Brasil: banco Santander despide al autor del informe contra la reelección de Rousseff

Presidente do Santander confirma demissão por informe sobre Dilma

O presidente mundial do Santander, Emilio Botín, confirmou nesta terça-feira que demitiu uma pessoa pela emissão do informe emitido pelo banco que relacionava a melhora da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto à piora da economia brasileira. O empresário deu a declaração no início desta tarde durante a coletiva de imprensa realizada logo após o encerramento do III Encontro Internacional de Reitores, patrocinado pelo banco espanhol, realizado no Rio de Janeiro.

— A pessoa foi demitida porque o banco, advertido, disse que tinha que ser demitida antes — disse aos jornalistas, sem mais detalhes.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na noite de segunda-feira a demissão da pessoa da diretoria responsável pela emissão da análise, e disse que o Brasil é o país que mais dá lucro ao banco.

— Não tem nenhum lugar do mundo em que o Santander esteja ganhando mais dinheiro do que no Brasil. Aqui ele ganha mais do que em Nova York, mais do que em Londres, do que em Pequim, Paris, Madri, Barcelona —, disse o ex-presidente, ao participar da 14ª plenária da CUT em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Botín já declarou que um quinto da economia do banco é obtida no país.

Sobre a insatisfação de Lula com o episódio, o empresário espanhol se limitou a dizer ser amigo do ex-presidente.

— O presidente Lula é muito amigo meu, e para ele só tenho elogios — declarou.

Na mesma ocasião, Botín defendeu que a ausência de um representante do governo federal não tirou o brilho do evento, porque “este foi um encontro de reitores”.

‘TERRORISMO ELEITORAL’

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, classificou a emissão do informe de “terrorismo eleitoral” e disse que o ocorrido é “proibido”.

Não é a primeira vez que o mercado financeiro torna público temor em relação à vitória do PT para as eleições presidenciais. Em 1989, o empresário Mário Amato deu uma entrevista dizendo que se Luiz Inácio Lula da Silva ganhasse naquele ano, 800 mil empresários deixariam o Brasil.

Em 2002, Daniel Tenengauzer, então analista do banco Goldman Sachs, criou o termo “lulômetro”, que previa a cotação futura do dólar caso o petista fosse eleito. Tenengauzer acabou repreendido pelo banco, que considerou o termo “leviano” e de “mau gosto”.

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SP: Brasil é país que dá mais lucro ao Santander, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que “não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil”. A declaração é uma resposta à recomendação dada pelo banco a correntistas de que uma eventual reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) poderia prejudicar a economia do País.

“Aqui no Brasil o Santander ganha mais que em Nova York, Londres, Pequim, Paris, Madri e Barcelona”, disse Lula durante a cerimônia de abertura da 14 Plenária Estatutária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Guarulhos, na Grande São Paulo. Na sequência, citando o presidente mundial do Santander, Emilio Botin, Lula pediu que a responsável pelo relatório fosse demitida – o banco pediu desculpas pelo envio das correspondências e afirmou que um analista divulgou a recomendação sem consultar superiores.

“Botin, é o seguinte querido. Eu tenho consciência de que não foi você que falou, mas essa moça tua que falou não entende nada de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessa em um cargo de chefia? Pode mandar embora”, disse o ex-presidente.

Lula também lembrou que o mesmo temor de danos à economia apareceu durante sua campanha à Presidência e que o mesmo Botin foi ao seu comitê para dizer que o mercado, na verdade, “não tinha nenhuma preocupação.” “As pessoas diziam que os banqueiros não iam fazer investimentos, que o mercado ia correr. E ele fez um discurso dizendo que o mercado não tinha nenhuma preocupação e ia continuar investindo no Brasil porque sabia da nossa responsabilidade”, concluiu Lula.

CUT apoia Dilma

Todo o discurso do presidente Lula durante a abertura da plenária da CUT foi no sentido de convocar os sindicalistas a apoiar a reeleição de Dilma. Entre as deliberações do encontro da CUT, que vai até o dia 1 de agosto, está a votação do apoio à reeleição da presidente, mas a cerimônia desta segunda-feira deixou claro o apoio da central. “Vamos eleger Dilma presidente e acabar com o tucanato de uma vez por todas”, disse Vagner Freitas, presidente da CUT.

Lula, por sua vez, disse não entender “por que essa gente ofende tanto a Dilma” e afirmou que a presidente tem “compromisso ideológico”, “tem lado.” “Eu acho que vocês não têm que ter outro compromisso, até o dia 5 de outubro, mais importante que as eleições”, disse Lula.

O ex-presidente ainda pediu para que os militantes “não abaixem a cabeça” diante das provocações sobre corrupção e afirmou que está “preparando um material sobre o tema.” “Vocês serão provocados, mas não aceitem a provocação. Vamos falar de corrupção, estou preparando material para esse debate”, afirmou. “Eu estou tocando nesse assunto porque é um assunto que deixa muita gente de cabeça baixa. A gente não pode baixar a cabeça”, concluiu.

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