Brasil | Lula envía carta al Papa y Tribunal Electoral sanciona a Bolsonaro por campaña anticipada

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En una carta al Papa, Lula le anuncia que buscará una reunión en caso de ser elegido presidente

El exmandatario y candidato opositor brasileño Luiz Inácio Lula da SIlva envió este martes una carta al papa Francisco en la cual afirma el deseo de mantener una reunión con el Pontífice en caso de ser electo Presidente nuevamente el 2 de octubre.

Lula envió una carta al Papa firmada de puño y letra que fue llevada por el concejal de San Pablo Eduado Suplicy, autor del mayor proyecto de Renta Mínima Ciudadana de Brasil e histórico dirigente del Partido de los Trabajadores (PT), al encuentro que se realizará esta semana en Asis, Italia, para debatir alternativas económicas para la humanidad.

“Espero que en caso de que se confirme nuestra victoria podamos, en breve, encontrarnos para compartir nuestras esperanzas y preocupaciones. Espero que podamos planificar juntos alternativas de construcción de un amplio movimiento que contribuya para la superación del hambre y la miseria”, señaló Lula en un trecho de la carta enviada a Télam por el concejal Suplicy.

Lula dijo que siente gratitud por los “gestos inolvidables” de la carta que le envió cuando estaba en la prisión, en referencia a la detención por 580 días en una sede policial de la ciudad de Curitiba, tras haber sido condenado por corrupción en la Operación Lava Jato, sentencia que fue anulada por manipulación de pruebas por parte de la fiscalía y del exjuez Sérgio Moro.

“Vivimos un momento particular en Brasil: después de tanto sufrimiento de nuestro pueblo, de tantas señales de muerte, tanto hambre, violencia, intolerancia y amenazas a la democracia, brilla una esperanza en el corazón de nuestra gente”, dijo sobre las elecciones del 2 de octubre, en las que enfrentará al presidente Jair Bolsonaro.

La Prensa


TSE multa Jair Bolsonaro, candidato à reeleição à Presidência, por propaganda antecipada

Por maioria, nesta terça-feira (20), o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou procedente a representação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra o presidente da República e candidato à reeleição em 2022, Jair Bolsonaro (PL), por propaganda eleitoral antecipada praticada durante uma “motociata” e um comício em templo religioso na cidade de Cuiabá (MT), no dia 19 de abril. Também foi aplicada ao candidato multa por propaganda extemporânea negativa no valor de R$ 5 mil.

De acordo com a relatora da ação, ministra Maria Claudia Bucchianeri, nos eventos, realizados no período de pré-campanha, não houve menção a expressões como “vote em mim” ou “me eleja” durante a fala no encontro religioso, não indicando pedido explícito de voto à candidatura de Bolsonaro.

Ao inaugurar a divergência, o ministro Ricardo Lewandowski destacou que os eventos citados, por si só, não configuram propaganda pré-eleitoral. Contudo, segundo ele, a grandeza e a organização dos eventos e discursos que enfatizaram a manutenção do então presidente da República no cargo caracterizam ato de campanha.

“Nossa jurisprudência eleitoral tem se posicionado no sentido de assentar a natureza desse tipo de ato, sendo a prévia organização e a presença do candidato provas dessa natureza eleitoral. Analisando o conjunto das circunstâncias em que foi organizado o evento, tenho como configurado um verdadeiro ato de campanha”, destacou Lewandowski, votando pela procedência da ação e pela aplicação de multa ao candidato.

Acompanharam a divergência os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Benedito Gonçalves. Ficaram vencidos, além da relatora, os ministros Raul Araújo e Sérgio Banhos.

Representação por desinformação

Na sequência, um pedido de vista apresentado pela ministra Cármen Lúcia adiou o julgamento de outra representação também movida pelo PT contra a coligação Pelo Bem do Brasil.

A ação, também de relatoria da ministra Maria Claudia Bucchianeri, se refere à pretensa divulgação de desinformação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo vereador de Cascavel (PR) Rômulo Quintino (PL-PR), associando o candidato à Presidência pela coligação Brasil da Esperança, Luiz Inácio Lula da Silva, à figura do demônio, por conta da participação em um evento com o movimento negro em Salvador (BA), no ano passado.

A relatora do caso julgou improcedente o pedido feito pelo Partido dos Trabalhadores. Já os ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski votaram de forma divergente. O processo deve ser retomado na sessão da próxima terça-feira (27).

Tribunal Superior Eleitoral


Bolsonaro põe urnas sob suspeição porque ‘já está prevendo a derrota’, diz Lula

Por Fábio Amato

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta terça-feira (20) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) coloca em dúvida a segurança das urnas eletrônicas porque “já está prevendo a derrota” nas eleições de outubro.

Lula fez a declaração durante encontro em São Paulo com representantes do setor de turismo.

No momento, o petista comentava declarações de Bolsonaro no domingo (18), durante viagem a Londres. O presidente afirmou a apoiadores que “não tem como a gente não ganhar no primeiro turno”. Depois, em entrevista ao SBT, disse que, se ele tiver “menos de 60% dos votos, algo de anormal” terá ocorrido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Lula. A mais recente pesquisa Ipec, divulgada na segunda (19), mostra o petista com 47% e, o presidente, com 31%.

“O homem [Bolsonaro] tá dizendo que se não ganhar no primeiro turno com mais de 60% é porque houve problema nas urnas. Quando ele diz isso eu fico otimista porque ele já está prevendo a derrota dele. Ele já está prevendo porque eu acho que não há como, não há como que o povo não tenha precificado já a saída e a volta da democracia. E a gente quer voltar pra fazer esse país ser feliz outra vez, esse país ser bonito, esse país ser alegre”, disse Lula.

“Eu estou muito otimista que a gente pode ganhar. Eu acho que está tudo preparado, caminhando para a gente ganhar as eleições. Obviamente que eleição e mineração a gente só conhece o resultado depois da apuração”, afirmou o petista.

Não foi a primeira vez que Bolsonaro colocou o sistema eleitoral sob suspeição. O presidente tem lançado dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas, sem apresentar provas. Também tem feito ataques a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pesquisa Ipec

Pesquisa Ipec divulgada na segunda-feira (19), encomendada pela Globo, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 47% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31% na eleição para a Presidência da República em 2022.

Em relação ao levantamento anterior do Ipec, de 12 de setembro, Lula passou de 46% para 47%; Bolsonaro se manteve com o mesmo percentual de então. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Segundo o Ipec, o resultado indica um cenário de estabilidade na disputa a duas semanas da eleição.

Ciro Gomes (PDT) segue com 7% das intenções, mesmo índice da pesquisa anterior. Simone Tebet (MDB) tinha 4% do Ipec da semana passada e agora tem 5%. Soraya Thronicke (União Brasil) se manteve com 1%.

Felipe d’Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Sofia Manzano (PCB) foram citados, mas não chegam a 1% cada um.

O Globo

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