Inauguran estatua de Marielle Franco en Río en el 43 aniversario de su nacimiento

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Inauguraron en Río de Janeiro la estatua de la concejal Marielle Franco, asesinada en 2018

La estatua de la concejala Marielle Franco, asesinada en 2018, fue inaugurada en una plaza en el centro de Río de Janeiro.

“Es un día histórico, es un día de memoria, un día para resignificar nuestro dolor, nuestra lucha. Son casi 5 años incansables pidiendo justicia, recordando que aún no sabemos quién mandó matar a Mari. Esta estatua, dándole un nuevo significado a este lugar, donde estuvo muchas veces hablando aquí”, dijo Anielle Franco, hermana de la socióloga y dirigente feminista, al pie de la estatua emplazada en Buraco do Lume, en Praça Mario Lago, en River Center.

“Muchas personas que votaron por ella la encontraron aquí en este lugar, entonces para mí hoy, además de la emoción de su cumpleaños, es es importante saber que mi hermana está aquí, un poco más con nosotros”, agregó Anielle Franco, citada por el sitio web G1.

Según el Instituto Marielle Franco, que organiza el homenaje, la Alcaldía de Río de Janeiro ha puesto a disposición guardias municipales para supervisar la pieza de bronce hasta el momento de su inauguración.

El ayuntamiento también instaló cámaras de vigilancia en el sitio, dijo la oficina de prensa del instituto. La estatua también contará con un fondo, obtenido a través de crowdfunding, para su mantenimiento.

La pieza de tamaño natural (1,75 m) y esculpida por el artista Edgar Duvivier, está cargada de simbolismo y significado para quienes siguieron la trayectoria del concejal, asesinado en 2018 en Río.

El primero es el lugar elegido para ser instalado. La fecha elegida para la inauguración también tiene una referencia. Sería este miércoles (27) que Marielle Franco hubiera cumplido 43 años.

“¡La idea es homenajear a quienes dedicaron su vida a luchar por los derechos de todos! Celebremos y honremos a quienes dedicaron su vida a defender un mundo más justo”, dijo el instituto sobre el homenaje.

La concepción de la estatua fue pensada por la artista, la familia de Marielle y también a partir de una consulta pública en las redes sociales del Instituto Marielle Franco.

El 14 de marzo de 2018, la militante por los derechos de las mujeres y disidencias fue asesinada por matones a sueldo junto a su chofer Anderson Gomes en Río de Janeiro.

Telam


Estátua de Marielle Franco é inaugurada no local onde ela fazia discursos no Rio

No dia em que completaria 43 anos, nesta quarta (27), a vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros em março de 2018, foi homenageada com a inauguração de uma estátua na praça Mário Lago, local conhecido como Buraco do Lume, no centro do Rio de Janeiro.

O lugar, próximo ao largo da Carioca, foi escolhido porque era ali que Marielle ia toda sexta-feira prestar contas sobre o mandato na Câmara Municipal para milhares de pessoas que passam pela região diariamente.

A estátua de Marielle foi construída com doações de 600 pessoas, tem tamanho real de 1,75 e foi instalada em cima de um caixote semelhante ao que a parlamentar usava para fazer discursos.

A escultura representa a vereadora com o punho esquerdo erguido para o alto, um gesto histórico que representa a luta do movimento negro. Marielle foi retratada sorrindo, como aparece em grande parte de suas fotos e vídeos.

“Vamos celebrar e erguer homenagens a quem dedicou sua vida para defender um mundo mais justo e para lutar pelos direitos de todas as pessoas”, diz nota do Instituto Marielle Franco sobre a inauguração. “Defender a memória de Marielle e de mulheres negras é gerar referências para as novas gerações e lutar por justiça e reparação”.

Na inauguração foi realizada uma aula pública com o tema “a Memória é semente para novos futuros”, apresentação da DJ Lene Gil e performances de poetas. A educadora Anielle Franco, irmã de Marielle, a escritora Eliana Alvez Cruz e a professora Thula Pires, da PUC-Rio, foram as responsáveis pela aula pública.

“É dia de ressignificar a nossa dor, a nossa luta”, disse Anielle. “Tem sido assim há quase cinco anos incansáveis pedindo por justiça, lembrando que a gente ainda segue sem saber quem mandou matar a Mari”.

Os pais, a filha e a viúva de Marielle, a vereadora Mônica Benício (PSOL-RJ), participaram da solenidade em praça pública.

A iniciativa de realizar a campanha para erguer a estátua foi do Instituto Marielle Franco, criado pela família da vereadora. A obra, em bronze, é do artista Edgard Duvivier, escultor de estátuas de personalidades como Pelé, Clarice Lispector, Lima Barreto e Garrincha.

Marielle e o motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros há quatro anos, na noite de 14 de março de 2018, em emboscada no centro do Rio. Nos dias seguintes ao crime, também teve início uma campanha difamatória, com fake news sobre relações que jamais existiram entre a vereadora e traficantes.

Os ex-policiais militares Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime, foram presos em março de 2019 e se tornaram réus pelos homicídios de Marielle e Anderson. As autoridades ainda não identificaram os possíveis mandantes dos assassinatos.

O Instituto Marielle Franco mantém uma linha do tempo que mostra as mudanças de delegados à frente da investigação e a mobilização de familiares, ativistas e artistas para que o crime não seja esquecido.

Em julho de 2021, o escadão Marielle Franco, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, com pintura em homenagem à vereadora, foi pichado com as frases “Viva Borba Gato”, além dos números “666”, que remetem a grupos neonazistas. Artistas e integrantes de movimentos sociais limparam e restauraram o espaço.

Folha

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