Justicia brasileña condena a los asesinos de Marielle Franco a indemnizar a su viuda
El Tribunal de Justicia de Río de Janeiro condenó el martes a los asesinos confesos de la concejala Marielle Franco, ocurrido en marzo de 2018, a indemnizar a su viuda, Mónica Benicio.
La corte brasileña responsabilizó de ese modo a Ronnie Lessa y Élcio Vieira de Queiroz, quienes fueron sentenciados en octubre de 2024 por la emboscada que costó la vida a Franco, entonces de 38 años, y a su chofer Anderson Gomes.
La Justicia fijó una sentencia de 200.000 reales (38.500 dólares) por daños morales, además de una pensión mensual equivalente a dos tercios de los ingresos de Franco, con decimotercer salario y vacaciones incrementadas en un tercio, informó el abogado que representa a Mónica Benicio, en un comunicado.
Assassinos de Marielle Franco são condenados a pagar indenização de R$ 200 mil a Monica Benicio https://t.co/wXknpCdwQm
— carla gastal 🇵🇸 🍉🕊️ (@carlagastal) February 10, 2026
En una nota divulgada el martes, Benício afirmó que la decisión judicial tiene un carácter simbólico, que reconoce la interrupción de la historia que ambas construían juntas y el futuro que les fue negado. “La lucha por justicia por Marielle y Anderson no es sobre dinero”, expresó.
Además, indicó que este fallo se produce en vísperas del juicio a quienes ordenaron el asesinato, programado para los días 24 y 25 de febrero en el Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasil.
Marielle Franco fue asesinada junto a su chofer dentro de un automóvil en la región central de Río de Janeiro, mientras su asistente, Fernanda Chaves, quien iba en el asiento trasero, resultó herida por metralla, pero sobrevivió.
En marzo de 2024, los hermanos Brazão fueron detenidos como autores intelectuales del asesinato de la concejala, así como el detective Rivaldo Barbosa, sospechoso de participar en la planificación del hecho e interferir en la investigación.
Los asesinos de Franco, Ronnie Lessa y Élcio Vieira de Queiroz cumplen condenas de 78 y 59 años de prisión, respectivamente, en cárceles de máxima seguridad del país sudamericano.
Justiça do Rio condena assassinos de Marielle Franco a indenizar viúva
By Anna Karina de Carvalho
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou os assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, ao pagamento de indenização por danos morais e pensão mensal à vereadora Mônica Benício, viúva de Marielle.
Marielle e Anderson foram assassinados em março de 2018, na região central do Rio de Janeiro, em uma emboscada pela qual Ronnie e Élcio foram condenados em outubro de 2024.
O juízo julgou procedente o pedido de reparação e fixou R$ 200 mil por danos morais reflexos, a serem pagos solidariamente pelos réus.
A decisão também determinou pensão de dois terços dos rendimentos de Marielle, com 13º salário e férias acrescidas de um terço, desde a data do crime até o limite da expectativa de vida da vítima (76 anos) ou até o falecimento da beneficiária. Marielle tinha 38 anos quando foi assassinada.
O juízo ainda assegurou reembolso e custeio de despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas, a serem apuradas em liquidação.
Em nota, Mônica Benício afirmou que a decisão tem caráter simbólico:
“Essa é uma vitória simbólica, que reconhece a interrupção da história que construíamos juntas e o futuro que nos foi negado. A luta por Justiça por Marielle e Anderson não é sobre dinheiro”, disse.
Segundo ela, “a responsabilização dos mandantes é condição fundamental para que a democracia brasileira dê uma resposta à altura do que foi o assassinato de Marielle e Anderson”.
Julgamento dos mandantes
As investigações indicaram que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão encomendaram o assassinato da vereadora a matadores de aluguel, e que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, planejou o ato, além de ter atrapalhado a investigação, chefiada pelo próprio, antes de o caso ter sido elevado à esfera federal.
Os três são réus em ação que tramita no Supremo Tribunal Federal, com sessão marcada para 24 de fevereiro, uma terça-feira. Também responderão ao crime na Suprema Corte o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.
Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como mandantes do crime e Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução.
Ronald é acusado de realizar o monitoramento da rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa.
De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio.
