatro personas más por destruir pruebas del asesinato de Marielle Franco y Anderson Gomes.

Junto con Lessa fueron condenados su esposa y su cuñado, así como dos amigos, quienes, según las autoridades judiciales lanzaron sus armas al mar en Barra da Tijuca, Río de Janeiro.

Fuentes policiales afirmaron que es posible que entre dichas armas se cuente la ametralladora empleada en el asesinato de Marielle.

El MPRJ acusó a los sospechosos de “prevenir y entorpecer la investigación criminal que investiga la participación de una organización criminal en los asesinatos”.

Ronnie Lessa y Élcio Queiroz fueron acusados en 2019 en el marco de la Operación Submersa, por conducir el vehículo que se utilizó en el crimen, y se encuentran en prisión desde marzo de ese año.

En febrero de 2021 apelaron ante la justicia para evitar ser sentenciados, pero el recurso fue denegado. El MPRJ condenó a los acusados a cuatro años de prisión abierta.

Marielle Franco​ fue una reconocida socióloga, feminista, política y activista de derechos humanos en Brasil, ​ su labor se centró en la defensa de de los derechos de la mujer afrodescendiente en su país, en particular de aquellas que residen en las favelas.

Franco resulta abatida por custro disparos en la cabeza el 14 de marzo de 2018, evento en el que también murió el chofer del automóvil en que viajaba.

Autoridades brasileñas han vinculado el crimen con agentes del actual Gobierno brasileño. Después de tres años del asesinato de Franco aún se desconocen a sus autores intelectuales.

Ronnie Lessa permanece recluido en la cárcel de máxima seguridad de Mossoró, en Rio Grande do Norte, por los asesinatos de Marielle y Anderson.

Telesur


Justiça condena Ronnie Lessa e parentes por destruição de provas

Por Leslie Leitão

A Justiça condenou o ex-PM Ronnie Lessa, sua esposa, o cunhado e dois amigos pelo crime de destruição de provas.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Ronnie, acusado de ser o assassino de Marielle Franco e Anderson Gomes, e os outros quatro condenados jogaram armas no mar da Barra da Tijuca, quase um ano depois da morte da vereadora e do motorista (Leia detalhes mais abaixo).

A Justiça afirma que é possível que entre as armas despejadas esteja a submetralhadora utilizada para matar Marielle.

Segundo a investigação, as armas foram retiradas de um apartamento de Ronnie Lessa na Taquara dias antes da sua prisão, em 2019. As armas nunca foram encontradas.

Ronnie e os outros envolvidos foram condenados a quatro anos de prisão em regime aberto. Como o ex-PM continua respondendo pelo assassinato, ele segue preso na cadeia de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Os demais responderão em liberdade.

Operação Submersus

Elaine Lessa, mulher de Ronnie, o irmão dela, Bruno, e dois amigos foram presos em outubro de 2019 na Operação Submersus.

Alvos presos:

Ronnie Lessa, preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte;

Elaine Lessa, mulher de Ronnie, que também é dona do apartamento onde as armas estavam;

Márcio Montavano, o Márcio Gordo, teria tirado as caxias de armas de dentro do apartamento de Ronnie e Elaine Lessa;

Bruno Figueiredo, irmão de Elaine, suspeito de ajudar Márcio na execução do plano;

Josinaldo Freitas, o Djaca, teria jogado as armas no mar.

Pescador relatou descarte

A polícia afirma que o descarte do armamento aconteceu dias depois da prisão de Ronnie, em 12 de março, e teria contado com a participação de quatro pessoas, entre elas a mulher e o cunhado do PM reformado.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, um pescador contou que um comparsa de Ronnie Lessa contratou seu barco e jogou seis armas no mar perto das Ilhas Tijucas.

Para a polícia, o contratante do barco é Márcio Gordo, e entre as armas estava a submetralhadora HK MP5 usada para matar Marielle e Anderson.

Segundo as investigações, Márcio Gordo teria retirado as armas de dois endereços ligados ao acusado de matar Marielle, alugado o barco e o serviço do dono, o pescador, e jogado tudo no mar.

Buscas em alto-mar

No fim de março de 2019, pescadores da Zona Oeste confirmaram ao G1 que a Polícia Civil foi até o local de onde, segundo a denúncia, um barco saiu para fazer o descarte das armas no dia 14 de março, exatamente um ano após a morte da vereadora e seu motorista.

Testemunhas também presenciaram o embarque de caixas de papelão, bolsas e malas no dia do descarte descrito pela denúncia.

De acordo com uma informação que havia sido repassada à polícia, as armas teriam sido tiradas da casa onde Lessa montava os fuzis, no Pechincha, também na Zona Oeste do Rio, dois dias depois da Operação Lume – na qual Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz foram presos.

Também em março, a Marinha fez buscas na região onde a arma teria sido descartada.

Em julho, a Polícia Civil do RJ pediu ajuda à Marinha para realizar uma nova varredura.

Um documento obtido com exclusividade pela TV Globo apontou que um sonar da Marinha detectou nove objetos no fundo do mar em um local próximo às Ilhas Tijucas.

A Marinha utilizou sonares para encontrar os objetos. Segundo os equipamentos utilizados, eram alvos com tamanhos aproximados de 50 centímetros a dois metros, e estão numa profundidade de 15 a 30 metros.

G1

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