Brasil | Lula advierte en la cumbre del G7 sobre la persistente desigualdad global

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Lula advierte en cumbre del G7 sobre la persistente desigualdad global

El presidente de Brasil, Luis Ignacio Lula Da Silva, criticó la insuficiencia de respuestas internacionales frente a las crisis del mundo contemporáneo, al intervenir como invitado especial en la reunión ampliada del G7 que se celebra en la ciudad francesa de Evian.

«En los últimos años , la desigualdad entre ricos y pobres ha aumentado, el primer trillonario del mundo es más rico que el 46 por ciento más pobre de la población mundial», señaló el jefe de Estado brasileño refiriéndose al magnate Elon Musk.

Lula enfatizó que los líderes del G7 llevan años anclados en dogmas neoliberales que han agravado la desigualdad económica y la crisis política que amenazan las democracias.

También cuestionó que muchos países estén andando «en dirección contraria» a la Agenda 2030 impulsada por la Organización de las Naciones Unidas (ONU), para erradicar la pobreza y proteger el medio ambiente. Defendió la necesidad de elevar el financiamiento climático hasta al menos 1.3 billones de dólares para acelerar la implementación de los compromisos asumidos en el Acuerdo de París.

Respecto al peso de la deuda externa sobre las economías en desarrollo, Lula llamó a implementar mecanismos innovadores de financiamiento, incluidos los canjes de deuda por acciones climáticas o inversiones sociales, con miras a ampliar la capacidad de inversión de las naciones más vulnerables.

Durante su participación en la cumbre del G7, el líder suramericano remarcó la importancia de garantizar que los procesos de transición energética y digital no reproduzcan los patrones históricos de concentración de beneficios económicos.

TeleSUR


No G7, Lula cobra empenho dos países ricos diante de desigualdades

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para redução das desigualdades no mundo. O discurso foi feito em Évian, na França, durante a Cúpula do g7, que reúne as principais economias do mundo.

De acordo com o presidente, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

“Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe. A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo”, disse Lula.

O presidente brasileiro foi convidado para o encontro do G7. “Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica”, afirmou.

Crítica às guerras

Lula afirmou que, no ano passado, alertou que o Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% do financiamento. “A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento”, destacou.

Ainda sobre os gastos militares anuais, ele lamentou que houve uma soma de quase US$ 3 trilhões. “Não são cifras abstratas. Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento”.

Esses impactos, segundo o presidente, afetam milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada, à educação e à saúde. “O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos”, afirmou Lula.

Lula recordou que, em 2003, uma das primeiras tarefas dele como presidente foi participar da Cúpula do então-G8. Desde aquele ano, houve outras nove cúpulas do G8 ou G7. “Em todas nos defrontamos com desafios que afetam milhões de pessoas. Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras”.

«Respostas falaciosas»

Lula contextualizou que prosperaram discursos que defenderam desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade como fins em si mesmos. “Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”.

Sem citar o nome do empresário Elon Musk, Lula apontou que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

“Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma assimétrica”.

Lula ainda acrescentou que a Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para o que seria a direção correta. “O desafio não é administrar a escassez. O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política”.

Agencia Brasil