Lula dice que su boda abre una nueva etapa “de unión, esperanza y mucho amor”

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Lula dice que su boda abre una nueva etapa “de unión, esperanza y mucho amor”

El expresidente de Brasil Luiz Inácio Lula da Silva dijo que su boda, celebrada el miércoles con la socióloga Rosangela da Silva, conocida como Janja, da inicio a “una nueva etapa de vida, de unión, esperanza y mucho amor”. El candidato a la presidencia en las elecciones de octubre próximo compartió en su cuenta de Twitter algunas fotos de la ceremonia realizada en San Pablo, que contó con unos 150 invitados a quienes se les solicitó abstenerse de usar sus teléfonos para preservar la privacidad del momento.

La fiesta de casamiento, que empezó a las 19:30 horas locales en uno de los principales y más sofisticados espacios sociales de la capital paulista, contó además con un marcado acento político, ya que varios de los aliados de Lula acudieron al evento, como el exgobernador de San Pablo Geraldo Alckmin, quien será compañero de fórmula del exmandatario en los comicios del dos de octubre.

También estuvieron presentes figuras como la expresidenta Dilma Rousseff, la cantante Daniela Mercury y el cantautor Gilberto Gil, ministro de Cultura durante el gobierno de Lula. Según relatos de algunos de los asistentes, el evento estuvo marcado por la emoción de los novios y tanto Lula, de 76 años, como Janja, de 55, lloraron en algunos momentos.

“¡El amor venció!”, escribió el expresidente horas después de la ceremonia en sus redes sociales, una afirmación que quedó inmortalizada en el recuerdo de la boda que los novios brindaron a sus invitados. La bendición a la pareja fue concedida por el cura Angélico Sandalo Bernardino, amigo de Lula desde los tiempos de la dictadura militar de los 70.

El enlace con Janja, 21 años menor que el exjefe de Estado, supone el tercer matrimonio de Lula, quien enviudó en dos ocasiones. La relación de la pareja se consolidó durante los más de 500 días que el expresidente pasó en la cárcel debido a unas condenas por corrupción que posteriormente fueron anuladas por el Supremo debido a errores procesales.

Página 12


Pesquisa eleitoral: Lula tem 46% e Bolsonaro 39% em um segundo turno

Por Gilson Garrett Jr

Se o segundo turno da eleição presidencial fosse hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 46% das intenções de voto, e o presidente Jair Bolsonaro (PL) teria 39%, segundo a pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA divulgada nesta quinta-feira, dia 19 de maio. A distância entre os dois é de 7 pontos percentuais, a menor em um ano.

Na série histórica, considerando a simulação de segundo turno, Bolsonaro tinha vantagem sobre Lula até abril do ano passado, quando o petista ultrapassou o atual presidente na preferência dos eleitores. A maior distância entre os dois chegou a 17 pontos percentuais no fim do ano passado, mas desde então começou a diminuir. Na pesquisa feita em abril, a diferença entre os dois foi de 9 pontos.

A sondagem ouviu 1.500 pessoas entre os dias 14 e 19 de maio. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-01734/2022. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública.

A pesquisa EXAME/IDEIA testou cinco possíveis cenários de segundo turno. Lula venceria todas as disputas, sendo a maior vantagem contra João Doria (PSDB): 48% a 20%. Bolsonaro perderia apenas para Lula. No confronto com Ciro Gomes (PDT), o presidente tem 37%, e o pedetista, 39%. Apesar de ficar atrás do ex-governador do Ceará, o cenário é considerado empate, por estar dentro da margem de erro.

Cila Schulman, vice-presidente do instituto de pesquisa IDEIA, avalia que há uma possibilidade da eleição nem ir para o segundo turno, a depender do comportamento dos eleitores de Ciro Gomes.

“Com o quadro tão polarizado entre Bolsonaro e Lula, há a possibilidade da eleição acabar no primeiro turno. Para isso, os eleitores de Ciro Gomes seriam pressionados a dar um voto útil ainda no primeiro turno, como ocorreu por exemplo com os apoiadores de Geraldo Alckmin (PSB), que migraram para Bolsonaro em 2018 diante da perspectiva de uma vitória do PT”, diz.

Primeiro turno

Em uma simulação de primeiro turno de forma estimulada, em que os nomes são apresentados previamente, Lula superou os 40% em janeiro deste ano e desde então oscilou dentro da margem de erro, ficando com 41% nesta pesquisa de 19 de maio. Bolsonaro passou de 24%, no começo do ano, para 32%. Ciro Gomes estava com sete pontos em janeiro, e agora tem 9% das intenções de voto.

Vale lembrar que, por conta da desistência de Sergio Moro (União Brasil) da corrida presidencial, a pesquisa não testou o nome dele na sondagem de abril e nesta, de maio. Sem o ex-juiz, tanto Lula quanto Bolsonaro receberam mais intenções de voto, sendo maior a proporção para o presidente.

Bolsonaro mantém a vantagem em relação a Lula, registrada na pesquisa de abril, nas regiões Norte (50% X 24%), Centro-Oeste (43% X 28%), e no Sul (40% X 34%). O petista tem a preferência dos eleitores nos maiores colégios eleitorais do país: Sudeste (37% a 33%), e no Nordeste (58% a 19%).

Por renda, o atual presidente venceria entre os mais ricos. Nas classes A e B, Bolsonaro aparece com 41% das intenções de voto, contra 34% de Lula. Nas classes D e E, o petista tem 45%, contra 24% do atual ocupante do Palácio do Planalto.

Terceira via com 15% das intenções de voto

A terceira via como um todo enfrenta uma situação complicada a cinco meses das eleições. Na simulação de primeiro turno estimulada, todos os pré-candidatos somados pontuam 15%. Lula e Bolsonaro juntos têm 73% das intenções de voto, o que indica que o segundo turno deve ser entre os dois. Em uma pesquisa espontânea, sem os nomes apresentados previamente, a terceira via chega a 8%.

“Enquanto a política discute qual o melhor nome para concorrer no espaço chamado de terceira via, para a opinião pública essa demanda, por enquanto, deixou de existir. Na soma da intenção de voto espontânea, todos esses candidatos juntos não chegam a dois dígitos”, opina Cila Schulman.

Nesta semana, depois do União Brasil pular fora, MDB, PSDB e Cidadania indicaram, de forma ainda não definitiva, que a senadora Simone Tebet (MDB) será a cabeça de chapa dos três partidos, representando a terceira via. A decisão só sai no dia 24 de maio, quando a Executiva das três legendas deve aprovar o nome dela.

Caso isso aconteça, o ex-governador de São Paulo, João Doria, fica ainda mais isolado, dentro do seu partido, e também fora dele. Doria já ameaçou recorrer à Justiça para que as prévias do partido, realizadas no fim do ano passado, sejam respeitadas e que ele seja o candidato tucano. Aliados do ex-governador disseram, nesta semana, que não vão aceitar a indicação de Tebet.

Nos bastidores, a questão apontada pelos presidentes dos partidos de terceira via para a escolha de Tebet é a taxa de rejeição. A pesquisa EXAME/IDEIA perguntou a opinião dos eleitores sobre quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum. Doria tem 28% de rejeição, enquanto a senadora por Mato Grosso do Sul aparece com 8%. O pré-candidato com maior rejeição é Bolsonaro (43%), seguido de Lula (40%).

Exame


Bolsonaro diz que Brasil não teve problema social na pandemia

Por Stella Borges

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, hoje, que o Brasil não teve nenhum problema social durante a pandemia de covid-19. A declaração foi dada durante discurso no Congresso do Mercado Global de Carbono, no Rio de Janeiro.

“Os mais humildes, quando ficaram obrigados a ficar em casa, perderam toda a sua renda. E não tivemos nenhum problema social no Brasil porque nós acolhemos essas pessoas. Estamos voltando à normalidade”, Jair Bolsonaro.

O chefe do Executivo federal disse também que o governo federal fez “um esforço muito grande” para que a economia não entrasse em colapso.

Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) mostram que, em 2020, o país tinha 19,1 milhões de pessoas com fome.

No ano passado, o economista-chefe da FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura), Maximo Torero, apontou que a fome no Brasil aumentou de forma exponencial em 2020 e os programas de auxílio emergencial criados pelo governo foram incapazes de lidar com o fenômeno.

Conforme mostrou o colunista do UOL Carlos Madeiro, na semana passada, o fim do auxílio emergencial, em outubro do ano passado, fez disparar o número de famílias em situação de extrema pobreza no Cadastro Único do governo federal. Em cinco meses, 2,6 milhões de famílias nessa faixa de renda se inscreveram no sistema que dá acesso ao Auxílio Brasil, o programa que substituiu o Bolsa Família.

Inflação

Em seu discurso, o presidente voltou a criticar o isolamento social feito durante a pandemia — chamado por ele de “política do fique em casa”.

“Talvez [eu fui] —digo talvez —o único chefe de Estado do mundo que não aceitou o ‘fique em casa e a economia a gente vê depois’. Lamentavelmente a condução da pandemia foi tirada da minha mesa presidencial. Mas o Brasil fez sua parte, colaborando com estados e municípios”, disse ele.

O presidente mente ao dizer ter sido proibido de adotar “qualquer ação” contra o coronavírus. Em abril de 2020, o STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou a autonomia de estados e municípios para adotar medidas de isolamento social e definir quais atividades seriam suspensas, mas não tirou do governo o poder para atribuições relativas à pandemia.

Em sua fala, Bolsonaro voltou a reconhecer o avanço da inflação no Brasil, mas defendeu que o fenômeno ocorre em todo mundo. Segundo ele, a alta dos preços dos alimentos se deve a fatores como o isolamento social adotado na pandemia e a guerra na Ucrânia.

Conforme já mostrou o UOL Confere, o isolamento não é a causa da alta nos preços e ajudaria a acelerar a recuperação da economia se tivesse sido bem feito, segundo economistas.

Puxado pelos alimentos e combustíveis, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial no país, fechou abril em 1,06%, maior resultado para o mês em 26 anos, desde 1996. No ano, o IPCA acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 12,13%.

O Congresso definiu no início de maio que o Auxílio Brasil tenha valor de R$ 400 indefinidamente, e não só em 2022, como estava previsto. Mas, com a inflação acelerada, o valor de R$ 400 já deveria estar em R$ 417 para manter o poder de compra.

O presidente voltou a dizer que o Brasil “se conduziu muito bem” na pandemia. Desde o início da pandemia, foram 665.376 vidas perdidas no país em decorrência da doença causada pelo coronavírus, segundo dados divulgados ontem pelo consórcio de imprensa do qual o UOL faz parte.

O Brasil não teve uma política de isolamento social coordenada pelo governo federal. Ao longo da pandemia, o presidente atacou as medidas de isolamento — comprovadamente eficazes para a contenção da circulação do vírus.

A gestão federal também atrasou a compra de vacinas e, por consequência, a aplicação de doses na população. Apurações da CPI da Covid, no Senado, mostraram que o Ministério da Saúde ignorou mais de 80 e-mails da Pfizer.

UOL

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