Brasil | Miles de mujeres marcharon con la consigna “Bolsonaro nunca más”

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Mujeres en Brasil lideran movilizaciones contra Jair Bolsonaro

Mujeres de diferentes movimientos populares, centrales sindicales, colectivos feministas y partidos políticos de Brasil realizaron este sábado masivas movilizaciones en rechazo a las políticas de Jair Bolsonaro, las cuales han agudizado la desigualdad social en el país.

Bajo el lema “Bolsonaro Nunca Más”, los miles de manifestantes también recordaron que la negligencia de Bolsonaro ha traído como resultado más de 615.000 decesos por la Covid-19, virus que el mandatario ha subestimado desde su aparición en 2020.

Durante la jornada, las feministas reiteraron que desde antes de las elecciones de 2018, alertaron sobre las posturas extremistas del ultraderechista, “antes de que llegara a la Presidencia señalamos lo peligroso que es Bolsonaro”, agregó la dirigente Leila Gabriel.

Entre las organizaciones convocantes están la Articulación de Mujeres Brasileñas (AMB), la Marcha Mundial de las Mujeres (MMM), el Movimiento Negro Unificado (MNO), el Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) y la Unión de Negras y Negros por la Igualdad (Unegro).

A su vez, las organizaciones como el Partido de los Trabajadores (PT), el Partido Socialismo y Libertad (PSOL), el Partido Comunista de Brasil (PCdoB), la Central Unitaria de Trabajadores (CUT) y la Central Obrera y Obrera de Brasil (CTB) también participan de la movilización.

En Brasilia, capital, la convocatoria fue anunciada para las 15H00, hora local en la Praça Marielle Franco, en el Sector Comercial Sur, cerca de la estación del metro Galería.

“Es importante para nosotros sacar a Bolsonaro, aunque sea un día antes de que termine su gobierno”, afirmó la integrante de la Organización Feminista Sempreviva y la MMM, Sonia Coelho.

Ella considera que es imposible coexistir con un Gobierno que destruye las vidas y los derechos todos los días.

Por su parte, la representante del Levante Feminista Contra el Feminicidio, Rita Andrade, apuntó que el Gobierno de Bolsonaro causó un desmantelamiento de políticas públicas que “venían generando importantes avances sociales” para los brasileños, pero con especial impacto en las mujeres.

“Vemos que las mujeres negras, las mujeres de la periferia, las mujeres indígenas se ven aún más afectadas en este escenario. Entonces, el acto (…) es una forma más para que juntos digamos que hay que frenar a este Gobierno, que no hay la menor posibilidad de continuar” con él, agregó.

Asimismo, denunció que el actual Ejecutivo ha asesinado a mujeres, a sus hijos y a la población negra, y agregó que no cuida al pueblo brasileño.

TeleSur


Mulheres protestam contra governo Bolsonaro neste sábado e dão a largada para o 8 de março

“Bolsonaro nunca mais”. Esse foi o mote das manifestações que tomaram as ruas do país, neste sábado (4), pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato foi convocado por mulheres das entidades que compõem a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, articulação que organizou seis manifestações ao longo do ano.

“Nós hoje damos a largada para a construção do 8 de março”

Os atos foram registrados em diversos locais, como Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Pelotas (RS), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campinas (SP), Ubatuba (SP), Santos (SP), Brasília (DF), Palmas (TO), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE), Florianópolis (SC), Chapecó (SC) e João Pessoa (PB).

Luka Franca, jornalista e integrante da coordenação estadual do Movimento Negro Unificado (MNU) de São Paulo, contou que, na capital paulista, cerca de quatro mil mulheres ocuparam a Avenida Paulista, na região central do município.

“Muitas mulheres colocando na rua o que significa Bolsonaro no poder e o bolsonarismo na vida das mulheres. Nós hoje damos a largada para a construção do 8 de março dizendo que as mulheres nunca saíram das ruas e construindo o “Bolsonaro nunca mais” contra não só o presidente, mas todo o programa que ele significa”, afirma.

“Nunca podemos nos esquecer da importância das mulheres na política”

Para Franca, a importância do ato está em “justamente mostrar que as mulheres nunca saíram das ruas, tiveram um protagonismo fundamental contra a reforma da previdência, contra a reforma trabalhista, contra o governo Temer, contra o racismo e contra o marco temporal nesse país”.

Do Rio Grande do Norte, Michela Calaça, do Movimento de Mulheres Camponesas, afirmou que em Natal e em Mossoró as manifestações foram expressivas. Em outros municípios menores, foram realizadas atividades culturais com o objetivo de expressar a mesma mensagem: Bolsonaro nunca mais.

“Aqui em Mossoró [a manifestação] aconteceu pela manhã. Tiveram atividades culturais, teve mística, teve poesia e tiveram mulheres e homens na rua gritando e passando a mensagem de que a carestia não deixa a gente se alimentar bem, que é preciso combater a fome. Para um Brasil melhor, para o Brasil avançar, Bolsonaro nunca mais”, conta.

Para Bruna Camilo, militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e secretária geral do PT de Belo Horizonte (MG), a manifestação teve o intuito de dar visibilidade às indignações das mulheres e continuar as ações unitárias iniciadas em 2018 com os atos “Ele não”.

“Se não fossem as mulheres organizadas, Bolsonaro poderia ter tido uma vitória no primeiro turno. Nunca podemos nos esquecer da importância das mulheres na política, nos movimentos populares. Está chegando o último ano do governo federal, que teve uma gestão cheia de retrocessos, com mais mulheres mortas, violentadas e empobrecidas. E nosso ato vai ter esse tom de denúncia”, comenta.

Para Sônia Coelho, integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e da Marcha Mundial de Mulheres (MMM) “é importante tirar o Bolsonaro, nem que seja um dia antes dele terminar o governo dele”. Para ela, “é impossível continuar convivendo com um governo que destrói vidas e direitos todos os dias”.

A representante do Levante Feminista Contra o Feminicídio, Rita Andrade, ressalta que o governo do presidente Jair Bolsonaro provocou um imenso desmonte nas políticas públicas que “vinham gerando avanços sociais significativos” para a população brasileira, e que a destruição desses instrumentos impactou fortemente as mulheres.

“A gente vai vendo que as mulheres negras, as mulheres periféricas, indígenas são ainda mais atingidas nesse cenário”, afirma Andrade. Nesse sentido, o ato deste sábado foi “mais uma forma da gente dizer em conjunto que tem que dar um basta para este governo, que não existe a menor possibilidade de seguir com esse governo nefasto, genocida, ecocida. Um governo que vem matando as mulheres, vem matando nossos filhos, a população negra, um governo que não cuida do povo brasileiro”.

Brasil de Fato

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