Brasil | Lula da Silva y Flávio Bolsonaro protagonizan esta noche el último debate antes del balotaje

Compartir:

Lula y Flávio Bolsonaro protagonizan último debate antes del balotaje

El mandatario Luiz Inácio Lula da Silva y el senador Flávio Bolsonaro participarán hoy en el último debate con vistas a la segunda vuelta de las elecciones presidenciales brasileñas del 25 de octubre.

El encuentro, organizado por la cadena de televisión Globo, tendrá reglas que restringen el movimiento de los respectivos candidatos del Partido de los Trabajadores y el Partido Liberal, y verificaciones de declaraciones en plataformas digitales.

La cita comenzará a las 21:20, hora local, después del noticiero Jornal Nacional, desde los estudios en Río de Janeiro, bajo la moderación del periodista César Tralli, y podrá seguirse por TV Globo, GloboNews, el portal G1 y la plataforma Globoplay.

Según las reglas divulgadas por la cadena, el programa tendrá cuatro bloques de preguntas y respuestas, además de las consideraciones finales.

Tres segmentos abordarán temas determinados y uno será de asunto libre, mientras el orden de las preguntas se decidirá mediante sorteos realizados en directo por el moderador.

El primer bloque comprenderá seis rondas sobre aspectos relacionados con diferentes regiones del país y uno prioritario de alcance nacional.

Cada candidato dispondrá de tres minutos por ronda, distribuidos entre pregunta y réplica o respuesta y réplica.

Los bloques segundo y tercero, ofrecerán a Lula y a Flávio Bolsonaro la posibilidad de escoger los temas de sus preguntas entre las opciones presentadas en una pantalla, con la misma dinámica de tiempo.

El cuarto segmento será de asunto libre y cada aspirante contará con ocho minutos para intervenir, sin límite de intercambios de opiniones.

Una de las principales modificaciones respecto al debate celebrado el pasado 18 de octubre por la cadena Bandeirantes, TV Band, afecta el desplazamiento por el escenario.

Durante los tres primeros bloques, solo podrá caminar el candidato que tenga la palabra, mientras el adversario deberá permanecer en su atril hasta que le corresponda intervenir.

La disposición fue incorporada después de que Flávio Bolsonaro se situara detrás de Lula durante algunas intervenciones del mandatario en el encuentro anterior, en una dinámica que generó críticas de la campaña petista.

En el cuarto bloque, ambos podrán moverse libremente, aunque limitados a sus respectivos lados del escenario.

También, la verificación de datos constituye otro punto de atención, pues TV Globo no incorporará correcciones en directo durante la transmisión televisiva, como solicitó la campaña de Lula, pero anunció que el portal G1 publicará comprobaciones mediante su sección Fato ou Fake desde el desarrollo del encuentro.

Un equipo de unos 30 periodistas realizará ese trabajo, que continuará durante la madrugada en coordinación con los sitios de los diarios O Globo, Extra y Valor Económico, además de la radio CBN.

Esa decisión se produjo después de que el debate de TV Band estuviera marcado por acusaciones cruzadas, provocaciones y declaraciones cuestionadas, lo que reavivó el reclamo de controles sobre la información difundida por los candidatos.

PRENSA LATINA


Menos provocações, mais propostas? Flávio e Lula se preparam para não repetir, na TV Globo, os erros do primeiro debate

Após um encontro considerado pobre e recheado de ataques, no último domingo, a avaliação de pessoas ligadas às duas campanhas é que o tom será diferente.

Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam nesta sexta-feira ao debate da TV Globo, o segundo e último da campanha, com uma disposição maior para discutir o futuro do país, mas sem abdicar do enfrentamento político quando for necessário. Após um encontro considerado pobre e recheado de ataques, no último domingo, a avaliação de pessoas ligadas às duas campanhas é que o tom será diferente.

Na quinta-feira, Lula iniciou a preparação para não responder a provocações durante o encontro e detalhar projetos para um eventual quarto mandato. O petista reservou a quinta e a sexta-feira para se preparar para o embate com o presidenciável do PL. Já Flávio chega ao último debate com a orientação de reduzir as provocações, que marcaram o encontro na Band, e responder mais diretamente às perguntas, além de dedicar um espaço maior à apresentação de propostas.

Sai Marçal, entra Tarcísio
A preparação do senador, conduzida pelo marqueteiro Duda Lima, contou com o reforço do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e deixou de fora o influenciador Pablo Marçal, cuja participação nos treinamentos anteriores havia provocado mal-estar na equipe.

O senador também terá de abandonar a estratégia de se aproximar fisicamente do adversário enquanto ele fala. Isso porque, após acordo entre as campanhas, a TV Globo estabeleceu restrições à circulação pelo estúdio.

Durante o debate da Band, Flávio caminhou atrás de Lula enquanto o presidente respondia às perguntas, balançou a cabeça em sinal de reprovação e reagiu às declarações do petista.

A avaliação interna é que o candidato do PL gastou tempo demais provocando Lula e deixou de responder diretamente a algumas perguntas. Lima passou a cobrar intervenções mais curtas e maior espaço para ações de governo, sobretudo nas áreas de segurança pública, economia e programas sociais. A intenção é que Flávio consiga falar também aos eleitores indecisos, sem concentrar sua atuação apenas na mobilização dos apoiadores que já pretendem votar nele.

Foi nesse contexto que Tarcísio passou a integrar a preparação. O governador participou dos treinamentos em Brasília para ajudar principalmente nas respostas sobre economia e administração pública. A equipe pretende aproveitar dados e experiências de programas do governo paulista que Flávio apresenta como referências para uma eventual gestão federal. Os ensaios continuam no Rio de Janeiro, nesta sexta, antes do confronto.

No debate, Flávio deverá insistir que pretende manter e reajustar o Bolsa Família e defender mecanismos para que beneficiários que consigam emprego ou abram um negócio não percam imediatamente os pagamentos. A equipe também preparou respostas para questionamentos sobre investigações envolvendo o senador, diante da expectativa de que Lula explore assuntos como o financiamento do filme “Dark Horse” e sua relação com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo inquérito que o candidato do PL por suspeitas de lavagem de dinheiro. Na ofensiva contra o presidente, o senador pretende explorar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger.

A abertura dos sigilos bancários e telefônicos também entrou na preparação. O desafio foi lançado por Lula no debate da Band, após uma troca de acusações de corrupção, e levou as duas campanhas a apresentar condições para a divulgação dos dados. Na quinta-feira, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respondeu a pedido sobre o assunto e disse que não cabe à Justiça Eleitoral divulgar os dados, e que a iniciativa teria que ser levada adiante pelos próprios candidatos.

A campanha quer mostrar um «Lula calmo e à vontade» nos estúdios Globo, diante de um candidato considerado despreparado pelos petistas. A preparação de Lula é comandada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, mas o petista tem tido conversas com conselheiros e aliados para composição da preparação.

Estrategistas da campanha treinam Lula para que ele use o tempo para explicar o que ele fez como presidente e detalhe que vai fazer mais, evitando responder a alfinetadas e ironias de Flávio. O petista está sendo preparado para mostrar quem entregou mais ao país, sem estimular um clima de bate-boca.

Aliados têm defendido que Lula também faça cobranças sobre as relações de Flávio com milicianos e com seu amigo Willer Tomaz. Pessoas próximas, no entanto, afirmam que o presidente tem dificuldade de “fulanizar” suas colocações e tem preferência por focar em seu adversário direto.

Na hipótese de voltar a ser questionado sobre Luchsinger, deve afirmar que sua atuação está sendo investigada pela PF, sem entrar em detalhes.

O debate da TV Globo terá restrição de movimentação dos candidatos, o que deve evitar que Flávio fique atrás de Lula na câmera, gesto que irritou a campanha petista no debate da Band, no último domingo. Lula está sendo treinado para falar especialmente atrás do púlpito e com movimentação apenas no quarto bloco, quando haverá espaço para tema livre. Só poderá se movimentar pelo estúdio quem estiver com a palavra.

— Lula vai ficar no púlpito se necessário. Essa estratégia da extrema direita (de ficar atrás do candidato) é usada no mundo inteiro e não vai acontecer neste debate (TV Globo) — afirmou Sidônio na quarta-feira.

Lula contará mais uma vez no treinamento para os debates com o auxílio da jornalista Olga Curado, preparadora de candidatos que mistura princípios do aikido (arte marcial japonesa), psicologia Gestalt, budismo e meditação.

Buscar o bom desempenho de Lula no debate da TV Globo integra a estratégia final da campanha para tentar uma virada. O foco é em ampliar a rejeição do candidato do PL, comparar projetos e apontar os riscos do retorno do bolsonarismo ao Palácio do Planalto.

Regras do encontro
Mediado pelo jornalista César Tralli, o debate da TV Globo terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três blocos são de temas determinados e um, de tema livre.

No primeiro bloco serão realizadas seis rodadas com assuntos relacionados às diferentes regiões do país e a um tema prioritário de âmbito nacional, de forma a aprofundar a exposição de propostas e programas de governo de cada um dos candidatos. Cada candidato terá três minutos por rodada, divididos entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.

No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolherão entre os temas apresentados no telão para fazer as suas perguntas, mantendo a mesma dinâmica de tempo. Nestes três primeiros blocos, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente. Enquanto isso, o oponente deve se manter em seu púlpito até chegar sua vez de falar. No quarto bloco, de tema livre, cada candidato terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções. E poderá se movimentar livremente pelo seu lado do cenário.

O GLOBO

Más notas sobre el tema