Lula advierte que el control de la IA por unos pocos es «dominación» y no innovación
El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, denunció este jueves en la Cumbre de Impacto de la Inteligencia Artificial (IA) que la concentración de capacidades computacionales y datos en manos de «pocos países y empresas» amenaza con convertir a la IA en un instrumento de dominación política y económica.
«Cuando pocos controlan los algoritmos y las infraestructuras digitales, no estamos hablando de innovación, sino de dominación. Los datos generados por nuestros ciudadanos están siendo apropiados sin una contrapartida equivalente en generación de valor en nuestros territorios«, señaló Lula da Silva ante los jefes de Estado y Gobierno presentes en el evento.
En medio de su discurso en la sesión plenaria de la Cumbre Impacto IA 2026, celebrada en la capital india Nueva Delhi, el mandatario suramericano afirmó que el modelo de negocio de las grandes tecnológicas depende de la renuncia al derecho a la privacidad y de la monetización de contenidos que amplifican la radicalización política.
Presidente Lula participa da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificialhttps://t.co/RUjT8DaFM6
— Lula (@LulaOficial) February 19, 2026
Lula da Silva comparó el impacto de la IA con el de la energía atómica o la ingeniería genética, subrayando su carácter dual.
«El régimen de gobernanza de estas tecnologías definirá quién participa, quién es explorado y quién quedará al margen de este proceso», remarcó el líder brasileño, quien instó a colocar al ser humano en el centro de toda decisión tecnológica.
A pesar de reconocer su potencial para la medicina y la productividad, alertó de que los contenidos manipulados por IA están distorsionando los procesos electorales y poniendo en riesgo la estabilidad democrática global.
Frente a este escenario, Lula da Silva defendió una gobernanza internacional liderada por la ONU, calificándola como el único foro con la universalidad suficiente para garantizar un desarrollo multilateral e inclusivo.
Lula chega a Nova Déli para sua quinta visita à Índia. Comitiva tem 12 ministros. Na agenda, entre outros: inteligência artificial, minerais críticos, agricultura e geopolítica. @JornalOGlobo pic.twitter.com/9Ji6ShqfSI
— Marcelo Ninio马赛龙 (@MarceloNinio) February 19, 2026
Lula destacó la participación de Brasil en la iniciativa liderada por China para crear una Organización Internacional para la Cooperación en IA centrada en los países en desarrollo.
El presidente suramericano insistió que la IA no debe profundizar las desigualdades, sino servir para reducir la brecha entre el Norte y el Sur Global.
Cooperación Brasil Google
La empresa tecnológica Google desea profundizar su cooperación con Brasil, informó el presidente Lula da Silva, tras mantener un encuentro con el máximo ejecutivo de la multinacional estadounidense, Sundar Pichai.
Desde su cuenta de X, Lula precisó que la reunión tuvo lugar a petición de Pichai al margen de la cumbre mundial sobre inteligencia artificial que se celebra en la India.
Mantive reunião hoje (19) com Sundar Pichai, CEO do Google, a seu pedido, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), na Índia. Pichai falou da importância do Brasil para o Google, dos investimentos da empresa no país, da abertura do Centro de Engenharia em… pic.twitter.com/BmeJnbZy4B
— Lula (@LulaOficial) February 19, 2026
«Pichai habló sobre la importancia de Brasil para Google, las inversiones de la compañía en el país, la apertura del Centro de Ingeniería en São Paulo, y las acciones de infraestructura y alianzas con el sector público […] Google manifestó su compromiso de profundizar su alianza con el gobierno brasileño y ampliar las acciones con el sector privado en el país», tuiteó Lula.
Lula chega à Índia e primeiro compromisso é cúpula sobre IA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta quarta-feira (18) em Nova Délhi, capital da Índia, para uma visita a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi. O primeiro compromisso de Lula amanhã (19) será a participação na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no mundo.
O evento começou na segunda-feira (16) e Lula deve discursar durante a plenária de alto nível, ao lado de outros chefes de Estado e grandes executivos do setor. O evento dará sequência ao chamado «processo de Bletchley», série de reuniões intergovernamentais sobre segurança, governança e colaboração global em IA.
Também serão debatidos assuntos relacionados a fontes de recursos para a democratização da tecnologia, bem como seu uso para empoderamento social, inovação e desenvolvimento social. Esta será a primeira vez que um presidente brasileiro comparecerá a um evento global de alto nível sobre o tema.
Na sexta-feira (20), o governo brasileiro organiza um evento paralelo chamado IA para o bem de todos, que vai tratar das perspectivas brasileiras para o futuro da inteligência artificial. O encontro vai contar com a presença de ministros de Estado – representando as pastas de Ciência, Tecnologia e Informação, Gestão e Inovação nos Serviços Públicos, Educação, Saúde e Comunicações.
Esta é a segunda viagem de Lula à Índia no atual mandato e uma retribuição à visita do primeiro-ministro indiano ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do Brics.
“A agenda representa novas oportunidades de cooperação bilateral, especialmente em termos econômicos, turísticos, agrícolas, energéticos e sustentáveis”, destacou a Presidência, em comunicado.
Agenda bilateral
Brasil e Índia mantêm parceria estratégica desde 2006 e, durante a visita, devem ser firmadas parcerias sobre terras raras e minerais críticos. Também está prevista a assinatura da declaração Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro.
A visita será oportunidade para o reforço político às negociações de ampliação do acordo de comércio Mercosul-Índia, além de oficializar o novo prazo de validade de vistos de negócios e turismo, de cinco para dez anos, entre os países.
São esperados ainda avanços nas colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano.
Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Atualmente, a Índia é o 10° destino das exportações do Brasil. Entre os produtos mais exportados estão óleos brutos de petróleo, açúcares e melaços, gorduras e óleos vegetais, e minério de ferro.
De acordo com o governo, as relações entre Brasil e Índia passam por um momento de ascensão, sustentadas por complementaridades econômicas e tecnológicas.
Um dos acordos firmados entre o Brasil e a Índia – durante visita do primeiro-ministro Modi, no ano passado – é o conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos. São eles: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.
A Índia também é uma potência farmacêutica e de tecnologia em saúde e devem ser firmados acordos no setor para atração de investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil.
Lula e Narendra Modi têm posições coincidentes na pauta internacional e devem firmar documento sobre temas como desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza.
Lula ainda participará da inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Índia. A instituição está organizando um fórum empresarial que já conta com a participação de mais de 300 empresários brasileiros, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.
Coreia do Sul
Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente Lula se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático. Também está previsto um fórum empresarial com cerca de 230 empresários brasileiros.
O governo brasileiro pretende, com a viagem, ampliar o comércio entre os dois países e, para isso, deve ser assinado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica. As ações devem alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.
O comércio bilateral Brasil-Coreia do Sul chegou a US$ 10,8 bilhões em 2025. O país ocupa o 13° lugar de destino das exportações brasileiras e entre os principais itens vendidos estão óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool, e café não torrado.
