Expresidentes del Tribunal Superior Electoral defienden el voto electrónico ante los embates de Jair Bolsonaro

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Expresidentes de la Justicia Electoral de Brasil se unen en defensa del voto electrónico

El presidente, el vicepresidente, el futuro presidente y todos los anteriores del Tribunal Superior Electoral de Brasil desde 1988 (año de la nueva Constitución) se unieron para rebatir las tesis del mandatario Jair Bolsonaro y defender el actual sistema de voto electrónico.

En una nota conjunta inédita, todos los firmantes subrayaron que unas elecciones “libres, seguras y limpias” son la esencia de la democracia, y que desde 1996, cuando se implantó el sistema de voto electrónico, “jamás se documentó un episodio de fraude en las elecciones”.

Los expresidentes del TSE subrayaron que en sus 25 años de existencia la urna electrónica pasó por varios procesos de modernización y mejora y que son auditables en todas las etapas del proceso electoral, “antes, durante y después de las elecciones”.

Además, la nota reitera que las urnas electrónicas no están conectadas en red y que no pueden ser invadidas remotamente porque no están conectadas a Internet.

Sputnik


Ex-presidentes e atual cúpula do TSE desmentem Bolsonaro sobre voto impresso

Ex- presidentes do Tribunal Superior Eleitoral divulgaram, nesta segunda-feira 2, uma nota em defesa do modelo de eleições no Brasil. O atual presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, e o vice, Edson Fachin, tamém se uniram à manifestação.

No texto, os signatários colocam que a volta da contagem manual, ou seja, ao voto impresso, seria regressar a um cenário de “fraudes generalizadas”. O grupo ainda relembra que a urna eletrônica é utilizada desde 1996 e nunca houve registro de fraude.

“Jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. Nesse período, o TSE já foi presidido por 15 ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos seus 25 anos de existência, a urna eletrônica passou por sucessivos processos de modernização e aprimoramento, contando com diversas camadas de segurança”, apontam.

O documento reforça que, ao contrário do que prega o presidente Jair Bolsonaro, os votos atuais são sim auditáveis.

“As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições. Todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados pelos partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados. É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet”, escrevem.

Veja a íntegra da nota:

O Presidente, Vice-Presidente, futuro Presidente e todos os ex-Presidentes do Tribunal Superior Eleitoral desde a Constituição de 1988 vêm perante a sociedade brasileira afirmar o que se segue:

1. Eleições livres, seguras e limpas são da essência da democracia. No Brasil, o Congresso Nacional, por meio de legislação própria, e o Tribunal Superior Eleitoral, como organizador das eleições, conseguiram eliminar um passado de fraudes eleitorais que marcarama história do Brasil, no Império e na República.

2. Desde 1996, quando da implantação do sistema de votação eletrônica, jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. Nesse período, o TSE já foi presidido por 15 ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos seus 25 anos de existência, a urna eletrônica passou por sucessivos processos de modernização e aprimoramento, contando com diversas camadas de segurança.

3. As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições. Todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados pelos partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados. É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet.

4. O voto impresso não é um mecanismo adequado de auditoria a se somar aos já existentes por ser menos seguro do que o voto eletrônico, em razão dos riscos decorrentes da manipulação humana e da quebra de sigilo. Muitos países que optaram por não adotar o voto puramente eletrônico tiveram experiências históricas diferentes das nossas, sem os problemas de fraude ocorridos no Brasil com o voto em papel. Em muitos outros, a existência de voto em papel não impediu as constantes alegações de fraude, como revelam episódios recentes.

5. A contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil.

6. A Justiça Eleitoral, por seus representantes de ontem, de hoje e do futuro, garante à sociedade brasileira a segurança, transparência e auditabilidade do sistema. Todos os ministros, juízes e servidores que a compõem continuam comprometidos com a democracia brasileira, com integridade, dedicação e responsabilidade.

Ministro Luís Roberto Barroso
Ministro Luiz Edson Fachin
Ministro Alexandre de Moraes
Ministra Rosa Weber
Ministro Luiz Fux
Ministro Gilmar Mendes
Ministro Dias Toffoli
Ministra Carmen Lúcia
Ministro Ricardo Lewandowski
Ministro Marco Aurélio Mello
Ministro Carlos Ayres Britto
Ministro Carlos Mário da Silva Velloso
Ministro José Paulo Sepúlveda Pertence
Ministro Nelson Jobim
Ministro Ilmar Galvão
Ministro Sydney Sanches
Ministro Francisco Rezek
Ministro Néri da Silveira

Carta Capital


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