Brasil | El 76% de las familias se encuentran endeudadas a causa del desempleo, la mayor cifra en 11 años

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Alertan por récord de familias brasileñas endeudadas en 2021

La Confederación Nacional del Comercio (CNC) indicó en un sondeo divulgado este martes que Brasil concluyó el 2021 con un récord de familias endeudadas, estadísticas que fueron analizadas de enero a noviembre y otras con énfasis en el mes de diciembre.

La Confederación Nacional del Comercio (CNC) indicó en un sondeo divulgado este martes que Brasil concluyó el 2021 con un récord de familias endeudadas, estadísticas que fueron analizadas de enero a noviembre y otras con énfasis en el mes de diciembre.

De acuerdo al Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), la inflación llegó a 10.6 puntos porcentuales, considerada la más alta desde 2015 cuando la tasa llegó al 10,67 por ciento, producto de la situación los combustibles, la energía eléctrica, alquileres, café y el azúcar fueron los más afectados.

El desempleo de un 13 por ciento pone de manifiesto la desigualdad en el país suramericano. Este martes empleados y servidores públicos prepararon un paro nacional para defender reivindicaciones salariales ante el gobierno de Jair Bolsonaro.

Por su parte, el presidente del Sindicato Nacional de Empleados del Banco Central (Sinal), Fabio Faiad, precisó que “los servidores de Brasilia simplemente se cruzarán de brazos y se detendrán frente al banco. Los que están en los otros cuadrados simplemente apagarán sus computadoras y no funcionarán. Vamos a paralizar alrededor del 50 por ciento de la plantilla.

El gremio reclama hoy un reajuste promedio del 27.2 por ciento en las nóminas para compensar la situación inflacionaria de los últimos años en el país.

Brasil enfrenta una situación social y política en donde 20 millones de personas pasan hambre y más de la mitad de la población vive en inseguridad alimentaria, sumándole a esto la negativa administración de Jair Bolsonaro con respecto a la Covid-19, el aumento de la violencia policial, la criminalización de la protesta, y la proliferación de los desalojos.

teleSUR


Alta do desemprego leva a recorde de endividamento das famílias

Por Tiago Pereira

Três em cada quatro famílias brasileiras (75,6%) estavam endividadas em dezembro, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta terça-feira (18), trata-se do maior percentual registrado desde janeiro de 2010. Pelo menos um quarto das famílias (26,1%) estão com dívidas ou contas em atraso. E uma em cada 10 diz não ter condições de pagar seus débitos.

Segundo o levantamento, 14,8% das famílias estão “muito endividadas”. Outros 27,3%, “mais ou menos endividadas”, enquanto as “pouco endividados” são 33,5%. Apenas 24,4% afirmam que não estão endividados em nenhum nível.

Para o economista André Roncaglia, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os dados não surpreendem. São o resultado de cinco anos de baixo crescimento econômico, somado aos índices recordes de desemprego ao longo do ano passado. Além disso, a alta da inflação durante a pandemia comprometeu ainda mais a renda das famílias. Por fim, a elevação da taxa de juros (a Selic) no último ano agrava ainda mais esse quadro, tornando as dívidas quase impagáveis para as famílias mais pobres.

“É muito elevado o nível de desemprego. Quando a gente considera os desalentados, que já desistiram de procurar emprego, e os subocupados, que estão trabalhando menos do que gostariam, é evidente que a perda do poder de compra do salário médio – a massa salarial – caiu bastante”, disse Roncaglia.

A queda na renda é confrontada pela “brutal” inflação de itens básicos, como combustíveis, energia elétrica e alimentos. Cabe lembrar que os dois primeiros constituem preços administrados, estabelecidos pelo governo. Mas que acabam tendo impacto disseminado por toda a cadeia produtiva.

Para conter a alta dos preços, a resposta do Banco Central foi elevar os juros. O que acaba atingindo ainda mais as famílias endividadas. A taxa básica de juros subiu de 2% ao ano, em janeiro, para os atuais 9,75%. Contudo, como as principais altas não decorrem do aumento da demanda, os juros altos acabam não resolvendo o problema. Mas, como resultado, os bancos subiram também os juros cobrados nos empréstimos ao consumidor. No crédito rotativo (cartão de crédito), por exemplo, os juros cobrados alcançam a “monstruosa” taxa de 430% ao ano.

“Quando o juro é muito elevado, e a inadimplência é persistente, a tendência é que a dívida cresça praticamente sozinha. Então se a renda da família não aumentar, a relação da dívida sobre a renda tende a crescer de maneira orgânica. A depender da taxa de juros, pode crescer de forma exponencial”, alertou o economista. Ainda em outubro, Roncaglia já avisava que a escalada da Selic seria um “‘tiro no pé’ numa economia já combalida”.

Dois pesos

Roncaglia lembrou ainda do endividamento das empresas e do tratamento desigual recebido da parte do governo Bolsonaro. Enquanto as grandes e médias empresas puderam refinanciar suas dívidas no ano passado, o presidente vetou o Refis do Simples, voltado para micro e pequenas empresas.

“As pequenas e microempresas são aquelas que efetivamente empregam a maior parte da força de trabalho. E não vão ter direito de reorganizar suas dívidas tributárias. Então, isso também tende a dificultar a criação do emprego e a retomada da massa salarial.”

Brasil de Fato

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