Brasil | Bolsonaro acusa a juez del Tribunal Electoral de conspirar para favorecer a Lula

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El jefe de Estado de Brasil, Jair Bolsonaro, acusó este lunes al presidente del Tribunal Superior Electoral (TSE), magistrado Edson Fachin, de liderar una conspiración para facilitar la victoria de Luiz Inácio Lula da Silva en las elecciones presidenciales de octubre próximo.

En una entrevista al canal de televisión Terraviva, el líder ultraderechista volvió a poner en duda, sin ninguna prueba, la transparencia del sistema electoral brasileño y a asegurar que puede ser objeto de un fraude para favorecer a Lula, que lidera con amplio margen todas las encuestas de intención de voto para las presidenciales.

Bolsonaro, que es segundo en los sondeos pero a una gran distancia del dirigente progresista y puede ser derrotado incluso sin necesidad de una segunda vuelta, avanzó aún más en sus acusaciones y señaló directamente al presidente del organismo electoral, de quien dijo que “hace de todo para favorecer a Lula”.

Fachin “fue el instructor del proceso que sacó a Lula de la cárcel (en la que cumplía una condena en un proceso por corrupción) y ahora preside el Tribunal Superior Electoral”, afirmó el gobernante.

“Él hace de todo para que no tengamos transparencia (en las elecciones) y, obviamente, en mi opinión, para que Lula sea elegido de forma no aceptable”, agregó.

Bolsonaro viene protagonizando hace varios meses un duelo con magistrados del Tribunal Electoral y de la Corte Suprema de Justicia por declaraciones en las que asegura que el sistema electrónico de votación en Brasil es susceptible a fraudes y por la divulgación de falsas noticias en las redes sociales, por los que ya enfrenta procesos penales.

A pesar de que los sondeos señalan que difícilmente vencerás las elecciones y que enfrenta elevados índices de impopularidad, el presidente asegura que consigue reunir multitudes en los actos públicos a los que acude en todo el país y que eso demuestra, en su opinión, que la mayoría de los brasileños apoya su reelección.

“Señores Fachin, (Luis Roberto) Barroso y (Alexandre de) Moraes (magistrados de las cortes supremas que han dictado medidas contrarias al mandatario): por lo que se ve en las calles conmigo, es imposible que no tengamos segunda vuelta electoral en Brasil o que yo no gane las elecciones en la primera vuelta”, afirmó.

El gobernante recordó que Fachin llegó a defender la participación de Lula en las elecciones presidenciales de 2018 pese a que en la época el expresidente (2003-2010) cumplía su pena por corrupción tras haber sido condenado por tribunal de segunda instancia, lo que lo inhabilitaba electoralmente.

“En mis tiempos ganaban las elecciones los que conseguían votos en las urnas, pero ahora parece, y quiero estar equivocado -aunque estoy en mi derecho al desconfiar-, que el que gana las elecciones es el que tiene amigo en el tribunal electoral para contar con votos en las urnas”, agregó.

“Es casi imposible que yo no gane en la primera vuelta (con mayoría absoluta de los votos). Espero que nada ocurra porque estamos trabajando para que las elecciones fluyan con normalidad”, dijo.

Según los últimos sondeos, Lula se acerca al 50 % de la intención de voto para la primera vuelta de las presidenciales y tiene una ventaja de cerca de veinte puntos porcentuales sobre Bolsonaro.

Los sondeos también indican que el líder progresista se impondría con amplia ventaja al ultraderechista en caso de que ambos tengan que disputar una segunda vuelta.

SWI


Bolsonaro acusa presidente do TSE de conspirar para eleger Lula

O presidente Jair Bolsonaro acusou, sem apresentar provas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, de conspirar para ajudar a eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro e disse ser “impossível” ele não estar em um segundo turno nas eleições presidenciais deste ano, apesar de pesquisas de intenção de voto apontarem a chance da vitória de Lula em primeiro turno.

Em entrevista ao canal Terraviva, Bolsonaro afirmou que Fachin já defendeu que Lula deveria ter participado das eleições de 2018 –à época o ex-presidente estava preso e teve sua candidatura rejeitada pelo TSE com base na lei da ficha limpa, que veda a candidatura de pessoas condenadas por órgãos colegiados da Justiça, como era o caso de Lula na ocasião.

“Não podemos esquecer que foi o Fachin o relator do processo que retirou o Lula da cadeia, e agora está à frente do TSE. Ou seja, um tremendo desgaste para retirar Lula da cadeia, está à frente do TSE e tudo faz para que não haja transparência, obviamente, no meu entender, para eleger o Lula de forma não aceitável no meu entender”, afirmou.

Na sequência Bolsonaro levantou novamente acusações infundadas de fraude nas eleições de 2014 –já desmentidas pelo TSE, pela Polícia Federal e pelo PSDB, cujo então candidato, Aécio Neves, supostamente teria sido prejudicado.

“No meu tempo, lá atrás, ganhava a eleição quem tinha voto dentro da urna. Agora, parece, quero que esteja errado –é um direito meu desconfiar, é um direito meu desconfiar–, espero que não ganhe as eleições a quem tem amigo para contar o voto dentro do TSE”, acusou, mais uma vez sem qualquer prova.

Ao ser questionado se participaria de debates no período eleitoral, Bolsonaro afirmou que por estratégia deixaria essa decisão em aberto, mas que participaria em um eventual segundo turno. Ao falar dessa possibilidade, afirmou que seria impossível não haver um segundo turno e novamente levantou a possibilidade de fraude no caso de perder a eleição.

“Eu vou esperar um pouco e, em havendo segundo turno – , espero que haja… Ô ministros Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes: pelo que se vê nas ruas comigo é impossível não ter segundo turno. Ou é quase impossível não ganhar no primeiro turno. Espero que nada demais aconteça, estamos trabalhando para que flua com normalidade as eleições”, afirmou.

Procurada, a assessoria de imprensa do TSE não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre as declarações de Bolsonaro.

As pesquisas eleitorais feitas até agora mostram uma distância nas intenções de voto entre Lula e Bolsonaro, no primeiro turno, que variam de 9 a 21 pontos percentuais. Em alguns casos, os levantamentos apontam a possibilidade de Lula vencer sem a necessidade de uma segunda rodada de votação.

Bolsonaro e seus aliados afirmam não acreditar nas pesquisas de intenção de voto e citam as viagens do presidente, em que é recebido por apoiadores, como sinais de que tem amplo apoio entre a população.

Entretanto, as pesquisas indicam uma elevada avaliação negativa do governo, motivada principalmente pela alta da inflação, que tem impactado no bolso dos brasileiros. O presidente nega ter responsabilidade pela alta dos preços, apontando ser um fenômeno internacional, causado pela pandemia de Covid-19 e pela guerra na Ucrânia.

Um dos principais motores da inflação tem sido as altas constantes nos preços dos combustíveis anunciados pela Petrobras, estatal controlada pela União. Bolsonaro atribui os constantes aumentos à “ganância” da estatal e classificou seus lucros como “exagerados”, ao mesmo tempo que exalta os lucros da estatais durante seu governo ao criticar as gestões petistas.

InfoMoney

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