Bolsonaro destituye al presidente de Petrobras tras 40 días en el cargo

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El mandatario brasileño, Jair Bolsonaro, anunció el lunes la destitución del presidente de Petrobras, José Mauro Coelho, tras pasar 40 días en el cargo, en medio de la incesante presión por los aumentos del precio de los combustibles en el país suramericano.

“El Gobierno Federal, como accionista mayoritario de Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), avisa que decidió promover el cambio en la presidencia de la empresa”, indica el comunicado del Ministerio de Minas y Energía de Brasil.

Sin dar las razones que llevaron a la destitución de José Mauro Coelho, el gobierno agradeció su gestión al frente de la estatal petrolera y reiteró que el país atraviesa un momento desafiante, como consecuencia de los efectos de la extrema volatilidad de los hidrocarburos en los mercados internacionales.

Los últimos predecesores de José Mauro Coelho al frente de Petrobras, Roberto Castello Branco y Joaquim Silva e Luna, también fueron destituidos en medio del alza en los precios de los carburantes y combustibles.

Tras la destitución de Coelho, el Gobierno de Brasil, propuso a Caio Mário Paes de Andrade, actual secretario de Desburocratización del ministerio de Economía como presidente de la empresa petrolera.

Desde el Ministerio de Minas y Energía indicaron que Paes de Andrade cuenta con todas las calificaciones para ejercer el puesto de presidente de Petrobras.

teleSUR


Bolsonaro anuncia nova troca de presidente da Petrobras

Por Victor Irajá e Larissa Quintino

O presidente Jair Bolsonaro resolveu demitir o novo presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, e substituí-lo pelo secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Mário Paes de Andrade ao posto. O atual mandatário ficou 40 dias no cargo. A decisão foi anunciada por meio de posicionamento do governo federal tornado público na noite desta segunda-feira, 23, . Coelho estava à frente da empresa desde 13 de abril, depois da demissão do general Joaquim Silva e Luna e da recusa do economista Adriano Pires de assumir o cargo. O nome de Paes de Andrade ainda deverá ser aprovado pelo conselho de administração da empresa.

“O Brasil vive atualmente um momento desafiador, decorrente dos efeitos da extrema volatilidade dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais”, diz a nota da Petrobras. “Adicionalmente, diversos fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel, mas sobre todos os componentes energéticos. Dessa maneira, para que sejam mantidas as condições necessárias para o crescimento do emprego e renda dos brasileiros, é preciso fortalecer a capacidade de investimento do setor privado como um todo”, justifica ainda.

A troca de comando na empresa acontece na esteira de críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro à gestão da Petrobras e da série de aumentos significativos no preço dos combustíveis. Para tentar aplainar os custos, Bolsonaro tentou interferir na empresa durante a gestão de Silva e Luna, como o próprio general revelou em entrevista a VEJA — como na tentativa de emplacar nomes nas diretorias da empresa. “Houve indicações nesse sentido, mas confesso que isso não me incomodou. Eu não ia fazer. Então, eu dormia tranquilo. Meu apego a cargo é zero, nunca tive. Vim para servir”, afirmou.

Antes de demitir Coelho, o presidente ainda promoveu uma troca no comando do Ministério de Minas e Energia. Há duas semanas, Bolsonaro trocou o general Bento Albuquerque pelo então assessor especial de Guedes, Adolfo Sachsida, que anunciou o início de estudos para privatizar a estatal — possibilidade tida como pouco crível e meramente eleitoreira por entes do mercado. Pessoas próximas ao ministro da Economia, inclusive, admitem que a possibilidade da empresa ser vendida é vista com dificuldade mesmo dentro do governo.

Caio Mário Paes de Andrade era secretário de Paulo Guedes e tinha seu nome aventado como substituto de Joaquim Silva e Luna, demitido em março. Na ocasião, a pessoas próximas, o ministro da Economia chegou a comentar, entusiasmado, que “vinha coisa grande” para seu secretário. Guedes levou ao presidente Jair Bolsonaro o nome de Paes de Andrade com o argumento de que a escolha aplainaria pressões do mercado com uma eventual demissão de Silva e Luna e que seu nome seria melhor absorvido do que o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim — nome próximo ao de Bolsonaro e que agradava muito ao presidente.

Coelho é ex-secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia. Formado em Química Industrial e mestre em Engenharia dos Materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), ele fez doutorado em Planejamento Energético pelo Programa de Planejamento Energético (PPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes de ser secretário do Ministério de Minas e Energia e presidente da PPSA, passou mais de uma década na estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

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