Brasil | Lula afirma en la ONU qué: «Brasil no cabe en el patio trasero de nadie»

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Lula afirma en la ONU que «Brasil no cabe en el patio trasero de nadie»

El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmó este martes durante su discurso en la apertura de la 81.ª Asamblea General de Naciones Unidas en Nueva York que «Brasil no cabe en el patio trasero de nadie».

Lula advirtió de las «tentaciones hegemónicas» en América Latina de «la mayor potencia del mundo», en alusión a Estados Unidos, recalcando que la región y Brasil necesitan de «socios con una agenda positiva» y no de presiones externas.

El gobernante brasileño, que fue el primer orador en la Asamblea General por tradición en la ONU, criticó la «insensatez» de las superpotencias por su papel en los conflictos abiertos y el «inmovilismo» del Consejo de Seguridad de la ONU.

En ese sentido, subrayó que este es el «momento más crítico de Naciones Unidas» desde que él realizó su primer discurso en la ONU en 2003.

«Las concesiones a ley del más fuerte pasaron de los límites», aseveró Lula, a la vez que advirtió del riesgo de que los conflictos regionales se vuelvan globales.

El gobernante brasileño defendió una solución negociada a la guerra de Ucrania y llamó a los miembros del Consejo de Seguridad a reunirse para poner fin a este conflicto y al de Irán.

«El multilateralismo es un pilar indispensable frente a un panorama global fragmentado por la proliferación de conflictos armados», aseveró.

Brasil reivindica desde hace décadas la ampliación del Consejo de Seguridad de la ONU para incluir a países del denominado sur global, entre los que aspira a un asiento permanente en el organismo.

SWISS INFO


“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou Lula perante a ONU

Pedro Peduzzi y Paula Laboissière

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defendeu novamente a soberania dos países e citou especificamente os casos da América Latina e do Brasil, onde, segundo ele, há tentativas de influência estrangeira sobre os processos políticos nacionais.

Lula afirmou que a América Latina e o Caribe enfrentam pressões decorrentes de sua proximidade com as grandes potências.

“Na América Latina e no Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inevitável, especialmente no contexto do ressurgimento das ambições hegemônicas. O Brasil não pertence ao quintal de ninguém”, declarou o presidente durante seu discurso na cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, realizada nesta terça-feira (22) em Nova York.
“Estamos testemunhando, mais uma vez, interferência externa nos processos eleitorais; a divisão do mundo em zonas de influência e as incursões neocoloniais em busca de recursos estratégicos são gestos anacrônicos”, enfatizou, citando situações recentes na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba.

Segundo o líder brasileiro, a região percorreu um longo caminho na consolidação de regimes democráticos após períodos de ditadura e autoritarismo. Nesse contexto, ele defendeu maior integração regional e respeito à autodeterminação dos povos.

“Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que promova o desenvolvimento. As diferenças ideológicas não devem impedir uma maior integração entre os países vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes excepcionais. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, afirmou.

A democracia está em perigo.
Lula alertou para o que chamou de retorno a práticas incompatíveis com a ordem internacional contemporânea. «A democracia está novamente ameaçada», afirmou. Ele acrescentou que o mundo está testemunhando mais uma vez «interferência externa nos processos eleitorais», a divisão de países em esferas de influência e «ofensivas neocoloniais» em busca de recursos estratégicos.

Referindo-se aos países da região, ele afirmou que cada nação deve definir seu próprio caminho. Segundo ele, o povo venezuelano deve decidir seu destino sem interferência externa, enquanto a Nicarágua não resolverá seus problemas impedindo a participação da oposição nas eleições.

Lula também mencionou a crise humanitária no Haiti e criticou novamente o embargo econômico contra Cuba.

Redes de desinformação
O presidente do Brasil abordou o papel das redes de desinformação nas campanhas eleitorais e afirmou que o Estado brasileiro estará vigilante contra possíveis tentativas de interferência.

“Não subestimamos o desafio representado pelas redes de desinformação que procuram contaminar o debate público durante a campanha”, afirmou.

Em seguida, expressou sua confiança nas instituições e no sistema eleitoral do país: “Não permitiremos que os inimigos da democracia, sejam internos ou externos, minem a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos desviará desse caminho”, declarou.

Negacionismo
Lula também destacou os perigos das chamadas “notícias falsas”, especialmente no que diz respeito a descobertas científicas em áreas como saúde e meio ambiente. “Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências científicas”, afirmou, defendendo a luta contra o negacionismo.

“Jamais esqueceremos os milhões de vidas perdidas devido à negligência no combate à COVID-19. As campanhas antivacina estão fazendo com que doenças que pensávamos estarem erradicadas reapareçam. O enfraquecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) nos torna a todos mais vulneráveis.”
“Até recentemente, a resposta às mudanças climáticas era central na agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e infligir uma derrota ao negacionismo.”

Segurança pública
Ao abordar a segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional e defendeu a cooperação internacional em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

“Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou.

O presidente acrescentou que o combate ao crime deve ser realizado por meio da cooperação entre governos, e não por meio de ações militares externas. «Não precisamos de porta-aviões patrulhando nossas águas; precisamos de cooperação para conter o fluxo de armas e dinheiro que alimenta o crime organizado», afirmou.

Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos uma proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro cometida por criminosos brasileiros no exterior.

O presidente brasileiro também afirmou que o país tem fortalecido a coordenação entre os estados e ampliado as medidas de combate às organizações criminosas.

AGENCIA BRASIL

 

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