Brasil | Lula a un año del intento golpista: “no hay perdón para quienes atacan la democracia”

"Salvamos la democracia. Pero la democracia nunca está lista; es necesario construirla y cuidarla todos los días", enfatizó el mandatario. | Foto: Cortesía
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Presidente Lula participa en el acto sobre la defensa de la democracia en Brasil

El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, hizo este lunes una exhortación a defender la democracia en un discurso a próposito del primer aniversario de la frustrada intentona golpìsta contra los tres poderes del Estado.

«Salvamos la democracia. Pero la democracia nunca está lista; es necesario construirla y cuidarla todos los días. La democracia es imperfecta, porque somos humanos y, por tanto, imperfectos», expresó el jefe de Estado durante un acto en defensa de la democracia y el Estado de derecho.

Además, resaltó que todos tienen el deber de unir fuerzas para «mejorarlo» y que «no habrá democracia plena mientras persistan las desigualdades, ya sea en ingresos, raza, género, orientación sexual, acceso a la salud, educación y otros servicios públicos».

«Perfeccionar la democracia significa reconocer que la democracia para unos pocos no es democracia», señaló el mandatario desde el Salón Negro del Parlamento, acto al que acudieron autoridades legislativas, gobernadores y funcionarios del gabinete, entre otros.

«Todas y todos tenemos el deber de defender la democracia», enfatizó Lula, quien declaró que si pudieron dejar de lado las diferencias para defender la democracia, también son capaces de unirse para construir «un país más justo y menos desigual», asegurando que nadie debe confundir la libertad para atentar contra la democracia.

«Todos aquellos que financiaron, planificaron y ejecutaron el intento de golpe deben ser castigados de manera ejemplar. No hay perdón para quien ataque la democracia, su país y su propio pueblo. El perdón sonaría como impunidad. Y la impunidad, como salvoconducto para nuevos actos terroristas», acotó.

El presidente aseveró que, después del intento de golpe, «reafirmamos el valor de la democracia para Brasil y el mundo. Ahora debemos avanzar cada vez más hacia la construcción de una democracia plena».

Asimismo, explicó que es necesaria una democracia que se traduzca en igualdad de derechos y oportunidades, lo que promueve una mejor calidad de vida, especialmente para quienes más la necesitan. «Estamos en este viaje y llegaremos más lejos si caminamos del brazo», afirmó.

Telesur


Lula sobe o tom contra Bolsonaro, fala em derrota do fascismo e dispara: «Não há perdão para golpistas»

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um forte discurso no evento «Democracia Inabalada», realizado por autoridades dos Três Poderes da República, nesta segunda-feira (8), para celebrar a manutenção da democracia no marco de 1 ano dos atos golpistas promovidos por bolsonaristas radicais em Brasília.

Em sua fala, o mandatário saudou «todos os brasileiros e as brasileiras que se colocaram acima das divergências para dizer um eloquente não ao fascismo» e defendeu «punição exemplar» a todos aqueles envolvidos direta ou indiretamente com o levante antidemocrático.

«Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos. Não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra o seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade. E a impunidade, como salvo conduto para novos atos terroristas».

Em outro trecho de sua fala, Lula citou os planos de bolsonaristas para enforcar em praça pública autoridades constituídas, a exemplo do relato recente feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um dos principais alvos dos golpistas, e ainda responsabilizou diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes cometidos em 8 de janeiro.

Segundo o presidente, se a tentativa de golpe obtivesse êxito, «o Brasil estaria mergulhado no caos econômico e social».

«Adversários políticos e autoridades constituídas poderiam ser fuzilados ou enforcados em praça pública – a julgar por aquilo que o ex-presidente golpista pregou em campanha, e seus seguidores tramaram nas redes sociais».

Além do presidente da República, marcaram presença no evento, realizado no Salão Negro do Congresso Nacional, dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso, e do Sendo, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cancelou sua participação de última hora. Compareceram à cerimônia, ainda, ministros do governo Lula, governadores e inúmeras autoridades, incluindo ministros de cortes superiores e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Discurso de Lula:

«Senhoras e senhores,
meus amigos e minhas amigas.

Quero em primeiro lugar saudar todos os brasileiros e as brasileiras que se colocaram acima das divergências para dizer um eloquente NÃO ao fascismo. Porque somente na democracia as divergências podem coexistir em paz.

Quero fazer uma saudação especial a todas e todos que no dia seguinte à tentativa de golpe caminharam de braços dados do Palácio do Planalto ao Supremo Tribunal Federal, em defesa da democracia.

Nunca uma caminhada tão curta teve alcance histórico tão grande.

A coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros e ministras da Suprema Corte, ministros e ministras de Estado, militares legalistas e, sobretudo, da maioria do povo brasileiro garantiu que nós estivéssemos aqui hoje celebrando a vitória da democracia sobre o autoritarismo.

Aproveito para saudar os trabalhadores e as trabalhadoras das forças de segurança – em especial a Polícia Legislativa – que, mesmo em minoria, se recusaram a aderir ao golpe e arriscaram suas vidas no cumprimento do dever.

Se a tentativa de golpe fosse bem-sucedida, muito mais do que vidraças, móveis, obras de arte e objetos históricos teriam sido roubados ou destruídos.

A vontade soberana do povo brasileiro, expressa nas urnas, teria sido roubada. E a democracia, destruída.

A esta altura, o Brasil estaria mergulhado no caos econômico e social. O combate à fome e às desigualdades teria voltado à estaca zero.

Nosso país estaria novamente isolado do mundo, e a Amazônia em pouco tempo reduzida a cinzas para a boiada e o garimpo ilegal passarem.

Adversários políticos e autoridades constituídas poderiam ser fuzilados ou enforcados em praça pública – a julgar por aquilo que o ex-presidente golpista pregou em campanha, e seus seguidores tramaram nas redes sociais.

Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos.

Não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra o seu próprio povo.

O perdão soaria como impunidade. E a impunidade, como salvo conduto para novos atos terroristas.

Salvamos a democracia. Mas a democracia nunca está pronta, precisa ser construída e cuidada todos os dias.

A democracia é imperfeita, porque somos humanos – e, portanto, imperfeitos.

Mas temos, todas e todos, o dever de unir esforços para aperfeiçoá-la.

Meus amigos, e minhas amigas.

A fome é inimiga da democracia.

Não haverá democracia plena enquanto persistirem as desigualdades – seja de renda, raça, gênero, orientação sexual, acesso à saúde, educação e demais serviços públicos.

Uma criança sem acesso à educação não aprenderá o significado da palavra democracia.

Um pai ou uma mãe de família no semáforo, empunhando um cartaz escrito “Me ajudem pelo amor de Deus”, tampouco saberá o que é democracia.

Aperfeiçoar a democracia é reconhecer que democracia para poucos não é democracia.

Se fomos capazes de deixar as divergências de lado para defendermos o regime democrático, somos também capazes de nos unirmos para construir um país mais justo e menos desigual.

Minhas amigas e meus amigos.

Não há democracia sem liberdade.

Mas que ninguém confunda liberdade com permissão para atentar contra a democracia.

Liberdade não é uma autorização para espalhar mentiras sobre as vacinas nas redes sociais, o que pode ter levado centenas de milhares de brasileiros à morte por Covid.

Liberdade não é o direito de pregar a instalação de um regime autoritário e o assassinato de adversários.

As mentiras, a desinformação e os discursos de ódio foram o combustível para o 8 de janeiro.

Nossa democracia estará sob constante ameaça, enquanto não formos firmes na regulação das redes sociais.

Nos dias, semanas e meses que se seguiram à tentativa de golpe, reformamos as sedes dos Três Poderes. Trocamos vidraças, removemos a sujeira, restauramos obras de arte, recuperamos objetos históricos.

E, acima de tudo, reafirmamos o valor da democracia para o Brasil e para o mundo.

Agora é preciso avançar cada vez mais na construção de uma democracia plena.

Uma democracia que se traduza em igualdade de direitos e oportunidades. Que promova a melhoria da qualidade de vida, sobretudo para quem mais precisa.

Estamos nessa caminhada, e chegaremos mais longe se caminharmos de braços dados.

Quero terminar renovando o que disse no meu discurso de posse, neste Congresso Nacional:

Democracia sempre.

Muito obrigado»

Revista Forum


8 de janeiro: Lula diz que ‘não há perdão para quem atenta contra a democracia’

Por Sara Resende, Kevin Lima, Vinícius Cassela, Luiz Felipe Barbiéri, Elisa Clavery, Guilherme Mazui, Pedro Henrique Gomes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (8) que «não há perdão para quem atenta contra a democracia».

Lula deu a declaração durante o evento «Democracia Inabalada», no Congresso Nacional, que marcou um ano dos atos golpistas de 8 de janeiro.

«Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos. Não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra o seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade. E a impunidade, como salvo conduto para novos atos terroristas», afirmou Lula.
O petista disse que a «coragem» de parlamentares, governadores, ministros do STF e «militares legalistas» garantiu que nesta segunda-feira fosse possível celebrar «a vitória da democracia sobre o autoritarismo».

O presidente ainda agradeceu os profissionais das forças de segurança, em especial do Congresso, «que, mesmo em minoria, se recusaram a aderir ao golpe e arriscaram suas vidas no cumprimento do dever».

«Quero em primeiro lugar saudar todos os brasileiros e as brasileiras que se colocaram acima das divergências para dizer um eloquente não ao fascismo. Porque somente na democracia as divergências podem coexistir em paz», disse Lula.

O chefe do Executivo voltou a destacar que é preciso combater a fome e a desigualdade a fim de aperfeiçoar a democracia no Brasil.

«Uma criança sem acesso à educação não aprenderá o significado da palavra democracia. Um pai ou uma mãe de família no semáforo, empunhando um cartaz escrito ‘Me ajudem pelo amor de Deus’, tampouco saberá o que é democracia. Aperfeiçoar a democracia é reconhecer que democracia para poucos não é democracia», disse.

O evento

Segundo a organização, além de Lula, cerca de 500 pessoas participaram do evento, entre as quais o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ministros do governo, magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores (veja a lista aqui) e parlamentares.

Para o evento, a segurança no entorno das sedes dos Três Poderes foi reforçada, e o acesso aos prédios sofreu bloqueios. Atuaram em conjunto os efetivos das forças de segurança locais do Distrito Federal, das polícias do Congresso e do Supremo, além das polícias Federal e Rodoviária Federal.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), era aguardado, mas alegou que um familiar está com um problema de saúde de um familiar, e não compareceu.

No evento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, cantou o Hino Nacional. E foi exibido um vídeo com imagens da depredação e da recuperação dos prédios dos Três Poderes.

Discursos dos presidentes de poder
As principais autoridades dos Três Poderes da República fizeram discursos:

  • Executivo: representado pelo presidente Lula
  • Legislativo: representado pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)
  • Judiciário: representado pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes

Em seu discurso, Alexandre de Moraes disse que o STF continuará investigando e punindo os responsáveis pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

O magistrado afirmou que não se pode confundir «paz e união com impunidade». Ele também defendeu a regulamentação das redes sociais e o combate à desinformação, que classificou como instrumento de «corrosão» da democracia.

Luís Roberto Barroso afirmou que o 8 de janeiro, que classifica como «dia da infâmia», foi precedido de anos de ataques às instituições e aos seus integrantes.

«Banalizou-se o mal, o desrespeito, a grosseria, a agressividade, a falta de compostura. Passamos a ser mal vistos globalmente. O Brasil que deixou de ser Brasil. Porém, a despeito de tudo, as instituições venceram e a democracia prevaleceu», afirmou o presidente do STF.
«A reação do presidente da República, do presidente do Senado, do presidente da Câmara, da presidente do Supremo, dos diferentes setores da sociedade civil e da imprensa demonstrou que nós já superamos os ciclos do atraso. Já não há mais espaço na vida brasileira para quarteladas, quebras da legalidade ou o descumprimento das regras do jogo», completou o ministro.

Já o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, anunciou a retirada das grades que cercam o prédio do Legislativo. Ele também afirmou que os Poderes estão «vigilantes» contra ações de «traidores da pátria».

Outros pronunciamentos

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), discursou como representante das unidades da federação. Ela afirmou que o ato desta segunda-feira (8) «reflete a união em torno do que é inegociável: a democracia». Para ela, o 8 de janeiro foi uma das «páginas mais infelizes» da história contemporânea do Brasil.

A governadora declarou que punir os responsáveis é um «ato pedagógico», já que «a impunidade concretiza o esquecimento». Fátima Bezerra disse que o momento atual é de «solidariedade» entre União, estados e municípios. Ela ainda lembrou que a Constituição determinar que os poderes sejam harmônicos.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também discursou no evento. Ele afirmou que a democracia demanda vigilância contínua contra novos ataques de ímpeto golpista.

«Os estilhaços das vidraças das sedes dos Poderes, os destroços a que foram reduzidos em poucos instantes obras de artes, ambientes e instrumentos de trabalho, além das imundices esparramadas nos centros simbólicos da vida institucional, não podem ser esquecidos”, disse Gonet.
Além deles, estavam no palco principal:

  • o vice-presidente, Geraldo Alckmin
  • o ex-presidente José Sarney
  • a ex-presidente do STF e ministra aposentada da Corte Rosa Weber
  • a primeira-dama, Janja Lula da Silva
  • o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • a senadora Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Aline Sousa, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis

Obras danificadas e exposições

O ato em memória dos ataques incluiu ainda duas ações simbólicas para marcar a recuperação de dois itens dos acervos do STF e do Senado.

Em um primeiro momento, as autoridades inauguraram placa que indica a restauração de uma tapeçaria, criada pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx e avaliada em R$ 4 milhões.

Arrancada da parede, urinada e rasgada pelos invasores, a peça foi uma das mais danificadas do Senado. O trabalho de restauro durou quase 300 dias e custou R$ 236,2 mil. A tapeçaria retornou à exposição, no Salão Negro do Congresso.

Na sequência, houve uma entrega simbólica do exemplar da Constituição Federal de 1988 roubado por vândalos na invasão ao STF. O item, que foi recuperado ainda em janeiro, ficava em exposição no Salão Branco da Corte.

Lista de governadores presentes

Veja abaixo a lista dos governadores presentes ao ato «Democracia Inabalada» realizado no Congresso:

  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
  • Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
  • Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB)
  • Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT)
  • Paraíba: João Azevêdo (PSB)
  • Pernambuco: Raquel Lyra (PSDB)
  • Pará: Helder Barbalho (MDB)
  • Piauí: Rafael Fonteles (PT)
  • Amapá: Clécio Luis (Solidariedade)
  • Ceará: Elmano de Freitas (PT)
  • Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD)
  • Maranhão: Carlos Brandão (PSB)
  • Distrito Federal: Celina Leão (PP, interina)
  • Alagoas: Ronaldo Lessa (PDT, vice-governador)

Globo

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