La cantante Margareth Menezes será la ministra de Cultura de Lula

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La cantante Margareth Menezes será la ministra de Cultura de Lula

La cantante bahiana y gestora cultural Margareth Menezes anunció este martes que será la ministra de Cultura de Brasil a partir del 1 de enero, con la asunción del presidente electo Luiz Inácio Lula da Silva.

“He conversado con Lula y acepté la misión, recibo esto como una misión porque también es una sorpresa para mi, para entender el lugar que significa levantar el Ministerio de Cultura”, dijo Menezes en conferencia de prensa.

La cantante de afrosamba y axé es la primera mujer y la primera negra en el gabinete de Lula, que ya designó a Fernando Haddad en el Ministerio de Hacienda, a José Mucio en Defensa, a Rui Costa como jefe de gabinete, Mauro Vieira en Cancillería y Flavio Dino en Justicia.

Menezes es una trabajadora cultural desde los años 80 y una de las referentes de la gestión del teatro, circo y música como forma de integración social.

La bahiana llegó primero a los escenarios a través del teatro, participando en el grupo de teatro del Centro de Educación Integrada Luiz Tarquínio.

En 1983 participó en la fundación del Gran Circo Troca de Segredos, un espacio cultural que revolucionó el panorama cultural de Salvador.

En 2005, lanzó el Movimento Afropop Brasileiro, que ha sido respaldado por artistas como Gilberto Gil y Daniela Mercury.

Menezes lidera un proyecto llamado Fabrica Cultura que integra a niños y jóvenes de bajos recursos con la industria cultural.

La decisión de Lula de nombrarla representa la recuperación de Cultura como Ministerio, que había desaparecido durante el gobierno de Jair Bolsonaro, que lo rebajó a una secretaría dentro del Ministerio de Ciudadanía.

Télam


Margareth Menezes aceita convite de Lula para Ministério da Cultura

Por Giovanna Galvani e Lucas Borges Teixeira

A cantora Margareth Menezes confirmou hoje que aceitou o convite para ser a ministra da Cultura do futuro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Extinta por Jair Bolsonaro (PL) em 2019, a pasta será recriada em 2023.

A declaração foi feita a jornalistas em frente ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde está concentrada a equipe de transição do petista. Horas depois, a equipe de Lula confirmou a nomeação em post no Instagram. “Obrigado, companheira @margarethmenezes por aceitar o convite de ser ministra da Cultura”, diz o texto, junto a uma foto dos dois.

Segundo Margareth, ela “aceitou a missão” após conversar com o presidente eleito. A cantora baiana se tornará a primeira mulher a ser anunciada como parte da equipe ministerial de Lula em seu terceiro mandato —uma pressão que o novo governo já vem sofrendo. Outras mulheres são esperadas.

Foi uma conversa muito animadora para a gente que é da cultura. Nós conversamos e eu aceitei a missão. Recebo isso como uma missão, até porque foi uma surpresa para mim também.”.

Ela já foi confirmada como artista a se apresentar na posse de Lula, em 1º de janeiro de 2023. “O presidente disse que para ele é de uma importância muito grande, e que ele esta querendo fazer um Ministério da Cultura forte para atender aos anseios do povo da cultura e do Brasil pelo potencial da nossa cultura”, completou.

“Muito trabalho”. A cantora afirmou que será preciso, primeiro, “levantar” o ministério e estudar áreas setoriais para “fazer da cultura do Brasil reconhecida nacionalmente e internacionalmente”. Uma das promessas de Lula durante a campanha foi a criação de comitês regionais de cultura, para promover artistas e iniciativas locais, que “fujam do eixo Rio-São Paulo”. Na primeira vez que foi eleito, em 2002, Lula também escolheu um representante da classe artística para chefiar a pasta da Cultura: o cantor e compositor Gilberto Gil, que ficou à frente do Ministério entre 2003 e 2008. Ministério diverso. Lula deve anunciar pelo menos mais três ministras nos próximos dias.

Os nomes já vinham sendo estudados havia tempos, mas agora devem também ajudar a amenizar críticas sobre a falta de diversidade na primeira divulgação oficial sobre a composição do primeiro escalão petista.

* Deputada eleita Marina Silva (Rede-SP) para o Meio Ambiente.
* Senadora Simone Tebet (MDB-MS) para Desenvolvimento Social.
* Governadora cearense Izolda Cela (sem partido) para Educação.

Um quadro ministerial composto apenas de homens brancos de meia-idade era uma das principais críticas do PT e do próprio Lula ao governo Bolsonaro.

Durante toda a campanha, o presidente eleito evitou dar números ou prometer que haveria equidade de gênero nos ministérios, mas afirmou que seria mais diverso. A cobrança voltou a acontecer no anúncio de sexta, com cinco homens.

UOL

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