El PT inicia su 5º Congreso con mucho debate interno y la posible candidatura de Lula

El Partido de los Trabajadores dará comienzo este jueves a su quinto congreso partidario en la ciudad de Salvador, Bahía. Allí, un grupo mayoritario de delegados va a proponer la creación de un frente democrático popular, con partidos y movimientos sociales, para apoyar una eventual candidatura presidencial del ex mandatario Luiz Inácio Lula da Silva.

La coalición de movimientos y organizaciones políticas intentará separar la imagen de Lula de las crisis enfrentadas por el PT en los casos conocidos comomensalao, que salpicó a dirigentes de la agrupación, y el caso de los desvíos de la empresa estatal Petrobras que la justicia local investiga desde 2014.

La propuesta está descripta en el texto de una de las tendencias que buscan conducir al PT, llamada “El partido que cambia a Brasil”, entre cuyos integrantes están el propio Lula, la presidenta Dilma Rousseff y el actual presidente de la agrupación, Rui Falcao.

“Brasil, desde 2003, cuando Lula toma posesión, es uno de los pilares de la nueva realidad latinoamericana”, dice el documento, que señala “la vía autónoma que la región busca construir desde la elección de los presidentes Hugo Chávez y Luiz Inácio Lula da Silva, a comienzos del nuevo siglo, seguida de triunfos electorales progresistas en otros países importantes”.

Pero antes de concretar la propuesta para 2018, estiman analistas, el PT deberá superar varios baches. Unos de ellos es la impopularidad de Dilma, que actualmente no supera el 13% de aprobación. El otro es el plan de recortes fiscales que lleva a cabo la mandataria, que el partido resistió al comienzo, pero ahora apoya con reservas, esperando que conduzca a un nuevo ciclo de crecimiento económico en 2016 o 2017.

Lula y la presidenta Dilma participarán, este jueves en la noche, de la apertura del Congreso. La mandataria adelantó su regreso de una visita oficial a Europa para estar en el evento.

Brasil 247

 

Dilma antecipa volta de Bruxelas para ir com Lula a congresso do PT

Após irritar a cúpula do PT ao cancelar sua ida à abertura do congresso do partido, nesta quinta-feira (11) em Salvador, a presidente Dilma Rousseff decidiu antecipar sua volta de Bruxelas e chegar a tempo de estar ao lado do ex-presidente Lula no início do evento.

Até a noite de terça-feira (9), dirigentes petistas já não contavam com a presença de Dilma para a abertura e auxiliares da presidente insistiam que Dilma fosse apenas no encerramento do congresso, no sábado (13). O comando do PT, porém, pedia que ela fosse na sexta-feira (12), quando ainda há discussões em curso.

Após as conversas, o Palácio do Planalto avaliou que o sábado seria um dia de pouco movimento e que a ausência de Dilma poderia causar ainda mais desgaste em sua relação com o partido, já bastante tensa. Nos últimos dias, o comando do PT e o ex-presidente Lula agiram para acalmar os ânimos de setores da legenda, que preparam críticas diretas à política econômica e à atuação da presidente para serem feitas durante o congresso.

Dilma viajou a Bruxelas no fim da manhã de terça para reunião de cúpula entre União Europeia e Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Deve embarcar de volta ao Brasil no início da tarde de quinta. Com o fuso horário, deve desembarcar em Salvador na noite da abertura do congresso.

Recado

O PT espera que, no congresso, Dilma “testemunhe” e “chancele” bandeiras que podem reaproximar o partido e o governo de suas bases históricas. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve ser alvo dos petistas durante o evento. Correntes internas do partido como Novo Rumo, Mensagem ao Partido, DS e Trabalho preparam documentos bastante críticos ao governo.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) também levará ao evento críticas ao ministro e ao governo Dilma, a quem acusa de ter promovido uma “guinada na política econômica, com ataques a direitos dos trabalhadores”.

Petistas pedem à presidente acenos à esquerda em contrapartida ao ajuste fiscal, como benefícios aos trabalhadores, retomada do crescimento econômico, fim do fator previdenciário, imposto sobre fortunas, entre outros temas caros ao governo.

O Tempo