Principal partido aliado del Gobierno tendrá candidato presidencial propio en 2018

El centrista Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), hoy un díscolo aliado del oficialista Partido de los Trabajadores (PT) y columna vertebral del Poder Legislativo, tendrá candidato propio a la presidencia en el 2018, dijeron el miércoles en Brasilia líderes de la agrupación.

“El PMDB será cabeza de la fórmula”, dijo a periodistas el vicepresidente Michel Temer, quien preside el PMDB. Las declaraciones fueron formuladas tras el lanzamiento de la plataforma digital de la Fundación Ulysses Guimaraes, vinculada al partido.

El presidente del Senado, Renan Calheiros, también del PMDB, dijo que la agrupación tiene con el PT “una alianza estratégica y circunstancial” que debería darse en torno a un programa.

“Pero el PMDB desde luego está dejando claro, absolutamente claro, que va a tener un proyecto de poder, que va a tener un candidato competitivo a la Presidencia de la República”, dijo Calheiros.

El PMDB es el principal aliado de la presidenta Dilma Rousseff, dentro de la desgastada alianza que respalda a la gobernante brasileña. También fue aliado de los gobiernos de Lula da Silva (2003-2010).

Además de Calheiros en la presidencia del Senado, el partido tiene al legislador Eduardo Cunha al frente de la Cámara de Diputados.

Temer, además de ser vicepresidente se ocupa de la articulación política del gobierno, en el que el PMDB controla seis ministerios: Agricultura, Minas y Energía, Turismo, Puertos, Aviación Civil, y Pesca.

Brasil 247

Temer diz que PMDB quer ter candidato próprio à Presidência em 2018

Líderes do PMDB e o vice-presidente da República e articulador político do governo, Michel Temer, confirmaram nesta quarta-feira (15) que o partido pretende ter candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018.

O partido assume definitivamente um movimento contrário ao adotado nas duas últimas eleições, quando fez aliança com o PT e elegeu o vice-presidente.

“Estamos abertos para todas as alianças, todos os partidos, apenas o que está sendo estabelecido é que PMDB quer ser cabeça de chapa em 2018”, declarou Temer a jornalistas

Além de reforçar a ideia de candidatura própria, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a aliança que o partido mantém atualmente com o PT é “estratégica circunstancial”, porque deveria girar em torno de apenas um programa.

“O PMDB desde logo está deixando absolutamente claro que vai ter um projeto de poder, que vai ter um candidato competitivo à Presidência da República”, informou Renan.

Os líderes partidários do PMDB comentaram sobre a decisão durante o lançamento da plataforma digital da Fundação Ulysses Guimarães.

Para eles, fortalecer o partido nas redes sociais seria o primeiro passo para melhorar a interação com a sociedade e se preparar para as eleições de 2016 e 2018. O ex-presidente José Sarney e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) também participaram do lançamento.

Para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o partido precisa se posicionar no processo político para recuperar o protagonismo e deve disputar eleições para ter quem defenda suas ideias. “Time que não joga não tem torcida”, disse Cunha. Ele também falou sobre a aliança com o PT.

“Estamos neste momento político delicado, em que muitos debates são feitos, que o PMDB faz parte de uma aliança, mas o PMDB sabe que em 2018 ele quer buscar o seu caminho, que não é com essa aliança.”

Jornal Do Brasil