Dos fuerzas de derecha se unifican y crean Unión Brasil, el partido con más bancas en el Congreso

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La derecha tradicional se unifica y crea el mayor partido del Congreso, Unión Brasil

La derecha brasileña creó este miércoles Unión Brasil, una nueva fuerza fruto de la fusión del Partido Social Liberal (PSL), con el cual se eligió Jair Bolsonaro en 2018, y el conservador Demócratas, con el objetivo de tener la mayor expresión política del país en el Congreso y ser una alternativa en las presidenciales de 2022.

“Nuestra prioridad será lanzar un candidato a presidente”, dijo el líder de Demócratas, Antonio Carlos Magalhaes Neto, dirigente del estado de Bahía.

El PSL, que era diminuto en 2018 y se hizo la primera fuerza parlamentaria con la elección de Bolsonaro, corría el riesgo de extinguirse por la falta de liderazgos luego de la salida del mandatario del partido.

Es por eso que en Brasilia las convenciones partidarias crearon Unión Brasil para buscar una tercera vía de derechas alternativa a Bolsonaro, que aparece derrotado en las encuestas para las elecciones de 2022 frente al expresidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sin embargo, dentro de ambas fuerzas existen fuertes corrientes oficialistas que apoyan a Bolsonaro en el Congreso

El presidente necesitará afiliarse a un partido para participar de las elecciones y todas las fichas están en el Partido Progresista (PP), del jefe de gabinete Ciro Nogueira y corazón del bloque parlamentario oficialista llamado Centrao.

Unión Brasil, que aún precisa ser autorizada ante el tribunal electoral, ahora tendrá 4 gobernadores y 562 intendencias.

Demócratas es un partido que cambió de nombre en los últimos cincuenta años, luego de haber surgido de Arena, la fuerza civil que daba sustento a la dictadura militar entre 1964 y 1985.

Luego se denominó Partido del Frente Liberal, con el cual cogobernó con Fernando Henrique Cardoso entre 1995 y 2002, hasta que viró a Demócratas para reconvertirse como oposición al Partido de los Trabajadores.

Unión Brasil, entonces, contará con el mayor bloque en Diputados, con 82 legisladores, aunque ya se prevén varias bajas entre quienes se oponen a la fusión de los dos partidos que llegaron al poder con Bolsonaro en 2018.

Demócratas es el partido del presidenciable Luiz Mandetta, primer ministro de Salud de Bolsonaro, mientras que el PSL todavía es la agrupación del diputado Eduardo Bolsonaro, uno de los cinco hijos del mandatario.

Eduardo es el único de los Bolsonaro que se mantuvo en el PSL ya que Carlos y Flavio, concejal de Río y senador, respectivamente, adhirieron al protoevangélico Republicanos.

Télam


DEM e PSL aprovam fusão e criam União Brasil, que será o maior partido da Câmara

Os diretórios nacionais do DEM e do PSL decidiram na quarta-feira, 6, aprovar a fusão entre as duas legendas. O novo partido vai se chamar União Brasil e usar na urna o número 44 (@uniaobrasil44). A nova sigla terá, em um primeiro momento, a maior bancada da Câmara, com 82 deputados, além de quatro governadores, oito senadores e as maiores fatias dos fundos eleitoral e partidário. Será a primeira vez em 20 anos que a direita reúne tantos parlamentares em uma única agremiação. A última vez foi no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, quando o PFL (atual DEM) elegeu 105 representantes.

O presidente da legenda será o atual presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), e a secretaria-geral ficará com ACM Neto, que hoje comanda o DEM. Para ser oficializada, a criação do União Brasil ainda precisa do aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa dos articuladores da fusão é que o tribunal dê a permissão até fevereiro do ano que vem.

“Nós vamos agora decidir a política nacional não só no Congresso Nacional, mas em todos os Estados do País”, afirmou o governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) ao discursar hoje na reunião do partido.

Antes da decisão final dos dois partidos, as direções do DEM e do PSL se reuniram separadamente para aprovar a fusão. O diretório do DEM do Rio Grande do Sul foi o único a votar contra a fusão.

Na reunião do DEM, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, que é pré-candidato ao governo gaúcho, apresentou dois requerimentos. Um deles para deliberar sobre o apoio do novo partido à reeleição de Bolsonaro e outro para dar direito à voto no diretório nacional a todos os deputados federais e senadores. Os dois requerimentos foram rejeitados.

Além de Lorenzoni, os ministros da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, que é filiado ao PSL, e ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, que é deputada licenciada pelo PL do DF, também estiveram no evento que sacramentou a fusão. A nova legenda vai ter força para decidir votações importantes e ter peso significativo num eventual processo de impeachment de Jair Bolsonaro.

Liderança
Com 82 deputados, a nova sigla vai desbancar o PT, que desde 2010 lidera o ranking de maiores bancadas na Câmara. Em 2018, foram 54 petistas eleitos. Hoje, o partido tem 53 deputados, empatado com o PSL. Mesmo que com a fusão parlamentares bolsonaristas deixem o novo partido, como esperado, a sigla ainda sem nome seguirá com o maior número de deputados.

A união é vantajosa para o DEM por causa do aumento do fundo partidário. Para o PSL, partido que cresceu repentinamente ao abrigar a eleição presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, com quem depois rompeu, os principais atrativos são a capilaridade regional e estrutura que a outra sigla pode oferecer.

Apesar de a presidência ficar com Bivar, ACM Neto afirmou em entrevista semana passada ao Estadão/Broadcast Político que as decisões da nova legenda não ficarão concentradas na presidência e serão feitas de forma “compartilhada e colegiada”. O União Brasil pretende pôr em prática uma cláusula que determina que qualquer decisão precisa ter o apoio de três quintos da direção do partido.

Apesar dos avanços, para ser confirmada a fusão é preciso ajustar conflitos regionais. Estados como Rio e São Paulo ainda não têm consenso sobre qual grupo político vai exercer o comando. Pelo acerto entre ACM Neto e Luciano Bivar, o PSL comandaria esses diretórios estaduais, mas os líderes regionais do DEM resistem a ceder os comandos.

No Rio, o deputado Sóstenes Cavalcante comanda provisoriamente o diretório estadual do DEM e trabalha para ficar com o comando permanente. O DEM resolveu fazer uma intervenção federal no Estado para retirar o ex-prefeito e vereador Cesar Maia da presidência estadual. O movimento aconteceu após a saída do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, filho de Cesar, da legenda.

Se for concretizada a fusão, o controle do diretório do Rio ficará com o prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho PSL, do grupo do ex-governador Anthony Garotinho (Pros).

“O Rio não tem solução ainda. Com o Waguinho, estou outro dia na rua, em outro partido. Não tem conversa com o Waguinho. Ele assumiu hoje, amanhã estou fora. Garotinho, Waguinho, essa turma aí estou fora”, disse Sóstenes hoje antes de ir para a reunião do diretório nacional do DEM.

Em São Paulo também há uma falta de consenso sobre a eleição para governador em 2022. Uma ala tenta atrair Geraldo Alckmin, que está de saída do PSDB, para a fusão DEM-PSL. Outra ala quer apoiar o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), candidato do atual governador João Doria (PSDB) à sua sucessão. Alckmin também conversa com Gilberto Kassab e pode se filiar ao PSD.

O novo partido pretende ter candidatura própria a presidente da República. Atualmente são três pré-candidatos: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o apresentador José Luiz Datena (PSL). Pacheco também mantém negociações para se filiar ao PSD. Como “plano B” caso Pacheco vá para o partido de Gilberto Kassab, o União Brasil planeja filiar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que hoje está no Novo.

Apesar de ter como objetivo candidatura própria à Presidência, o comando da fusão DEM-PSL pretende liberar seus filiados para apoiarem outros candidatos, como o presidente Jair Bolsonaro. Apesar de não estar na base do governo, hoje o DEM tem entre seus quadros os ministros de Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

De acordo com políticos a par da união dos dois partidos, o líder da bancada na Câmara deve ser o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA). Elmar comanda as articulações para definir a fusão nos estados e é aliado próximo de ACM Neto.

O novo partido também quer atrair políticos insatisfeitos com as suas legendas e antecipar os efeitos da janela de troca partidária, período em que os eleitos para cargos em pleitos proporcionais – deputados federais, estaduais e vereadores – podem sair de suas siglas sem o risco de perderem o mandato. A janela está prevista para acontecer em março do ano que vem. Pelas regras eleitorais, um deputado pode trocar de partido fora da janela sem perder o mandato se a nova legenda escolhida for resultado de uma fusão.

Antes mesmo da oficialização da nova legenda, o deputado Celso Sabino saiu do PSDB e foi para o PSL. Sabino entrou em conflito com o comando tucano por conta da proximidade dele com o Centrão, que é base do governo de Jair Bolsonaro. O PSDB anunciou no início de setembro que é oposição ao governo. Outro insatisfeito com a legenda pela proximidade com o governo, o senador Márcio Bittar saiu do MDB para se filiar ao PSL.

Os organizadores da fusão também esperam filiar os deputados Felipe Rigoni (PSB-ES), Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA), Clarissa Garotinho (Pros-RJ), Daniela do Waguinho (MDB-RJ) e Capitão Wagner (Pros-CE), todos em conflito com suas respectivas legendas.

Por outro lado, também é esperada a desfiliação de cerca de 25 deputados ligados ideologicamente ao presidente Jair Bolsonaro. O grupo bolsonarista do PSL tem sido deixado de fora das conversas sobre a fusão.

Na Paraíba o partido ficará sob as lideranças dos deputados Efraim Filho (Líder do partido na Câmara dos Deputados) e o deputado Julian Lemos.

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