Brasil | Lula da Silva señala que la soberanía nacional se defiende a través de la cultura
Lula: defensa de la soberanía nacional se alcanza a través de la cultura
La defensa de la soberanía nacional de Brasil, a través de la cultura, fue el eje central del discurso del presidente y candidato a la reelección en las elecciones del 4 de octubre próximo, Luiz Inácio Lula da Silva, durante el acto “Cultura con Lula”, celebrado este miércoles en la ciudad de Río de Janeiro.
El mandatario exhortó a los artistas a respaldar la “autoridad moral” que Brasil ha consolidado sobre la base de la democracia, y a contribuir en la superación de hegemonías externas.
“Brasil es una de las voces que se ha ganado el respeto del planeta”, afirmó Lula ante un auditorio compuesto por líderes políticos y figuras de la cultura nacional. El encuentro buscó reforzar el compromiso ético de la ciudadanía en vísperas de las elecciones del próximo 4 de octubre.
A cultura revela o amor que se transforma em luta e faz a gente florescer.
Viva a Cultura! 🇧🇷❤️⭐️ pic.twitter.com/yhY6JwKvg5
— Lula (@LulaOficial) September 24, 2026
El presidente subrayó la necesidad de que los brasileños ejerzan su derecho al voto en defensa de la bandera nacional, en contraposición a intereses extranjeros. Como ejemplo, denunció la prevalencia de las amenzas de Washington en procesos que solo conciernen a los brasileños.
Esta no sería la primera vez en la que Lula vincula de manera explícita el papel de la cultura con la consolidación de la soberanía nacional, puesto que este enfoque ya había sido anticipado en su intervención del martes 22 ante la Asamblea General de la ONU, donde abordó temas de soberanía y derechos digitales en un contexto marcado por la expansión de la inteligencia artificial.
El mandatario anunció que propondrá convertir los programas culturales en políticas de Estado, mediante el envío al Congreso de una Propuesta de Enmienda Constitucional (PEC). La iniciativa busca garantizar que las acciones culturales trasciendan los ciclos de gobierno.
Asimismo, el mandatario ya cuenta con un plan de gobierno para un eventual cuarto mandato que incluye medidas derivadas de la 4.ª Conferencia Nacional de Cultura (CNC), realizada en Brasilia en marzo de 2024.
Entre los avances recientes sobresalen la reconstrucción de bibliotecas en complejos habitacionales del programa Minha Casa, Minha Vida, el crecimiento de los Puntos de Cultura, que aumentaron de 7.000 a 17.000 en todo el país, y la presencia en el 99 % de los municipios brasileños de recursos otorgados por el Ministerio de Cultura para apoyar convocatorias e iniciativas locales.
Lula abre a bandeira do Brasil em evento com artistas no Rio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, na noite desta quarta-feira (23), de um ato com artistas e representantes do setor cultural na Fundição Progresso, na Lapa, no Centro do Rio. O evento, parte da campanha à reeleição, ocorre a 11 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. No encontro, ele defendeu uma emenda constitucional para instituir a cultura como política de governo.
Foram ao evento lideranças políticas e personalidades da cultura como Chico Buarque, Marieta Severo, Paulinho da Viola, Lenine, Chico César, Mestre Ciça, Malu Mader, Tony Belotto, Cissa Guimarães, Leandro Vieira, Daniela Mercury e Fernanda Abreu.
Também participaram do ato a primeira-dama Janja; a ministra da Cultura, Margareth Menezes; a deputada federal Benedita da Silva (PT); a vereadora Mônica Benício (PSOL) e o prefeito Eduardo Cavaliere.
Lula cumprimenta artistas como Chico Buarque, Paulinho da Viola e Juliana Alves — Foto: Reprodução/TV Globo
Por volta das 20h15, o candidato foi anunciado no palco. Em sua fala, ele defendeu a criação de uma emenda à Constituição para transformar a política cultural em uma política de Estado, e não de governo. Segundo Lula, a medida teria o objetivo de impedir que as políticas para o setor sejam alteradas ou descontinuadas a cada troca de presidente.
Lula afirmou que já havia tentado, ao final de seu segundo mandato, consolidar as políticas culturais implementadas durante os oito anos de governo. Segundo ele, a ideia era criar uma espécie de «CLT da Cultura», reunindo e dando continuidade às ações desenvolvidas naquele período.
«Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura», afirmou.
O presidente disse que uma mudança constitucional seria, na avaliação dele, a forma mais segura de garantir a continuidade das políticas culturais.
«A gente tem que saber como é que pode fazer uma emenda constitucional para que a gente pegue a centralidade da Cultura e transforme ela numa política de Estado, ou seja, não pode mexer, não pode mudar a cada governo», disse Lula.
Ele também pediu que deputados e senadores presentes ao evento discutam a possibilidade de apresentar uma proposta nesse sentido.
Atualmente, a Constituição já estabelece que o Estado deve garantir o exercício dos direitos culturais e apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais. O texto constitucional também prevê o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, e o Sistema Nacional de Cultura.
Na avaliação de Lula, porém, as estruturas existentes não seriam suficientes para impedir mudanças provocadas pela troca de governo. Ao falar sobre sua experiência na Presidência, ele criticou alterações feitas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
«O Bolsonaro destruiu o ministério não apenas da Cultura; ele destruiu o Ministério do Trabalho, ele destruiu o Ministério da Indústria e Comércio», afirmou.
Lula também defendeu a existência de ministérios voltados a diferentes segmentos sociais. Segundo o presidente, essas estruturas permitem a participação da sociedade na elaboração das políticas públicas.
«Os ministérios que a gente coloca como representação dos segmentos sociais é a coisa mais barata, é o que gasta menos e é o que dá mais lucro do ponto de vista político, porque é o que permite a participação da sociedade na elaboração das decisões políticas do governo.»
A agenda desta quarta faz parte da estratégia da campanha de Lula de ampliar a mobilização em torno da candidatura à reeleição. O encontro ocorre um dia após a participação de Lula na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Na sexta-feira (25), Lula tem um encontro em São Paulo voltado à mobilização de outro setor, o de negócios. São esperados mais de 200 convidados entre banqueiros, empresários da indústria, do agronegócio e donos de grandes companhias do país.
«Nós vamos acabar com as ‘Bets»
Lula também afirmou durante o ato que pretende «acabar com as bets», como são conhecidas as casas de apostas esportivas. Lula criticou o modelo de negócios e disse que as empresas usam dinheiro de apostadores, principalmente pessoas pobres, para financiar clubes de futebol.
O presidente também voltou a defender a regulamentação das plataformas digitais e afirmou que, se eleito, pretende impedir que crianças e adolescentes sejam vítimas de violência nesses ambientes.
Ao falar sobre as casas de apostas, Lula citou clubes brasileiros que conquistaram títulos mundiais antes da existência das bets.
«Eu vi um documento entregue pelos clubes de futebol que eu ainda não recebi, dizendo que se acabar com as BETs eu vou acabar com o futebol», afirmou, provocando risos na plateia.
Na sequência, Lula citou Santos, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Internacional e Grêmio e lembrou títulos mundiais conquistados por clubes brasileiros antes da expansão das apostas esportivas.
«Em 58 nós fomos campeões do mundo, em 62 nós fomos campeões do mundo, em 70 nós fomos tricampeões, em 94 nós fomos tetra e em 2002 fomos penta sem BETs!», disse, sob aplausos do público.
Lula também criticou o argumento de que as casas de apostas são importantes para financiar o futebol. Segundo ele, o dinheiro utilizado pelas empresas vem principalmente dos próprios torcedores.
«O torcedor pobre vai ao campo. Ele compra a camisa do time e paga pela propaganda que está lá. E ele compra a camisa para ele, para a mulher dele, para o filho dele. Ele está ajudando o clube», afirmou.
Em seguida, criticou diretamente o modelo das apostas esportivas.
«Agora chegam as ‘bets’, que não oferecem nenhum entretenimento para ninguém! Sabe, e ficam financiando os clubes com o quê? Com o dinheiro do pobre! É o pobre que joga, é o pobre que fica doente, é o pobre que se mata», disse.
Comparação de discurso com o de Trump
Durante o evento Lula comparou seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no mesmo evento, na terça-feira (22).
«O importante do meu discurso na ONU não foi só o meu discurso, foi comparar o meu discurso com o discurso do Trump, é importante. Comparar o discurso de um presidente de um país em desenvolvimento e comparar com discurso presidente que começa dizendo eu tenho o maior exército do mundo, eu tenho maior Marinha do mundo, eu tenho maior bomba do mundo, eu sou o país mais forte do mundo», disse Lula.
