Brasil | Lula da Silva se reúne con el senador de EEUU Bernie Sanders en el marco de su viaje a Nueva York por la Asamblea General de la ONU
Presidente Lula se reunió con el senador estadounidense Bernie Sanders
El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, quien se encuentra en Nueva York para participar en la Semana de Alto Nivel del periodo de sesiones de la 81ª Asamblea General de las Naciones Unidas, se reunió en la noche de este lunes con el senador estadounidense Bernie Sanders.
A través de X, Lula resumió la reunión con Sanders: «Abordamos temas globales, como la defensa del multilateralismo, la paz y la democracia. En este contexto, condenamos el aumento del gasto militar, la profundización de las desigualdades y la precariedad laboral en diversas partes del mundo. Expresamos nuestra preocupación por el extremismo y abogamos por la urgente necesidad de una gobernanza multilateral de la inteligencia artificial. Asimismo, promovimos una mayor participación de los jóvenes y las mujeres en la política a todos los niveles».
Coincidieron en la necesidad de reformar el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas. De acuerdo con Lula, Sanders le ofreció impresiones sobre la situación económica y política al interior de la sociedad estadounidense, así como su perspectiva sobre las elecciones de medio término, previstas para el martes 3 de noviembre.
Na tarde desta segunda-feira (21), tive uma reunião com o senador Bernie Sanders, em Nova York, no contexto da semana de Alto Nível das Nações Unidas.
Dialogamos sobre temas globais, como a defesa do multilateralismo, da paz e da democracia. Repudiamos, nesse contexto, o aumento dos gastos militares, o aprofundamento das desigualdades e a precarização da situação dos trabalhadores em diversas partes do mundo.
Manifestamos preocupação com o extremismo e defendemos a necessidade urgente de uma governança multilateral da inteligência artificial. Defendemos, também, maior participação dos jovens e das mulheres na política, em todos os níveis.
O senador Sanders apresentou sua perspectiva sobre as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, bem como sobre a situação política e econômica do país.
Comentei com ele o contexto eleitoral no Brasil e apresentei algumas das políticas públicas de inclusão implementadas no atual mandato, em especial na área de saúde. O senador Sanders manifestou interesse em conhecer a experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde.
📸 @ricardostuckert
— Lula (@LulaOficial) September 22, 2026
En este sentido, adelantó que cree que los demócratas ganarán los comicios, en los cuales se votará para elegir, entre otras autoridades, a los 435 escaños de la Cámara de Representantes además de un tercio de los 100 escaños del Senado. Sanders también se interesó por la experiencia brasileña con el Sistema Único de Salud.
Medios locales reportaron que Sanders preguntó a Lula si temía algún tipo de injerencia en las próximas elecciones brasileñas. Lula respondió que, por el momento, no hay indicios de injerencia, pero no descartó tal posibilidad.
El mandatario explicó que Brasil se mantiene alerta, especialmente en lo que respecta a las redes sociales, a la luz de recientes revelaciones sobre las maniobras del operador político de ultraderecha, Fernando Cerimedo y el uso de granjas de bots para difamar a líderes de izquierda y robar numerosas elecciones en América Latina.
De igual manera, añadió que está particularmente preocupado por la actitud del secretario de Estado, Marco Rubio, quien tiene estrechos vínculos con el clan Bolsonaro.
Durante la reunión no faltaron los momentos de jovialidad. Lula compartió una broma y dijo a Sanders que ambos eran muy jóvenes y añadió: «Aquí tenemos 165 años de juventud», dijo.
El encuentro con Sanders, figura destacada de la política progresista estadounidense, cerró la agenda de contactos bilaterales de Lula este lunes en Nueva York.
El encuentro permitió identificar visiones comunes y abordar temas de la agenda internacional en el contexto de la postura que el mandatario suramericano mantiene en favor de la defensa del multilateralismo y el fortalecimiento de los espacios de diálogo entre las naciones.
Esta reunión se desarrolló como antesala a sus compromisos centrales en la sede de las Naciones Unidas, donde Lula se reunirá con el secretario general del organismo, António Guterres, y pronunciará el discurso inaugural del debate general para abordar la paz, la cooperación internacional, la reforma de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) y la lucha contra la pobreza y el hambre.
Previamente, el gobernante hizo énfasis en sus plataformas digitales en que acude al encuentro internacional como representante de un país soberano que exige respeto y cuida a su población, antes de regresar a Brasil para proseguir sus actividades de cara a las elecciones de octubre próximo.
La reunión con Sanders se concretó tras los encuentros previos del mandatario brasileño con el mandatario uruguayo, Yamandú Orsi, y con el alcalde neoyorquino, Zohran Mamdani, como parte de la agenda que desarrolla en la urbe estadounidense.
Em conversa com Sanders, Lula minimiza risco de interferência dos EUA nas eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)afirmou ao senador estadunidense Bernie Sanders que não há, neste momento, indícios de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, embora não tenha descartado a possibilidade de uma tentativa de ingerência. O chefe do Executivo ressaltou que o Brasil permanece vigilante, especialmente em relação às redes sociais.
As declarações foram feitas durante um encontro de cerca de 40 minutos entre Lula e Sanders nesta segunda-feira (21), em Nova York, segundo a coluna da jornalista Priscila Yazbek, na CNN Brasil. De acordo com fontes que acompanharam a reunião, o senador perguntou diretamente ao presidente brasileiro se havia preocupação com algum tipo de interferência dos EUA no processo eleitoral.
Lula respondeu que não existem sinais concretos de ingerência neste momento, mas indicou que o governo acompanha a situação e não descarta que uma tentativa possa ocorrer.
O assunto está no centro das preocupações manifestadas pelo governo brasileiro às vésperas das eleições. Horas antes do encontro com Sanders, Lula havia adotado um tom mais enfático ao tratar da questão durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN.
Preocupação com Marco Rubio
Na entrevista, Lula afirmou haver “indícios de interferência de inteligência artificial” e manifestou preocupação especificamente com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em razão de sua proximidade com integrantes da família Bolsonaro.
“Já há indícios de interferência de inteligência artificial, eu estou muito preocupado com o Marco Rubio, porque o Marco Rubio é muito ligado ao pessoal do bolsonarismo, mas, por enquanto, é só suspeita”, declarou Lula.
O presidente também reiterou que as eleições brasileiras devem ser decididas exclusivamente pelos brasileiros e disse ter tratado diretamente do tema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Eu já disse ao presidente Trump, é o seguinte, é muito importante que os Estados Unidos não se metam nas eleições do Brasil”, afirmou Lula.
Segundo o presidente brasileiro, Trump afirmou a interlocutores que não pretende se envolver no processo eleitoral do Brasil. Lula disse considerar positiva essa postura e ressaltou que também não cabe ao Brasil interferir nas eleições estadunidenses.
Abin alertou sobre risco de interferência
A discussão ocorre poucos dias depois da divulgação de um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre o tema. O documento foi enviado no fim de agosto ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Abin elevou a possibilidade de influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras a um “nível de criticidade”. O relatório também apontou uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e uma “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”.
O documento analisou ações e documentos do governo Trump e indicou que a hegemonia dos Estados Unidos na América Latina é uma prioridade da atual administração estadunidense.
Inteligência artificial e extrema direita entram na pauta
A conversa entre Lula e Sanders foi além das eleições brasileiras. Durante o encontro, os dois manifestaram preocupação com o avanço da extrema direita no mundo e defenderam uma governança multilateral para enfrentar os riscos relacionados à inteligência artificial.
O tema da IA ganhou espaço especial diante das discussões internacionais sobre o impacto das novas tecnologias nos processos políticos e eleitorais.
Lula e Sanders também conversaram sobre a necessidade de reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas e defenderam maior participação de jovens e mulheres na política em diferentes níveis.
O encontro ocorreu em Nova York, onde Lula participa da Assembleia Geral das Nações Unidas. A reunião com Sanders integrou uma agenda que também incluiu encontros com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
“Aqui tem 165 anos de juventude”
Durante a conversa, Lula fez uma brincadeira sobre a idade dos dois políticos. “Aqui tem 165 anos de juventude”, disse o presidente.
Sanders é senador por Vermont e disputou duas vezes as primárias presidenciais democratas, tornando-se uma das figuras mais conhecidas do campo progressista nos Estados Unidos.
Segundo a reportagem. Sanders afirmou a Lula que, se o brasileiro vencer a eleição, seria convidado a discursar no Congresso dos Estados Unidos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).
O senador também disse acreditar que os democratas vencerão as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Reforma da ONU e participação política
Lula e Sanders defenderam ainda mudanças na governança internacional. Entre os temas discutidos esteve a reforma do Conselho de Segurança da ONU, pauta defendida há anos pela diplomacia brasileira.
Os dois também ressaltaram a importância de ampliar a presença de jovens e mulheres na política.
A passagem de Lula por Nova York ocorre às vésperas de seu discurso na Assembleia Geral da ONU. O governo brasileiro pretende utilizar as últimas grandes agendas internacionais anteriores às eleições para reforçar a defesa da soberania e a posição contrária a interferências estrangeiras no processo eleitoral brasileiro.
