Bolsonaro podría quedar inhabilitado para participar en elecciones hasta 2030

Foto: Julián Álvarez
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La justicia electoral podría inhabilitar a Bolsonaro hasta 2030

El expresidente Jair Bolsonaro (2019-2022) podría sufrir a partir del jueves una inhabilitación por 8 años para participar de elecciones con el juicio que le iniciará el Tribunal Superior Electoral por haber abusado del poder del Estado para poner en dudas, con fake news y sin pruebas, el sistema de votación brasileño ante autoridades extranjeras.

Bolsonaro tiene 16 procesos abiertos en la justicia electoral por delitos cometidos en la campaña para sacar ventajas en los comicios de 2022 en los que su intento de reelección fue derrotado por el presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

El primero de ellos, con altas posibilidades de condena según dijo a Télam una fuente de la fiscalía de la justicia electoral, tiene que ver con la denuncia realizada en el Palacio de la Alvorada, residencia presidencial, de que las urnas electrónicas no eran confiables.

Lo dijo al convocar a más de cien embajadores y diplomáticos extranjeros para realizar una supuesta denuncia de que todo el sistema electoral estaba en su contra, una acusación que según la fiscalía de la justicia electoral significa un abuso de poder que afecta la credibilidad del estado democrático de derecho.

En caso de condena, Bolsonaro podrá volver a presentarse en las elecciones de 2030, con 75 años de edad, y se perdería las municipales de 2024 y 2028 y las presidenciales de 2026.

El propio Bolsonaro recientemente en un discurso en la sede del Partido Liberal dijo que debía esperar una condena, a la que califica de «injusta».

Estos procesos marchan en paralelo a las causas abiertas en el Supremo Tribunal Federal por varias causas originadas en su gobierno y sobre todo la investigación por el intento de golpe de Estado contra Lula que sus seguidores perpetraron asaltando la sede de los poderes.

El tribunal electoral está integrado por los jueces Alexandre de Moraes (presidente y también juez de la Corte Suprema que sigue las causas contra Bolsonaro), Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques, Benedito Gonçalves, Raul Araújo Filho, André Ramos y Floriano de Azevedo.

El bolsonarismo espera que Nunes Marques, designado por Bolsonaro en la Corte, pida un cuarto intermedio del proceso para poder postergarlo por 90 días.

Benedito Goncalves, el relator del caso, ya dio señales de que está a favor de la inhabilitación del expresidente.

El proceso fue abierto por una denuncia del hoy oficialista Partido Democrático Laborista (PDT) del candidato presidencial Ciro Gomes.

El caso de Bolsonaro gira en torno principalmente del abuso de poder político e institucional para sacar ventajas electorales.

El Ministerio Público Electoral manifestó su respaldo al pedido de inhabilitación del expresidente debido a que observó irregularidades en los ataques realizados por el exjefe del Ejecutivo a las máquinas de votación electrónica durante la reunión con los embajadores.

De acuerdo con la ley electoral, el abuso de poder político se produce en situaciones en las que el imputado se aprovecha de su cargo y utiliza los bienes públicos para actuar con el fin de influir en el elector.

La falsa denuncia fue realizada, además, por las redes sociales oficiales y la televisión oficial.

La considerada segura condena de Bolsonaro en la justicia electoral es vista por los analistas como una reducción de la tensión política, ya que la derecha y ultraderecha tendría otras opciones para 2026, como por ejemplo los gobernadores Tarcisio de Freitas (San Pablo) y Romeu Zema (Minas Gerais).

El presidente del Partido Liberal de Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, aseguró que en caso de ser inhabilitado el expresidente será el «gran elector» de las municipales de 2024 trabajando las candidaturas de la fuerza que es la primera minoría en la Cámara de Diputados.

Bolsonaro fue el primer presidente de la democracia brasileña en fracasar en lograr la reelección pero también el protagonista de la elección más disputada de la historia, ya que Lula le ganó en la segunda vuelta del 30 de octubre pasado por 50,9% a 49,1%.

Télam


Bolsonaro defende pedido de vista em julgamento no TSE que pode torná-lo inelegível

Na véspera de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciar o julgamento que pode decretar sua inelegibilidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu o adiamento da análise do caso. Ele afirmou esperar que um dos ministros da Corte eleitoral peça vista — mais tempo de análise — da ação e que, segundo ele, não seja Kássio Nunes Marques.

— O Kássio Nunes (Marques) será o 6 a votar e pode ser que já tenha decidido a fatura de um lado ou para o outro. Já que é um voto de quase 500 páginas (do relator, ministro Benedito Gonçalves) o ideal seria que alguém no início pedisse vista — afirmou o ex-presidente, em entrevista à CNN Brasil. Dos sete integrantes do TSE, Nunes Marques é o único que foi indicado por ele.

Nesta quinta-feira, o tribunal vai analisar uma ação movida pelo PDT por questionamentos feitos pelo ex-presidente ao processo eleitoral, sem apresentar provas, em uma reunião com embaixadores realizada em julho de 2022. Bolsonaro responde por abuso de poder político e de uso indevido dos meios de comunicação por causa do episódio, no qual colocou em xeque o sistema eleitoral brasileiro diante de 72 embaixadores no Palácio da Alvorada.

Pela ordem de julgamento, o relator da ação, ministro Benedito Gonçalves, será o primeiro a votar. Na sequência, votam os ministros Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, a vice-presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, o ministro Nunes Marques e, por último, o presidente do Tribunal, ministro Alexandre de Moraes.

O ministro que solicitar vista do processo, como defende Bolsonaro, só adiará o julgamento por pouco tempo. Segundo as regras da Corte, a ação deve ser devolvida para ser pautada novamente no prazo de 30 dias, renováveis por mais 30.

Na entrevista à CNN, Bolsonaro se defendeu e disse que não chegou a falar em fraude nas urnas durante a reunião com os embaixadores. Boa parte do discurso de Bolsonaro na ocasião foi focado em um inquérito da Polícia Federal que investiga um ataque hacker ao sistema do TSE, ocorrido em 2018. O ex-presidente, contudo, distorceu diversos pontos da investigação. Bolsonaro afirmou que o responsável pelo ataque teria dito que “teve acesso a tudo dentro do TSE” e que “eles poderiam alterar nomes de candidatos, tirar voto de um, transferir para outro”.

O tribunal afirmou, no entanto, que o ataque “não representou qualquer risco à integridade das eleições de 2018”. A Corte ressaltou que as urnas eletrônicas não são conectadas à internet, e que por isso não podem ser acessadas remotamente. Bolsonaro também chegou a afirmar que “o próprio TSE diz que em 2018 os números podem ter sido alterados”. A Corte disse que “nunca emitiu tal informação”. O ex-presidente é investigado por ter divulgado a íntegra do inquérito. A PF pediu seu indiciamento no caso.

— Não sei por que criar uma tempestade em um copo d’água. Apenas fui conversar com eles (embaixadores) sobre como funcionava o sistema eleitoral. Eu não falei a palavra fraude naquele tocante. Qual o problema de discutir sobre esse assunto? Não justifica mover uma ação para tirar o direito eleitoral da minha pessoa — afirmou.

A exemplo do que disse mais cedo, em entrevista no Senado, Bolsonaro também criticou uma possível diferença no tratamento do TSE, em relação ao julgamento da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2017.

— Eu espero que tudo que aconteceu em 2017 se repita em 2023. A reunião com os embaixadores é tão frágil quanto a (ação da) chapa Dilma-Temer. Não tem materialidade nenhuma essa ação — disse ele.

Na época, a Corte se ateve ao objeto inicial da ação, apresentada em 2014, pelo princípio jurídico conhecido como “causa de pedir”, em que novos elementos não podem ser incorporados ao processo, expandindo a acusação. Na prática, o ex-presidente defende que os ministros do TSE desconsiderem a chamada “minuta do golpe” encontrada na casa do seu ex-ministro Anderson Torres.

O Globo

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