Lula y Ramaphosa por fortalecer cooperación entre Brasil y Sudáfrica
Durante la visita de Estado del mandatario sudafricano, ambos líderes sostuvieron una reunión en la que revisaron temas bilaterales, regionales y multilaterales, además de firmar instrumentos destinados a impulsar los vínculos económicos, comerciales y políticos entre los dos países.
En declaraciones posteriores a la prensa, Lula remarcó que los dos países comparten la convicción de que el Sur Global debe tener una voz activa en las decisiones internacionales importantes.
Además, destacó que Brasil y Sudáfrica comparten la defensa de un orden internacional más equilibrado, basado en el derecho internacional y el multilateralismo, y recordó que ambas naciones cooperan en espacios como el BRICS, el Foro de Diálogo India-Brasil-Sudáfrica y el G20.
De acuerdo con el mandatario brasileño, el intercambio comercial bilateral se mantiene estancado desde hace casi dos décadas, con un volumen cercano a los dos mil 300 millones de reales (438 millones de dólares), cifra que, afirmó, está lejos del potencial de dos de las economías más industrializadas del Sur Global.
Sudáfrica es el país más industrializado del continente africano y Brasil el más industrializado de América Latina. No existe ninguna explicación para que nuestro comercio no supere los 10 mil millones de dólares, señaló.
En ese sentido, ambos gobiernos firmaron un acuerdo entre la Agencia Brasileña de Promoción de Exportaciones e Inversiones (Apex-Brasil) y el Departamento de Comercio, Industria y Competitividad sudafricano, destinado a ampliar las inversiones y los intercambios comerciales.
También renovaron por cuatro años el Plan de Acción en Turismo para promover los viajes de ocio y negocios entre ambas naciones.
Por su parte, Ramaphosa agradeció la solidaridad histórica del pueblo brasileño y resaltó la importancia de ampliar la cooperación en sectores estratégicos como agricultura, educación básica, agroindustria y comercio.
El fortalecimiento de nuestra cooperación económica es imperativo, manifestó, al señalar que su país busca ampliar el acceso recíproco a mercados y desarrollar exportaciones con mayor valor agregado.
Ramaphosa subrayó además que Sudáfrica puede servir como puerta de entrada para Brasil hacia el continente africano, mientras que el país sudamericano representa un acceso estratégico para América Latina y el Caribe.
En el plano internacional, ambos líderes expresaron preocupación por la escalada del conflicto en Medio Oriente y reiteraron el llamado a una solución pacífica basada en el diálogo y en los principios de la Carta de las Naciones Unidas.
Lula cita preocupação com conflito no Irã e fala em ampliar defesa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa.
“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, disse Lula, ao receber Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.
«Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos», pontuou.
O presidente brasileiro defendeu que os dois países do Sul Global articulem uma parceria estratégica para se tornarem um mercado relevante para a indústria de defesa.
A declaração de Lula foi dada após assinatura de acordos bilaterais nas áreas de turismo, de comércio exterior e da indústria, no Palácio do Planalto. A visita do presidente sul-africano ao Brasil vai até esta terça (10).
Lula também reiterou o perfil pacífico da América do Sul e que as tecnologias têm uso civil.
“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui, ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Nossos drones são para agricultura, para a ciência e tecnologia e não para a guerra.”
Preço do petróleo
Lula também manifestou sua “profunda preocupação” com a escalada de conflito no Oriente Médio que, segundo o presidente, representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacional. “O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura.”
O presidente Lula afirmou que, por conta da guerra contra o Irã, o preço do petróleo já vem subindo em quase todo mundo e deve encarecer ainda mais..
Lula destacou também os impactos humanitário e econômico do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel atacarem de forma coordenada o Irã. Os bombardeios matarem o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei e quase duas centenas de pessoas em Teerã.
“Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, de insumos e de alimentos. São mais vulneráveis, sobretudo, as mulheres e as crianças que sofrem os impactos mais severos dessas crises”, declarou Lula.
Terras raras
Durante a declaração à imprensa, o mandatário brasileiro explicou que o Brasil tem potencial para exploração de minerais críticos considerados essenciais para a transição energética e digital em curso.
O presidente Lula disse ainda ao presidente da África do Sul que é preciso repensar o papel da exploração dos recursos naturais nos territórios.
“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito por minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro.”
Para o presidente Lula o caminho é o fortalecimento das cadeias produtivas da mineração dos dois países, a partir do conhecimento do potencial mineral das duas nações.
“Chega! Já levaram toda a nossa prata, todo o nosso ouro, todo o nosso diamante, todo o nosso minério de ferro. O que mais querer levar? Quando a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou.
Lula enfatiza que não é questão de tomada de decisão política, mas que é preciso tirar proveito da exploração de minerais críticos para melhorar as condições de vida da população.
Democracia
O presidente Lula confirmou que em 18 de abril estará em Barcelona (ES) a convite do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para quarta reunião Em defesa da Democracia.
“Queremos aproximar nossos países nos temas de regulação do ambiente digital, inteligência artificial e a valorização das fontes de informação de qualidade, incluindo tantas políticas domésticas quanto a articulação para fortalecer essa agenda no ambiente multilateral.”
Por fim, Lula enfatizou que o Brasil e a África do Sul compartilham a convicção de que o Sul Global deve ter voz ativa nas grandes decisões internacionais.
