Lula da Silva aboga por la paz en la región en llamada con Trump
Durante una conversación telefónica de 50 minutos sostenida este lunes con su homólogo estadounidense, Donald Trump, el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, destacó la importancia de preservar la paz en la región. El mandatario brasileño centró esta postura en la situación de Venezuela, resaltando la prioridad de trabajar por el bienestar del pueblo venezolano.
Conversei hoje ao telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Abordamos temas relacionados à relação bilateral e à agenda global. Trocamos informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente…
— Lula (@LulaOficial) January 26, 2026
En el marco de la agenda global, el líder brasileño propuso que el Consejo de Paz presentado por Estados Unidos se restrinja al conflicto en la Franja de Gaza y que se asegure un espacio de participación para Palestina.
Esta petición refuerza la posición histórica de Brasil a favor de una reforma integral de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) que amplíe el número de miembros permanentes en su Consejo de Seguridad.
Recientemente, el asesor de Asuntos Internacionales de la presidencia, Celso Amorim, indicó que el Gobierno brasileño no está de acuerdo con el “Consejo de Paz” propuesto por Donald Trump, por considerarlo confuso y unilateral.
“Las cosas no están claras. Una cosa es una invitación a un Consejo de Paz derivada de una resolución de la ONU. No sé si Brasil participará o no, pero es algo a considerar. (…) La propia carta (del consejo propuesto por Trump) es confusa (…) en la práctica, representa una revocación de la ONU, sobre todo en el área de paz y seguridad (…) Esa parte, claramente, no veo cómo aceptarla, no se puede considerar una reforma de la ONU hecha por un país”, afirmó Celso Amorim en una entrevista.
En materia de cooperación bilateral, “intercambiamos información sobre indicadores económicos de ambos países, que apuntan a buenas perspectivas para ambas economías. El presidente Trump afirmó que el crecimiento económico de Estados Unidos y Brasil es positivo para la región en su conjunto”, se lee en la publicación del mandatario suramericano en redes sociales.
En esta misma línea, agregó: “Celebramos la buena relación forjada en los últimos meses, que resultó en la eliminación de una parte significativa de los aranceles aplicados a los productos brasileños”.
Lula también puso sobre la mesa una propuesta para intensificar la lucha contra el crimen organizado. El planteamiento incluye el congelamiento de activos financieros y una mayor vigilancia sobre el tráfico de armas, una iniciativa que busca fortalecer el intercambio de datos entre ambos países y que, según Lula, fue bien recibida por el mandatario estadounidense.
Tras este intercambio, se confirmó que el presidente Lula visitará Washington, una vez concluidos sus compromisos diplomáticos en India y Corea del Sur en febrero, “en una fecha que se determinará pronto»
Lula conversa com Trump e pede mudanças em Conselho da Paz
O presidente Lula conversou por telefone, na manhã desta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na conversa, Lula sugeriu que Trump incluísse um assento para a Palestina no Conselho da Paz, colegiado idealizado, criado e presidido pelo estadunidense. Além disso, Lula sugeriu que o conselho se limitasse a discutir as questões relacionadas à Faixa de Gaza.
O teor da conversa entre os presidentes foi divulgado pelo Palácio do Planalto, em nota. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro também reforçou a importância de uma reforma abrangente na Organização das Nações Unidas (ONU), ampliando o número de membros permanentes do Conselho de Segurança.
Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em um evento em Salvador, ele chegou a criticar a proposta de criação do Conselho da Paz. Para o presidente brasileiro, Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono.
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Venezuela
Na conversa, os dois presidentes também trataram de questões relacionadas à Venezuela. Lula reiterou o que já vem falando sobre o assunto: a importância de manter a paz no continente.
Além disso, Lula voltou a propor um fortalecimento na cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.
“Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano”, afirmou o Planalto.
Economia
Ainda de acordo com o Planalto, Lula e Trump também conversaram sobre o estreitamento da relação entre Brasil e EUA, e como isso se reflete positivamente na economia.
“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”.
Os dois se encontraram pessoalmente pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro. Foi um rápido encontro e cumprimento, mas o norte-americano afirmou ter tido uma «química excelente» com Lula.
Ambos se encontraram novamente em outubro, na 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Dessa vez, puderam sentar e conversar em uma reunião classificada como «muito positiva» pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira. No mês seguinte ao encontro, os Estados Unidos retiraram a sobretaxa de 40% sobre vários produtos brasileiros.
Visita aos EUA
Durante a conversa, que durou 50 minutos, ficou combinada uma visita de Lula aos Estados Unidos. Não foi definida uma data, mas a visita deve ocorrer após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.
