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Combate à corrupção

Chama a atenção no discurso vazado do vice-presidente Michel Temer a omissão em relação à Operação Lava-Jato, cujas investigações de combate à corrupção atingem grande número de parlamentares de ambos os lados da disputa pelo poder. Ora, o saque à Petrobras e as falcatruas cometidas por políticos e servidores públicos corrompidos por empresários gananciosos estão entre os motivos que levam a população a clamar por mudanças no país. Os brasileiros não podem aceitar uma troca de governo que tenha como efeito colateral o abafamento das investigações.

O combate à corrupção transformou-se num tema tão arraigado ao cotidiano dos brasileiros, que fica difícil imaginar um “pronunciamento à nação” sobre as pretensões do vice-presidente para o país sem ao menos uma citação à palavra corrupção. Independentemente dos rumos do impeachment, as ações contra essa chaga que exaure os cofres públicos, degrada a qualidade dos serviços estatais e reduz boa parte da política a atividades venais não podem deixar de se constituir prioridade.

A omissão na manifestação extemporânea do vice-presidente só não preocupa mais porque as ações contra corruptos e corruptores avançaram até um ponto em que vai ficando difícil ir além, mas a partir do qual não há mais margem para descontinuidade ou recuo. A sociedade não permitiria. A corrupção, independentemente de quem esteja no poder, é que precisa ser enfrentada, para não haver o risco de os brasileiros vê-la apenas trocando de mãos, sucessivamente.

Zero Hora