Brasil | Más de seis mil indígenas realizan protestas y acampes en defensa de sus tierras

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Brasil: los pueblos indígenas se le plantan a Bolsonaro

Bajo el lema “Lucha por la vida”, cerca de 117 pueblos originarios de Brasil llevan a cabo una semana de protestas y acampes en Brasilia, la ciudad capital. Allí se manifiestan en contra de la agenda anti-indígena que se trata en el Congreso Nacional donde, con el apoyo del presidente Jair Bolsonaro, se intenta adoptar el criterio del llamado “marco temporal” para la demarcación de las tierras aborígenes.

El concepto de “marco temporal”, defendido por los sectores agropecuarios, sostiene que los pueblos originarios sólo deberían tener derecho al reconocimiento oficial de las tierras que ocupaban en el año 1988, cuando se promulgó la Constitución de la República Federativa del Brasil. El asunto ya obtuvo en el mes de junio en una comisión de Diputados, y este miércoles comenzará a ser deliberado por el Tribunal Supremo Federal (STF).

En el caso de que se avance con la iniciativa, se verán afectadas decenas de tierras indígenas en litigio. Además, el Congreso avanza con otros proyectos que facilitarían la regulación de tierras habitadas por estos pueblos, que podrían ser otorgadas para la explotación y la deforestación. Bolsonaro, por su parte, continúa defendiendo que se habilite la minería y el extractivismo en las reservas de los pueblos originarios.

Samara Pataxó, coordenadora jurídica de la Asociación de Pueblos Indígenas de Brasil (APIB), dijo: “Esta movilización de los indígenas, en la Praça dos Três Poderes y frente al STF, es importante, precisamente para llevar este mensaje de apoyo al Poder Judicial, para decir que los indígenas creen en el Poder Judicial, creen en el STF como protector de la Constitución y de la democracia, ante este escenario en el que el STF es sumamente agredido, principalmente por parte del Ejecutivo. Tanto el STF como los pueblos indígenas están siendo atacados por este gobierno”.

Y añadió: “El acto es precisamente para llamar la atención de los Poderes, y ahora del STF, de que la protección territorial es necesaria, que es necesaria la protección de la vida indígena y la protección constitucional, ya que el derecho territorial indígena es un derecho constitucional, y el STF es responsable de proteger la Constitución”.

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Notas Periodismo Popular


Mais de 6 mil indígenas ocuparam a Praça dos Três Poderes em oposição ao marco temporal

Mais de 6 mil indígenas participaram de uma vigília na Praça dos Três Poderes em Brasília, em protesto contra a tese do marco temporal. São manifestantes que estão acampados na capital federal desde domingo, para acompanhar a votação do tema no Supremo Tribunal Federal (STF).

A tese defende que a demarcação de terras só deve ser feita se o povo que faz o pedido estivesse ocupando o território no dia 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal.

Na tarde desta terça-feira, o grupo fez uma caminhada de mais de dois quilômetros entre o local do acampamento – na Praça da Cidadania, ao lado do Teatro Nacional – e a região onde ficam o Supremo e o Congresso Nacional. Milhares de pessoas lotaram todas as faixas do Eixo Monumental.

Em frente ao Congresso Nacional, os povos condenaram a agenda anti-indígena em curso no legislativo e no governo federal. Com faixas, cartazes e danças eles pediam proteção aos territórios e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

O principal alvo é o Projeto de Lei 490, de 2007, que também determina o marco temporal e vai além, transfere para os parlamentares o poder de decisão sobre processos de demarcação. O texto já teve aval da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, mas ainda precisa ser votado em plenário.

Na sequência, seguiram para a frente do STF, onde ficaram até o período da noite. O tribunal deve colocar a tese do marco temporal em pauta nesta quarta-feira (25). Os grupos que estão acampados em Brasília vão acompanhar a votação.

O acampamento

A mobilização nacional “Luta pela Vida” reúne mais de 170 comunidades. Organizações de base e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) estão à frente do movimento, que ainda deve receber mais pessoas até esta quarta.

Além das caminhadas e vigílias, o grupo está se reunindo em plenárias, agendas políticas em órgãos do governo, e embaixadas e manifestações culturais. Nesse período, indígenas de todas as regiões do país ficarão acampados.

No local do acampamento há uma equipe de saúde que orienta os manifestantes quanto aos protocolos de segurança em combate à propagação do coronavírus.

“As recomendações sanitárias começam desde o momento em que as delegações se mobilizam para sair de seus territórios. A Apib propõe a convocação de pessoas que já estejam com sua cobertura vacinal completa,” afirma Dinamam Tuxá, um dos coordenadores executivos da Apib.

Brasil de Fato


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