Brasil | La dirección nacional del PT exige mantener la vigilancia activa sobre eventuales interferencias extranjeras en la democracia brasileña
PT de Brasil pide «atención» a Trump y llama a sostener la movilización popular
Una resolución del Partido de los Trabajadores llamó a vigilar una posible interferencia extranjera. El posicionamiento responde a la postura del presidente Donald Trump sobre los recientes comicios y a la presencia en Estados Unidos de Flávio Bolsonaro.
La dirección nacional del Partido de los Trabajadores (PT) de Brasil aprobó este jueves una resolución política mediante la cual exige mantener la vigilancia activa sobre eventuales interferencias extranjeras en la democracia brasileña. El posicionamiento responde a la postura del presidente estadounidense Donald Trump sobre los recientes comicios y a la presencia en Estados Unidos del senador y candidato derrotado, Flávio Bolsonaro.
“La posición del presidente de Estados Unidos, Donald Trump, respecto al resultado electoral y su presencia en Estados Unidos también requiere atención”, afirma expresamente el texto emitido por el PT. La orientación, contenida en el documento aprobado, rechaza cualquier intento de injerencia extranjera en el proceso democrático y ratifica la necesidad de mantener la movilización popular tras la victoria electoral del presidente Lula da Silva.
🇺🇸 El presidente estadounidense, Donald Trump sobre la llegada de Bolsonaro a EE. UU.: «Sé que le dimos permiso para que entrara al país». Añadió que no se involucrará: «Fue una elección muy extraña».
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La preocupación de la dirigencia cobró fuerza tras la publicación de un reportaje en el periódico estadounidense The New York Times, según el cual Flávio Bolsonaro recibió ayuda directa de la administración Trump y del gobierno de Estados Unidos para abandonar Brasil tras su derrota. Una vez en territorio norteamericano, el candidato derrotado se declaró «verdadero presidente electo» y «líder» de Brasil y cuestionó los resultados electorales, postura que coincidió con críticas de Trump a los comicios brasileños.
La resolución reafirma la defensa de la soberanía nacional: “Brasil no aceptará que intereses extranjeros interfieran en su democracia, ni que las disputas políticas sirvan de pretexto para faltarle el respeto a la voluntad soberana del pueblo brasileño, en elecciones ampliamente vigiladas y reconocidas por su integridad.”
Planalto busca evitar el enfrentamiento con Trump
A pesar de la advertencia emitida por la dirección del PT, miembros del Ejecutivo nacional creen que el presidente brasileño debe evitar una confrontación directa con Trump por las acciones de Flávio Bolsonaro.
Dentro del círculo de Lula se evalúa que el candidato derrotado intenta provocar una reacción para generar fricciones diplomáticas entre ambos presidentes, quienes ya han clasificado públicamente su relación como positiva. Consideran que la salida de Flávio Bolsonaro del país puede ayudar a dispersar a parte de su electorado y causar una desorganización temporal entre las fuerzas de oposición.
¿Cuánto durará esta aventura? 👀 Flávio Bolsonaro denunció supuesto fraude sin pruebas tras recibir apoyos clave, ¡pero su propia gente ya le está soltando la mano! 📉🤷♂️ De «presidente electo» a líder opositor en minutos.
¿En qué terminará esto? 👇 ¡Los leo! 💬👇
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PT busca preservar la movilización en calles y redes
Además del escenario internacional, la resolución establece como prioridad preservar la participación política de la militancia. El documento concede importancia a las movilizaciones en las calles y plataformas digitales, destacando el trabajo del diputado federal André Janones (Rede-MG), quien organizó un canal de WhatsApp con más de 10 millones de participantes en apoyo a la candidatura de Lula.
“Es fundamental preservar la participación social, fortalecer la organización popular y mantener abiertos los caminos de diálogo y movilización que hicieron posible este logro. También fortaleceremos el diálogo del PT con las diferentes tradiciones religiosas, respetando la libertad de conciencia y el carácter laico del Estado”, afirma la resolución.
Como medida concreta, el Ejecutivo Nacional aconseja a direcciones estatales, sindicatos y movimientos sociales participar en la organización de caravanas hacia Brasilia. El objetivo es reunir a los simpatizantes en la ceremonia de toma de posesión de Lula para su cuarto mandato presidencial, programada para el cinco de enero.
Mobilização popular foi protagonista da vitória, afirma a Executiva Nacional do PT
Comissão Executiva divulga nota política com avaliação da virada inédita de Lula e recondução para 4º mandato. «Vencemos defendendo a soberania, a democracia e a vida do povo»
NOTA POLÍTICA DA COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PT
VIVA LULA PRESIDENTE!
O povo brasileiro escreveu, no último domingo, mais uma página extraordinária de sua história. Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela quarta vez presidente da República, com 51,8% dos votos válidos. Foram 64 milhões de brasileiras e brasileiros que escolheram o 13, na maior votação nominal já recebida por um candidato à Presidência. Pela primeira vez na história democrática do país, um candidato que chegou ao segundo turno em segundo lugar venceu as eleições. O primeiro operário eleito presidente do Brasil tornou-se também o primeiro brasileiro a promover uma virada eleitoral do primeiro para o segundo turno!
Foi uma vitória construída pelo povo, com coragem, esperança e uma extraordinária capacidade de mobilização. Entre o primeiro e o segundo turno, conquistamos mais de 10 milhões de votos, crescemos em todas as unidades da federação e viramos o resultado em mais de 100 municípios, enquanto nosso adversário conseguiu fazê-lo em apenas um. O Brasil registrou ainda o menor índice de abstenção desde 2006. Milhões de brasileiros e brasileiras decidiram que não ficariam à margem da história.
A grande protagonista desta vitória foi a mobilização popular. O Brasil viu florescer uma impressionante onda de participação política. A juventude ocupou as ruas, organizou grandes manifestações, reuniu multidões, mobilizou escolas e universidades e mostrou que uma nova geração está disposta a assumir seu lugar na construção do futuro do país. Os estudantes, com sua irreverência, criatividade e capacidade de organização, estiveram na linha de frente dessa jornada. Das grandes manifestações às brigadas de diálogo nas periferias, aos fandoms, a juventude demonstrou que a política pode voltar a ser espaço de esperança, pertencimento e transformação. Quando a democracia é ameaçada os artistas e intelectuais se posicionam porque não existe cidadania plena sem Cultura, nem democracia sem liberdade de expressão.
As mulheres, a população LGBT e o povo negro também foram protagonistas desta vitória. Nas ruas, nas redes, nas comunidades, nos locais de trabalho e nas famílias se mobilizaram em defesa da democracia, dos direitos e de um futuro de mais igualdade. Foram vozes decisivas na defesa da vida, no enfrentamento à misoginia, ao racismo, ao preconceito LGBT e na afirmação de que não há democracia verdadeira sem a participação, a liberdade e a igualdade.
Nossa militância escreveu uma das mais belas páginas da história do Partido dos Trabalhadores. Em cada cidade, em cada bairro, nas periferias e no interior do país, milhares de companheiras e companheiros fizeram o que sempre souberam fazer: organizar o povo, conversar, escutar, convencer e transformar esperança em ação coletiva. A militância que nunca desistiu, que enfrentou os momentos mais difíceis da nossa história, mostrou mais uma vez sua potência. A virada nasceu das ruas, do trabalho coletivo, da generosidade e da convicção de que o Brasil vale cada esforço.
Nas redes sociais, a mobilização também foi extraordinária. O “Exército do Lula”, liderado por André Janones, somou-se à força da militância, dos comunicadores populares e de milhões de apoiadores, contribuindo para transformar o debate digital e enfrentar a desinformação.
Esta foi uma vitória que ultrapassou as fronteiras partidárias. Ao lado dos partidos aliados, dos movimentos populares, dos sindicatos, dos artistas, dos intelectuais e de amplos setores da sociedade civil, também setores liberais, conservadores e da direita democrática que reconheceram a gravidade da ameaça representada pela continuidade do bolsonarismo. Apesar das diferenças políticas, compreenderam que a defesa da democracia deveria estar acima das disputas eleitorais.
Vencemos defendendo a soberania nacional, a democracia e um projeto de desenvolvimento comprometido com a vida do povo brasileiro. Defendemos o SUS público, a educação em tempo integral, a universalização das creches, o enfrentamento à violência, a ampliação das políticas sociais, o fim da escala 6×1, a tarifa zero, e a utilização das riquezas nacionais para produzir desenvolvimento, empregos e oportunidades no Brasil.
Enfrentamos a mentira, o negacionismo, a violência política e as tentativas de interferência estrangeira no processo democrático brasileiro. Vamos articular o desenvolvimento nacional à distribuição de renda, à valorização dos salários, à ampliação dos direitos trabalhistas, à redução da jornada e ao enfrentamento das desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e regionais, integrando a sustentabilidade ambiental e a valorização do trabalho no campo e na cidade.
Lula foi eleito para fazer mudanças. O novo mandato deve abrir um ciclo de transformações estruturais, com destaque para a reforma do Sistema de Justiça, a reforma do Sistema Político-Eleitoral e a regulação democrática das grandes plataformas digitais. É preciso aprofundar a democracia, enfrentar desigualdades históricas e garantir que o desenvolvimento do Brasil se traduza em melhores condições de vida para sua população.
Vamos construir uma estratégia nacional de soberania digital e tecnológica, com investimentos em ciência, inteligência artificial e tecnologias nacionais, proteção de dados e democratização do acesso digital. É necessário enfrentar a dependência tecnológica e a concentração de poder das grandes plataformas, assegurando que essas transformações estejam a serviço da democracia, do desenvolvimento nacional e dos direitos da população sem fazer ajuste em cima dos mais pobres.
O povo brasileiro nos confiou mais quatro anos para governar o país. Nossa responsabilidade é fazer deste período um tempo de grandes realizações, ampliando conquistas, fortalecendo direitos e aprofundando o diálogo com a sociedade. Como afirmou o presidente Lula, este será um governo de muito diálogo.
Cabe ao PT ser uma ponte permanente entre o governo, os partidos políticos, os movimentos sociais e os diferentes setores da sociedade, mantendo viva a energia democrática que se expressou nas eleições. Vamos defender um governo com participação do povo nas decisões políticas, com orçamento participativo e mobilizado para garantir o programa que elegeu Lula Presidente!
A celebração desta conquista não diminui nossa responsabilidade diante dos desafios que permanecem. A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil apenas dois dias depois do resultado do segundo turno, em meio às denúncias e investigações de corrupção, revela a gravidade do momento político.
Flávio Bolsonaro, foragido nos EUA, escreveu uma carta se intitulando “o verdadeiro presidente”, sem reconhecer o resultado da eleição com base em falsas alegações sobre as eleições. Contesta o resultado de eleições legítimas, auditáveis e transparentes, que manifestaram a soberania popular para escolha de representantes para câmaras estaduais e federal, Senado, Governos e Presidência, e foram reconhecidas pelo TSE e por todos os partidos políticos, inclusive, pelo PL.
Não é a primeira vez que a família Bolsonaro não reconhece o resultado das eleições. Em 2022, contestaram os resultados planejando uma tentativa de golpe de estado e assassinato do presidente e vice presidente eleitos. Esta tentativa, desarmada pelas instituições democráticas, culminou na prisão de Jair Bolsonaro e dos militares envolvidos. Mas a tentativa, através da carta de Flávio, de conclamar a interferência externa, representa um novo degrau da reação autoritária por parte dos derrotados nas urnas.
A posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante do resultado eleitoral e de sua presença em território norte-americano também exige atenção. O Brasil não aceitará que interesses estrangeiros interfiram em sua democracia, nem que disputas políticas sirvam de pretexto para desrespeitar a vontade soberana do povo brasileiro, em eleições amplamente fiscalizadas e reconhecidas por sua lisura.
Também nos preocupam profundamente os episódios de violência política registrados durante os últimos dias da campanha e após a votação. No dia 24 de outubro, a vereadora Iara Pimentel, do PT de Montes Claros (MG), foi atingida por uma pedrada no rosto durante uma carreata.
Há denúncias de homicídios, tentativas de homicídio, agressões, ameaças e intimidações, além de graves relatos de assédio eleitoral nos ambientes de trabalho, com ameaças de demissão, perseguições e constrangimentos contra trabalhadores e trabalhadoras que votaram em Lula. É inadmissível que o exercício livre do voto, um dos direitos mais fundamentais da democracia, seja ameaçado por qualquer forma de violência ou coerção. O Ministério Público do Trabalho deve estar especialmente atento às denúncias de assédio eleitoral, atuando com rigor na investigação e responsabilização dos envolvidos.
Orientamos também que os diretórios municipais e estaduais comuniquem todas as ocorrências de violência política e assédio eleitoral ao Diretório Nacional, por meio do formulário disponibilizado em pt.org.br, para o acompanhamento dos casos, o encaminhamento das denúncias aos órgãos competentes e a adoção das providências cabíveis.
A vitória eleitoral não encerra a tarefa de defender a democracia. Transformar a vitória eleitoral em organização popular permanente, fortalecendo os núcleos de base e os diretórios do PT, no campo e na cidade. Para isso, é necessário ampliar a formação política, promover plenárias territoriais, fortalecer os movimentos populares, sociais e sindicais e criar espaços permanentes de escuta e participação.
O partido deve incorporar novas formas de organização e mobilização, renovar sua comunicação e ampliar sua presença nos territórios, transformando o apoio eleitoral em força social organizada.
É fundamental preservar a participação social, fortalecer a organização popular e manter abertos os caminhos de diálogo e mobilização que tornaram possível esta conquista. Vamos também fortalecer o diálogo do PT com as diferentes tradições religiosas, respeitando a liberdade de consciência e a laicidade do Estado.
Construir convergências em torno da democracia, da justiça social, da solidariedade e da dignidade humana, enfrentando a intolerância religiosa e a instrumentalização da fé contra os direitos e a democracia.
Orientamos os diretórios, os movimentos sociais e as centrais sindicais a seguirem organizados, contribuindo para a defesa das instituições democráticas e para o acompanhamento da implementação do projeto aprovado nas urnas.
A população negra brasileira teve papel decisivo na vitória de Lula e na mobilização popular em defesa da democracia, da soberania nacional e de um país com menos desigualdades. Nas periferias, nos movimentos sociais, nas redes e nas ruas, negras e negros estiveram na linha de frente da campanha, enfrentando o racismo, a desinformação e as desigualdades que historicamente limitam sua participação política. Esse protagonismo deve se traduzir em mais políticas de igualdade racial, maior representação política negra e combate ao racismo estrutural e institucional.
O PT deve convocar sua militância, os setoriais, as secretarias de combate ao racismo, os mandatos parlamentares e o movimento negro para uma ampla mobilização no Novembro Negro, com o 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, como marco de luta, reflexão e organização. É fundamental ocupar ruas e redes com atos, plenárias, formação e debates nos territórios, reafirmando que não há democracia plena sem justiça racial, reparação histórica e igualdade de oportunidades.
A juventude que tomou as ruas deve ter um lugar central neste novo momento. O PT precisa abrir suas portas, renovar suas formas de participação e construir, com os jovens, novos caminhos de organização política. Orientamos a realização de uma ampla campanha de filiação de jovens ao Partido dos Trabalhadores, articulada a espaços de escuta, formação, participação e acolhimento dessa geração que demonstrou tanta disposição para construir o futuro do Brasil. Cabe ao PT assumir sua responsabilidade histórica na continuidade e no aprofundamento do projeto democrático e popular, formando novas lideranças, renovando suas práticas e fortalecendo sua organização para os desafios do período pós-Lula.
No dia 5 de janeiro de 2027, o Presidente Lula tomará pela quarta vez posse como Presidente da República, para seu último mandato na função. Será um dia histórico, marcando essa trajetória de lutas e transformações do Brasil. Por isso, para celebrar esse dia, convidamos os diretórios estaduais, parlamentares, sindicatos, movimentos sociais a organizarem caravanas para a militância estar presente e festejar a posse em Brasília.
Convocamos para o dia 13 de novembro de 2026 uma reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, destinada ao balanço das eleições e à análise da conjuntura política. A partir desse debate, será elaborado um documento com a síntese política aprofundada do partido sobre a vitória histórica alcançada e as orientações para o próximo ciclo.
Celebramos esta conquista com alegria, gratidão e consciência histórica. O Brasil demonstrou que a democracia tem raízes profundas, que a esperança pode vencer o medo e que a luta social é capaz de transformar os rumos de uma nação. Das mãos dos trabalhadores à ousadia dos estudantes, da coragem das mulheres à perseverança de nossa militância, milhões de brasileiros e brasileiras fizeram desta vitória uma construção coletiva.
O Brasil escreveu uma página extraordinária de sua história. Agora, é tempo de transformar a força dessa vitória em um novo ciclo de democracia, direitos, soberania e justiça social.
EM 29 DE OUTUBRO DE 2026
