Lula a líderes latinoamericanos: «seguir divididos nos hará a todos más frágiles”
En el marco del Foro Económico Internacional del Banco de Desarrollo de América Latina (CAF) en Panamá, el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, refirió que el proceso de unión latinoamericana y caribeña atraviesa uno de sus momentos de menor fuerza, «en un contexto global de ruptura del orden liberal, de resurgimiento del proteccionismo y el unilateralismo».
«Nosotros, los latinoamericanos, tenemos el poder de construir nuestro futuro. De decidir que nuestros países pueden ser fuertes, prósperos y justos. Juntos, podemos transformar nuestra historia», manifestó.
Al declarar ante más de 4.000 asistentes, incluidos mandatarios de varios países, que la división debilita a la región frente a los cambios globales, el mandatario dijo que “de opciones guiadas por el pragmatismo podríamos superar divergencias ideológicas y construir alianzas sólidas y positivas adentro y afuera de la región, esa es la única doctrina que nos conviene: seguir divididos nos hará a todos más frágiles”.
En este sentido, Lula evocó el legado del Libertador Simón Bolívar y el Congreso Anfictiónico de Panamá en 1826, que sentó principios fundamentales para la convivencia regional, alertando que “dos siglos han pasado desde el Congreso de Panamá y vivimos uno de los momentos de mayores retrocesos en materia de integración».
En el Foro Económico de América Latina y el Caribe @LulaOficial lamenta que la región esté dividida mirando más hacia afuera que a si misma. Propone una unificación con base en el “pragmatismo”. pic.twitter.com/6h2PkUAhcO
— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) January 28, 2026
Como ejemplos concretos de este retroceso, el presidente brasileño citó el colapso de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), la cual «sucumbió al peso de la intolerancia que impidió la convivencia de visiones diferentes», y señaló el debilitamiento de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac), criticando que este organismo «no pudo conseguir una única declaración contra intervenciones militares ilegales».
Lula también identificó factores externos que complejizan la unidad, destacando la cercanía geográfica con Estados Unidos, “sobre todo en el contexto en que recrudecen las tentaciones hegemónicas”. “La historia muestra que el uso de la fuerza jamás cimentará el camino para superar los flagelos que afectan este hemisferio, que es de todos nosotros”, aseveró.
Frente a este escenario de fragmentación interna y avance imperial, el presidente brasileño agregó que “si seguimos divididos, terminaremos este siglo tan pobres como lo empezamos”.
📌 Desde São Paulo, #Brasil 🇧🇷, se alzan voces en apoyo a #Venezuela 🇻🇪. Manifestantes exigen la libertad del presidente Nicolás Maduro y la primera dama Cilia Flores, al tiempo que denuncian enérgicamente las agresiones y el asedio del gobierno de Donald Trump contra la… pic.twitter.com/cjlcCL5RBI
— teleSUR TV (@teleSURtv) January 28, 2026
En un contexto donde Estados Unidos invadió Venezuela y secuestró al presidente Nicolás Maduro el pasado 3 de enero, el mandatario Lula señaló que “la única guerra que necesitamos librar es contra el hambre y la desigualdad y las únicas armas deben ser las inversiones, la transferencia tecnológica y el comercio justo y equilibrado”.
El presidente de la República Federativa de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, arribó la tarde del 27 de enero a la ciudad de Panamá para participar en la segunda edición del Foro Económico Internacional América Latina y el Caribe 2026.
“Divididos, somos frágeis”, diz Lula ao defender integração na AL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a América Latina e o Caribe só resolverão seus problemas caso os enfrentem de forma conjunta. Nesta quarta-feira (28), durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá, Lula destacou os ativos políticos e econômicos que podem, via integração regional, favorecer todos os países, tornando-os mais relevantes no cenário mundial.
Nós, latino-americanos, temos o poder de construir nosso futuro. De decidir que nossos países podem ser fortes, prósperos e justos. Juntos, podemos transformar a nossa história. pic.twitter.com/UDFPGh5AY8
— Lula (@LulaOficial) January 28, 2026
“Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, discursou o presidente durante a sessão de abertura do fórum, ao citar as “credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais excepcionais” que os países latino-americano e caribenhos têm “para aspirar a uma presença relevante no contexto mundial”.
Lula ponderou que, para atingir esses objetivos, é fundamental que as lideranças regionais estejam comprometidas com mecanismos institucionais e que “articulem de forma equilibrada os distintos interesses nacionais de nossa região”.
Segundo Lula, falta às lideranças regionais convicção sobre os benefícios de adoção de um projeto mais autônomo de inserção internacional. Nesse sentido, sugeriu que os países da região levem em consideração as riquezas inexploradas que poderão garantir uma inserção competitiva na ordem global.
“Dispomos de ativos de ordem política e econômica que podem conferir materialidade ao impulso integracionista”, argumentou o presidente ao enumerar, entre esses ativos, o potencial energético relacionado às reservas de petróleo e gás, a hidroeletricidade, os biocombustíveis, e a energia gerada a partir das matrizes nuclear, eólica e solar.
O presidente citou também como ativos o fato de a região contar com a maior floresta tropical do planeta; e as variadas condições de solo e clima e os avanços científicos e tecnológicos para a produção de alimentos.
“Reunimos também recursos minerais abundantes, inclusive minérios críticos e terras raras, essenciais para a transição energética e digital”, disse o presidente brasileiro ao afirmar que “minerais críticos e as terras raras só têm sentido se for para enriquecer os nossos países, e se tivermos coragem de construir parcerias, gerando riqueza, emprego e desenvolvimento em nossos países”.
Lula lembrou que, juntos, os países da região formam um mercado consumidor com mais de 660 milhões de pessoas. Além disso, disse que não há conflitos graves entre os países participantes do fórum; e que, predominantemente, todos governo foram eleitos democraticamente.
“A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém”, afirmou.
“Não há nenhuma possibilidade de qualquer país da América Latina, sozinho, achar que vai resolver os problemas. Temos 525 anos de história. Muitas vezes a colonização não estará na interferência de outro, mas na formação cultural que o nosso o povo teve. Precisamos mudar de comportamento. Vamos criar um bloco. Um bloco que possa dizer que a gente vai acabar com a fome em nossos países”, concluiu.
Por ser convidado especial, o presidente brasileiro foi o segundo a discursar, logo após o presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino. A expectativa é que Lula retorne ao Brasil ainda hoje, ao final do dia.
O Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe seguirá até o dia 30.
