El gobernador de San Pablo, Joao Doria, será candidato presidencial y no descarta unirse con Moro

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Joao Doria ganó las primarias del PSDB y quedó a un paso de ser candidato a la presidencia

El gobernador de San Pablo, Joao Doria, ganó ampliamente las elecciones primarias del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) y quedó a un paso de convertirse en el candidato de esa fuerza para las elecciones presidenciales de 2022 en Brasil, informó ayer la prensa local.

Dori obtuvo 53,99% de los votos en las primarias celebradas el sábado, contra 44,66% del gobernador de Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, y 1,35% del exalcalde de Manaos, Arthur Virgilio Neto.

Para que Doria se convierta oficialmente en el candidato presidencial del PSDB falta que la convención nacional del partido lo ratifique como tal y que la postulación sea inscripta ante la justicia electoral, para lo que hay plazo hasta agosto próximo.

Las primarias habían comenzado el domingo pasado y, debido a problemas técnicos en el sistema de votación, concluyeron ayer, según el portal de noticias G1, del grupo de medios Globo.

Los comicios fueron precedidos por profundas divergencias entre los candidatos, a tal punto que el presidente del PSDB, Bruno Araújo, advirtió que Doria deberá “lamer las heridas internas” que produjo la “grieta” y unificar el partido.

Leite afirmó que el partido tomó una “decisión absolutamente soberana” y deseó a Doria “toda la suerte, la fuerza, para dar la lucha que tiene enfrente”, y Virgilio llamó a “unir el partido” y “romper cualquier lazo del PSDB con el bolsonarismo” gobernante.

Doria, de 63 años, dijo tras ganar los comicios internos que para el PSDB se trata ahora de vencer a “la corrupción y la incompetencia”, y criticó duramente al presidente Jair Bolsonaro y al exmandatario Luiz Inácio Lula da Silva, sus probables principales competidores en 2022.

“Nuestro fraterno Brasil se transformó en el Brasil de la discordia, de la desunión, del conflicto, de la pelea entre familiares y amigos, de la arrogancia política, de la violencia contra la democracia, de los ataques a la prensa y a periodistas”
Joao Doria

“Nuestro fraterno Brasil se transformó en el Brasil de la discordia, de la desunión, del conflicto, de la pelea entre familiares y amigos, de la arrogancia política, de la violencia contra la democracia, de los ataques a la prensa y a periodistas”, afirmó.

De Bolsonaro sostuvo que “vendió un sueño y entregó una pesadilla”, y de Lula, que su gobierno representó “la captura del Estado por el mayor esquema de corrupción del que se tenga noticias en el país”.

Agregó que la “pésima gestión de la economía” de la sucesora y correligionaria de Lula, Dilma Rousseff, “legó dos años de recesión y desempleo”.

El PSDB gobernó Brasil en 1995-2003, con el presidente Fernando Henrique Cardoso, y luego se convirtió en la principal fuerza de oposición de la coalición formada por el Partido de los Trabajadores (PT) de Lula y el Movimiento Democrático Brasileño (MDB), que administró el país entre 2003 y 2019.

Télam


João Doria diz à CNN que aliança com Moro para 2022 é “possível”

Em sua primeira entrevista após ganhar as prévias do PSDB para concorrer à Presidência em 2022, João Doria, governador de São Paulo, disse à CNN neste domingo (28) julgar “possível” uma aliança com Sergio Moro, ex-ministro da Justiça cotado como nome do Podemos para o Planalto.

“É possível. Eu tenho boas relações com Sergio Moro e tenho respeito por ele, não haveria nenhuma razão para não manter relações com alguém que ajudou o Brasil, com alguém que contribuiu com a Lava Jato, assim como Simone Tebet, uma brilhante senadora, e o senador Rodrigo Pacheco, com boa postura e equilíbrio”, disse o governador.

Doria mencionou que já entrou contato com alguns pré-candidatos para começar a traçar planos conjuntos para as eleições do ano que vem. As conversas, segundo ele, devem ser continuadas nas próximas semanas.

“Temos que estar juntos para termos projetos para os brasileiros. Não vejo condições de um projeto do PSDB, mas um projeto de Brasil. Temos que ter humildade, capacidade, bom diálogo e propostas claras e objetivas”, afirmou.

Após as prévias, Doria disse que o PSDB saiu “fortalecido, não dividido” e expressou desejo de que Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul que concorreu com ele nas prévias do partido, integre a equipe de campanha da sigla nas eleições.

Questionado sobre o papel do ex-governador Geraldo Alckmin na campanha, ele afirmou que, se Alckmin permanecer no partido, “deve fazer parte” do projeto também. Já sobre um possível lugar para o deputado federal Aécio Neves, no entanto, o governador não quis fazer comentários.

Nome da “terceira via”

João Doria também negou que as pesquisas eleitorais sejam o principal balizador da escolha do candidato da chamada “terceira via”, que participaria das eleições como alternativa aos nomes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pesquisas recentes indicaram Doria em 5º lugar nas intenções de voto. O governador fica atrás de Lula, Bolsonaro, Sergio Moro e Ciro Gomes (PDT).

“A pesquisa não é único elemento necessário. Ela é parte integrante, mas tem que ter uma composição de forças para que este candidato ou candidata possa representar uma capacidade de enfrentamento a Lula e Bolsonaro”, afirmou.

Equipe econômica será anunciada em breve

Durante a entrevista, Doria afirmou que deverá anunciar em duas semanas os integrantes da equipe que montará seu programa econômico.

“Vamos ter uma equipe competente produzindo nosso programa econômico. São seis pessoas, não vamos ter um ‘posto Ipiranga’”, disse Doria, fazendo referência ao apelido que o presidente Jair Bolsonaro deu ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo Doria, três nomes da equipe econômica serão mulheres. O governador preferiu não comentar sobre a possibilidade de um dos integrantes ser a economista Ana Carla Abrão, conforme apurado pela analista Thaís Arbex, da CNN.

O governador também teceu críticas ao programa econômico de Bolsonaro, especialmente em relação ao financiamento do Auxílio Brasil e à PEC dos Precatórios, a qual definiu como um “atentado ao Brasil”.

CNN

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