Brasil construirá su primer hospital inteligente con apoyo del banco de los BRICS
El Gobierno brasileño firmó un contrato para construir el primer hospital inteligente del país, con el apoyo del banco de fomento de los BRICS, que lo financiará con 320 millones de dólares.
China e India, socios relevantes de los BRICS, el foro que reúne a las principales potencias emergentes del mundo, tendrán un papel clave en el proyecto, ya que compartirán la tecnología necesaria para levantar este nuevo hospital en la ciudad de São Paulo.
El denominado Instituto Tecnológico de Emergencias del Hospital de las Clínicas de São Paulo será 100% público y tendrá 800 nuevas camas, todas dedicadas a atender urgencias con técnicas médicas avanzadas y herramientas basadas en inteligencia artificial.
La previsión es que esté listo en “tres o cuatro años”, según el Gobierno brasileño. “Creo que marcará la diferencia en Brasil” y “atraerá la atención de otros países”, especialmente de América Latina, expresó la presidenta del Nuevo Banco de Desarrollo (NBD, banco de los BRICS), Dilma Rousseff, en una ceremonia en Brasilia, en la que participó el mandatario brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva.
Esta iniciativa pionera en Brasil se complementará con la instalación de catorce unidades de terapia intensiva inteligentes distribuidas por el país y la modernización de algunos de los hospitales de excelencia del sistema público de salud.
O Brasil avança com inovação, tecnologia e cuidado com a vida das pessoas.
Com a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes, o SUS dá um salto histórico, unindo inteligência artificial, UTIs móveis, cooperação internacional e medicina de alta precisão para quem mais… pic.twitter.com/9grzyqlSHn
— Lula (@LulaOficial) January 8, 2026
Según datos divulgados durante la firma del contrato, Brasil registra alrededor de 300.000 derrames cerebrales al año, con una tasa de mortalidad del 50%, porcentaje que podrá reducirse con la puesta en marcha de esta red de medicina inteligente.
Lula espera que el banco de los BRICS transfiera pronto el dinero del préstamo, con un plazo de devolución de 30 años, para iniciar la construcción del nuevo hospital lo antes posible. “Necesitamos garantizar que el pueblo más humilde no sea invisible; para ellos gobernamos”, enfatizó el presidente.
En su discurso, el jefe de Estado brasileño recordó el periplo médico por el que pasó cuando, en diciembre de 2024, le detectaron una hemorragia intracraneal y tuvo que ser trasladado de urgencia de Brasilia a São Paulo para ser operado.
“Espero que monten una cosa inteligente aquí, en Brasilia, porque si pasó eso con un presidente, imaginen con el pueblo. Cuántas muertes se podrían haber evitado en este país, si las personas tuvieran un mínimo de garantías”, afirmó.
Lula anuncia rede de hospitais com IA e financiamento de R$ 1,7 bi
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta 4ª feira (7.jan.2026) a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes, com uso intensivo de IA (inteligência artificial), integração digital do atendimento e investimentos em alta complexidade.
Lula afirmou que a nova rede amplia o acesso da população mais pobre à alta tecnologia. “O povo não tem avião. Ele tem o ônibus, depois o Samu. Agora precisa ter acesso à inteligência artificial para melhorar a vida”, disse.
Na cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, Lula também assinou o contrato de R$ 1,7 bilhão com o NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), o Banco do Brics, presidido por Dilma Rousseff, que financiará parte central do projeto.
Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes será implantada em 3 eixos, com foco na ampliação do acesso à alta complexidade, redução do tempo de espera e uso intensivo de tecnologia no atendimento.
- 1º eixo – estabelece a construção do 1º hospital público inteligente do país, no Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo. Financiada pelo Banco do Brics, a unidade terá investimento de R$ 1,7 bilhão, cerca de 800 leitos –mais de 300 de UTI– e prazo de 3 a 4 anos para conclusão. O modelo permitirá iniciar o atendimento ainda no SAMU, com transmissão de dados em tempo real e redução do tempo de espera;
- 2º eixo – é a implantação de 14 UTIs inteligentes interligadas, distribuídas por todas as regiões do país, em Estados considerados estratégicos. As unidades usarão IA e telemedicina para monitoramento remoto e padronização de protocolos, com previsão de início de operação de parte delas em 2026. Ficarão no Amazonas, Pará, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Piauí;
- 3º eixo – envolve a modernização de hospitais estratégicos, com diferentes modelos de financiamento. Inclui a reestruturação da rede federal do Rio de Janeiro, o novo hospital de oncologia da Baixada Fluminense, o hospital da Unifesp e o novo Hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, por meio de PPP.
