Arce, Lula y Petro alertan en la Cumbre de la Celac sobre las situaciones problemáticas que se viven en la región

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Bolivia mira con preocupación el deterioro del sistema multilateral

El presidente Luis Arce advirtió este martes que el sistema internacional emergente de la II Guerra Mundial está en crisis, pero no para producir otro sistema mejor y más equilibrado.

“Hoy nos enfrentamos a una crisis capitalista múltiple y sistemática que pone cada vez más en riesgo la vida de la humanidad y de nuestra Madre Tierra, crisis alimentaria, hídrica, energética, climática, sanitaria, económica, comercial y social”, dijo el mandatario durante su intervención en la VII cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) que se desarrolla en el hotel Sheraton de Buenos Aires y que cuenta con la participación de representantes de las 33 naciones que componen el foro continental.

De acuerdo con el mandatario, los países del mundo deben pensar en las generaciones futuras y en la Madre Tierra,  a la que describió como “nuestra Casa Común”.

Durante el encuentro, que marca el fin de la presidencia pro-tempore de Argentina, y da paso a la República de San Vicente y las Granadinas que asumirá el cargo, el jefe de Estado abogó por identificar las causas de cada una de las crisis para cambiar el sistema que reproduce la dominación, explotación y exclusión de las grandes mayorías.

Al mismo tiempo, precisó, desde la Celac se debe retomar los principios del multilateralismo, pero no para preservar el orden internacional injusto que agobia a los Estados y pueblos, sino para avanzar hacia otro mundo que, en su opinión, “si es posible”.

La Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños es el único mecanismo de diálogo y concertación que agrupa en forma permanente a los 33 países de América Latina y el Caribe.

Los idiomas oficiales dentro de foro son el español, francés, inglés, holandés y portugués.

Abi


Presidente de Bolivia expresa en la Celac “consternación” por la situación en Perú

El presidente Luis Arce expresó este martes ante el foro continental de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) su “consternación” por la situación política y social del vecino Perú.

“Estamos consternados porque decenas de peruanos han fallecido y centenares resultaron heridos en medio de movilizaciones sociales, nuestra solidaridad con las víctimas de la violencia”, dijo el mandatario en su intervención en la VII cumbre de la Celac que se desarrolló en un hotel de Buenos Aires y en la que participaron representantes de las 33 naciones que componen el acuerdo continental.

El Estado Plurinacional de Bolivia, remarcó el mandatario, es respetuoso, como todos los Estados de la Celac, del “Derecho Internacional y de la no injerencia en los asuntos internos de los Estados”.

Sin embargo, precisó, “no podemos simplemente obviar una situación como la grave crisis política y social que vive el pueblo hermano”.

Arce exhortó a las instituciones del Estado peruano para que junto a su pueblo tomen el camino del entendimiento para recobrar la paz social y política en su país.

Consideró que desde el foro continental se debe también expresar la preocupación por los sucesos que acontecieron en la “hermana República”.

En la línea de lo expresado públicamente por el Papa Francisco, el presidente boliviano consideró necesario formular un llamamiento “para que cesen los actos de violencia en Perú”, animando a todas las partes implicadas a tomar la vía del diálogo con pleno respeto de los derechos humanos y del Estado de Derecho.

Abyayala


Países da região devem liderar preservação da Amazônia, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (24) que, embora a cooperação internacional seja bem-vinda, é papel dos países da região liderar os projetos de preservação da Amazônia. Lula participou em Buenos Aires, na Argentina, da sétima reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

“A cooperação que vem de fora da nossa região é muito bem-vinda, mas são os países que fazem parte desses biomas que devem liderar, de maneira soberana, as iniciativas para cuidar da Amazônia. Por isso, é crítico que valorizemos a nossa Organização do Tratado de Cooperação Amazônica – a OTCA”, disse Lula.

A reunião da Celac foi privada e as falas não foram transmitidas ao vivo, mas o discurso de Lula foi divulgado pela Presidência.

Lula citou que, em breve, deve convocar uma cúpula dos países amazônicos e que o Brasil já formalizou a candidatura de Belém para sediar a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em 2025. “O apoio que estamos recebendo dos países da Celac é indispensável para que possamos mostrar ao resto do mundo a riqueza de nossa biodiversidade, o potencial do desenvolvimento sustentável e da economia verde, além, é claro, da importância de preservação do meio ambiente e do combate à mudança do clima”, disse.

Para Lula, há uma “clara contribuição” a ser dada pela região para a construção de uma ordem mundial pacífica, baseada no diálogo, no reforço do multilateralismo e na construção coletiva da multipolaridade. Segundo o presidente, os desafios globais e as “múltiplas crises” exigem respostas coletivas, citando, entre outros, as pandemias, as ameaças à democracia e as pressões sobre a segurança alimentar e energética.

“Tudo isso em um quadro inaceitável de aumento das desigualdades, da pobreza e da fome”, disse. “A maior parte desses desafios, como sabemos, é de natureza global, e exige respostas coletivas. Não queremos importar para a região rivalidades e problemas particulares. Ao contrário, queremos ser parte das soluções para os desafios que são de todos”, destacou.

Segundo o presidente, as experiências compartilhadas da região e de seu passado colonial devem servir para uma aproximação, e as diversas crises demonstram o valor da integração. Para o presidente, o diálogo com sócios extras regionais, ainda assim, é essencial.

“Isso não significa que devemos nos fechar ao mundo. Salienta apenas que essa integração será feita em melhores termos se estivermos bem integrados em nossa região. Temos de unir forças em prol de melhor infraestrutura física e digital, da criação de cadeias de valor entre nossas indústrias e de mais investimentos em pesquisa e inovação em nossa região”, disse o presidente, citando ainda que a estratégia de desenvolvimento deve garantir direitos fundamentais e combater a fome, a pobreza e as desigualdades de gênero.

“É preciso trabalhar para que a cor da pele deixe de definir o futuro de nossos jovens”, argumentou.

Lula está em viagem à Argentina, a primeira internacional após tomar posse no cargo. Ontem (23), teve encontro com o presidente do país, Alberto Fernández, para retomada das relações bilaterais. Também nesta terça-feira, se reúne com o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, com a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Diálogo e cooperação

Lula reafirmou o retorno do Brasil ao cenário internacional e disse que “nada mais natural do que começar esse caminho de retorno pela Celac”. Com a troca de governo, o Brasil está voltando a integrar o grupo, após três anos de afastamento do mecanismo.

“É com muita alegria e satisfação muito especiais que o Brasil está de volta à região e pronto para trabalhar lado a lado com todos vocês, com um sentido muito forte de solidariedade e proximidade”, disse Lula, citando ainda outras organismos de cooperação como o Mercosul e a Unasul.

Durante seu discurso de abertura na reunião, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, deu boas-vindas aos representantes dos 33 países que fazem parte da Celac e pediu uma salva de palmas para celebrar a volta do Brasil. “Uma Celac sem o Brasil é uma Celac muito mais mais vazia. Sua presença hoje nos completa”, disse, se dirigindo a Lula. A reunião encerrou a presidência pro tempore da Argentina na Celac. Quem assume agora é São Vicente e Granadino.

Agencia Brasil


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