Brasil | Lula defiende las medidas para restringir el uso de la inteligencia artificial durante las elecciones generales de octubre
Presidente de Brasil defiende la restricción en el uso de IA durante las elecciones
El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendió hoy jueves medidas para restringir el uso de la inteligencia artificial (IA) durante el periodo de las elecciones generales previstas para octubre próximo.
Durante la entrega de unidades habitacionales en la localidad de Camaçari, estado de Bahía (noreste), Lula da Silva afirmó que la manipulación de imágenes y voces, por ejemplo, puede favorecer a los «mentirosos».
«Yo estuve en la toma de posesión del presidente del Tribunal Superior Electoral (juez Nunes Marques) y él dijo ‘voy a prohibir la inteligencia artificial dos días antes de las elecciones’. Me pareció maravilloso», contó el mandatario.
En su discurso de asunción, en la noche del martes, el juez Marques dijo que el uso de la IA representará uno de los desafíos técnicos y éticos más importantes para la Justicia Electoral en los próximos comicios.
El presidente reivindicó el valor de la IA en áreas como salud, educación, ciencia y tecnología, al asegurar que «tiene una importancia muy grande».
«Pero, en la elección las personas tienen que votar en algo verdadero, de carne y hueso. Las personas no pueden votar en una mentira», afirmó.
Lula da Silva ya adelantó que buscará un nuevo mandato en las elecciones generales de octubre próximo, cuando los brasileños irán a las urnas para elegir presidente, vicepresidente, gobernadores, senadores y diputados federales, estaduales y distritales.
Lula defende proibição de IA nas eleições e diz que ‘não aceita’ uso na sua campanha política
Por Kellen Barreto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (14), as restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao uso de inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano, e disse que não aceitará o uso desse tipo de ferramenta em sua campanha política.
A declaração foi feita durante a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA).
Lula comentava a regra já aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringe o uso de ferramentas de IA nas 72 horas antes da votação.
«Se a gente quiser, pode fazer o Lula artificial, fazer comício, 27 comícios em 27 estados no mesmo horário. Eu to lá, mas não to. Confesso a vocês: um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política, porque, se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar nos olhos do povo e permitir que o povo olhe nos dele, para saber quem está mentindo. E vocês estão vendo na televisão: a verdade tarda, mas não falha. Minha mãe dizia. A mentira tem perna curta, ela pode causar prejuízo. Vocês viram o que fizeram comigo para que eu não fosse candidato em 2018», afirmou o presidente .
➡️A Corte Eleitoral proibiu a publicação e republicação — de forma gratuita ou por impulsionamento pago — de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA no período de 72 horas (3 dias) que antecedem o pleito, e 24 horas após as eleições (entenda mais abaixo).
O petista afirmou que ficou sabendo da determinação durante a posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE, na última terça-feira (12).
Na fala, Lula defendeu que o uso de IA pode ser tratado como «uma mentira».
«Fui pra casa pensando, mas será? Porque a IA ajuda muito, ajuda na saúde, educação, tecnologia, tem importância muito grande. Mas, na eleição, será que é necessário Inteligência Artificial?», questionou.
Parte do público reunido respondeu que «não». Ele prosseguiu: «Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa, verdadeira de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira».
Lula defendeu, ainda, que uso de inteligência artificial durante as eleições pode acabar “servindo aos mentirosos” ao facilitar a disseminação de conteúdos falsos e manipulações digitais.
Então, ele citou o uso de inteligência artificial para retratar imagens de pessoas que não estão, de fato, no local. Foi o momento em que o petista falou sobre imagem para fazer comício em lugares ao mesmo tempo.
«Eu estou lá, e não estou. E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará IA para fazer campanha política», declarou.
Proibição de IA
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em março deste ano, uma resolução que estabelece as regras de propaganda eleitoral para as eleições de 2026.
Entre as medidas, o texto proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos com inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o dia da votação.
Em caso de descumprimento, a norma prevê a remoção imediata do conteúdo ou até a indisponibilidade do serviço, seja por iniciativa das plataformas ou por determinação da Justiça Eleitoral.
A resolução, aprovada por unanimidade pelos ministros do TSE, também determina que empresas de inteligência artificial não poderão “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, partidos, federações, coligações ou campanhas eleitorais.
