Presidente de Brasil promulga ley para fortalecer lucha contra el crimen organizado
El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da silva, promulgó este martes 24 de marzo la Ley Antifacción, con el objetivo de fortalecer la lucha contra el crimen organizado aumentando el control financiero, e instaurando medidas más estrictas en el sistema financiero y penas más duras. El acto se llevó a cabo a puertas cerradas en el Palacio de Planalto.
La norma «endurece las penas para delitos vinculados a estas estructuras, especialmente cuando hay uso de violencia o una actuación organizada, y refuerza la responsabilidad de quienes financian, lideran o integran estas redes», destacó el mandatario en sus redes sociales.
Asimismo, Lula detalló que el proyecto de seguridad amplía las herramientas del Estado para enfrentar a las organizaciones delincuenciales de forma eficaz.
O Governo do Brasil está enfrentando o crime organizado com seriedade. A Lei Antifacção define e endurece o combate às facções, estabelece prazos para investigações, cria incentivos para denúncias e atinge diretamente quem vive da criminalidade.
Os magnatas do crime precisam ser… pic.twitter.com/rWojRZxhA2
— Lula (@LulaOficial) March 25, 2026
La aprobación se produjo tras un intercambio de opiniones entre el Poder Ejecutivo y el Congreso Nacional durante todo el proceso de tramitación de la propuesta. A la ceremonia de firma asistieron el Presidente de la Cámara de Representantes, Hugo Motta, y el Presidente del Senado, Davi Alcolumbre.
El proyecto «amplía los mecanismos para rastrear y bloquear los recursos del crimen» además de facilitar «el intercambio de información entre las fuerzas de seguridad» para dar de forma directa con quienes dirigen organizaciones criminales. «Los magnates del crimen organizado deben ser castigados», destaco el jefe de Estado en redes sociales.
En este sentido, la ley refuerza los mecanismos de estrangulamiento financiero al ampliar el alcance de las medidas para congelar e incautar activos vinculados al crimen organizado. Esto incluye la congelación de cuentas, la incautación de bienes inmuebles, vehículos y acciones corporativas, entre otras medidas.
«Otro punto clave es el combate dentro y fuera de las cárceles, con medidas más estrictas para impedir la actuación de facciones desde el sistema penitenciario» garantizando mayor protección para los profesionales de la seguridad pública.
Lula sanciona lei contra facções criminosas com vetos, após pressão e divergências no Congresso
Por Kellen Barreto, Guilherme Balza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta terça-feira (24), o projeto de lei conhecido como “PL Antifacção”, que cria um marco legal para o combate ao crime organizado no Brasil.
O presidente optou por vetar apenas dois trechos do projeto enviado pelo Congresso (veja mais abaixo).
Atualização: Inicialmente, esta reportagem informava que Lula havia vetado apenas um trecho do projeto. O texto foi corrigido às 17h34.
A nova legislação estabelece diretrizes para o enfrentamento de facções criminosas, como:
foco no fortalecimento das investigações;
aumento de pena, em alguns casos de 20 para 40 anos;
instituição de prazos para investigações; e
mecanismos de bloqueio de bens reversão dos valores aos fundos federais e estaduais de segurança pública.
Trechos barrados
Lula decidiu vetar apenas dois trechos do texto aprovado no Congresso Nacional.
Uma das medidas barradas previa a extensão das penas aplicadas aos integrantes de facções também para as pessoas envolvidas em ações que pudessem ser equiparadas a atividades de organizações criminosas.
Na avaliação do Palácio do Planalto, esse trecho do projeto poderia abrir margem para a criminalização de movimentos sociais e protestos.
Além disso, o governo também prepara um decreto para regulamentar a nova legislação, com publicação prevista para a próxima semana. A norma deve detalhar seis eixos estratégicos de implementação do chamado “PL Antifacção”.
Lula também vetou outro trecho que estabelecia a perda de receita da União ao prever destinação de produtos e valores apreendidos do crime organizado a fundos dos estados e do Distrito Federal.
Segundo a justificativa do veto, a proposição contraria o interesse público «na medida em que reduz receita da União em momento de potencial elevação da demanda por recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública».
«Ademais, incorre em inconstitucionalidade ao incluir outros entes da Federação como destinatários de receita atualmente destinada, em caráter exclusivo, à União, sem apresentar estimativa do impacto financeiro-orçamentário”, diz a justificativa do veto.
Projeto gerou embates
O tema da segurança pública é tratado como uma área sensível para o governo Lula, considerando que a direita ainda leva vantagem nesse quesito perante o eleitorado. Em ano de eleição, o governo deve focar no assunto, considerado como prioridade para os brasileiros.
A proposta ganhou força, sobretudo, após uma megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação policial em outubro do ano passado deixou 121 mortos.
Diante da repercussão, o governo Lula acelerou o envio do projeto ao Congresso Nacional, em meio à pressão para não ficar fora do debate público sobre segurança.
Paralelamente, o Planalto também articulou outras propostas na área, como o aumento de penas para organizações criminosas, e voltou a defender a chamada PEC da Segurança.
A construção e a aprovação do PL Antifacção no Congresso Nacional foram marcadas por divergências entre o governo e a oposição, além de resistências e ajustes dentro do próprio governo e também no Congresso. Em alguns momentos, votações chegaram a ser adiadas por falta de consenso.
Integrantes da base aliada divergiram sobre a abrangência das medidas, especialmente em pontos como:
o aumento de penas;
ampliação de poderes investigativos;
endurecimento do regime para líderes de facções.
Alguns setores do Palácio do Planalto defenderam uma abordagem mais estruturante, com foco em inteligência e integração entre forças de segurança.
Articulação do governo
As negociações se intensificaram ao longo dos meses, com sucessivas alterações no texto para viabilizar a aprovação no Congresso Nacional.
A Câmara dos Deputados aprovou uma versão diferente da proposta original do governo, enquanto o Senado Federal deu aval a um texto que retomava pontos defendidos pelo Planalto.
O projeto que chegou para a sanção do presidente Lula cria um novo tipo penal, amplia penas, estabelece prazos diferenciados para inquéritos e fortalece instrumentos voltados à asfixia financeira das facções criminosas.
A taxação das bets, para financiar ações na área da segurança pública, como desejava o governo, ficou de fora. Esse era um ponto polêmico e de grande divergência.
Ano de eleições
O governo Lula reconhece que a segurança pública é uma área em que enfrenta maior desgaste político e pressão da oposição.
Ao mesmo tempo, o tema ganhou centralidade no debate internacional, com a política de endurecimento no combate ao crime organizado defendida presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O governo norte-americano, inclusive, ameaça a colocar o PCC e o Comando Vermelho na classificação de organizações terroristas estrangeiras.
Nesse contexto, aliados de Lula avaliam que é estratégico para o Planalto assumir protagonismo na pauta e consolidar uma narrativa própria de enfrentamento à criminalidade de olho no cenário eleitoral.
