Brasil | El presidente Lula da Silva advierte que no tolerará presiones unilaterales frente a las recientes amenazas comerciales emitidas por EEUU

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Lula responde a EE.UU. por amenaza de aranceles: Brasil no es «republiqueta» insignificante

Durante una reunión de emergencia con la totalidad de su gabinete ministerial, el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lanzó este miércoles una enérgica respuesta diplomática y económica frente a las recientes advertencias comerciales emitidas desde Washington. Advirtió que su Administración no tolerará presiones unilaterales y que, si la mayor economía del mundo decide cerrar sus puertas, el gigante sudamericano reorientará su estrategia global hacia nuevos socios comerciales.

​«Vamos a luchar para que este país no sea tratado como una republiqueta insignificante. Somos muy grandes. Tenemos mucha historia y no podemos aceptar el tratamiento que EE.UU. le dio a Brasil esta semana», aseveró el mandatario, visiblemente molesto por la dinámica de comunicación de la Casa Blanca.

​La tensión bilateral escaló tras los anuncios de la Administración de Donald Trump sobre la posible aplicación de gravámenes adicionales del 25% a las importaciones brasileñas, bajo el argumento de supuestas «prácticas desleales» en el intercambio comercial.

​Lula cuestionó la validez técnica de la medida y criticó que las notificaciones de sanciones se hagan a través de publicaciones en redes sociales en lugar de siguiendo los canales diplomáticos habituales.

El presidente enfatizó que los argumentos de Washington están basados en «premisas falsas», debido a que Estados Unidos no posee un déficit comercial con Brasil, sino un histórico y abultado superávit.

​»Si alguien necesita imponer un arancel es Brasil contra Estados Unidos y no lo contrario», ironizó el jefe de Estado, quien llamó a su equipo a no lamentarse y acelerar la búsqueda de mercados alternativos. «Si no quieren comprar, podemos venderle a quien quiera comprar (…) Si no quieren invertir aquí, vamos a buscar a otros que lo hagan», dijo.

Lula lanza duras críticas a Marco Rubio

​El presidente brasileño atribuyó el enfriamiento de la relación bilateral directamente a la gestión del secretario de Estado de EE.UU., Marco Rubio, a quien acusó de mantener una postura sistemáticamente hostil hacia la región.

​»Ya le dije a Trump que a Marco Rubio no le gusta Latinoamérica y mucho menos Brasil. Es un latinoamericano frustrado», afirmó Lula. El gobernante criticó el reciente informe de Rubio ante el Congreso estadounidense, en el que celebró que la Casa Blanca ha logrado alinear a casi toda la región, exceptuando algunos Gobiernos progresistas.

A pesar de los roces, Lula matizó señalando que su país no busca un escenario de confrontación y que mantiene la voluntad de fortalecer los vínculos bajo una «narrativa verdadera», recordando que tras su reunión bilateral de tres horas con Donald Trump el pasado 7 de mayo en Washington, creía haber establecido un marco de entendimiento, que ahora quedó desdibujado con las nuevas amenazas impositivas.

​Denuncia de conspiración interna en Brasil

Lula denunció la existencia de actores políticos locales que están operando activamente en Washington para forzar la imposición de sanciones que debiliten la economía nacional, con el único objetivo de desestabilizar su postulación para las elecciones presidenciales de octubre, donde buscará la reelección.

​Sin rodeos, el mandatario apuntó contra el senador Flávio Bolsonaro, principal figura de la oposición e hijo del expresidente Jair Bolsonaro, a quien calificó de «imbécil» por no dimensionar el peso de las penalizaciones sobre el aparato productivo de todo el país sudamericano.

teleSUR


Brasil contesta EUA sobre supostas práticas de trabalho forçado

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota, na tarde desta quarta-feira (3), em que contesta a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 59 países e a União Europeia, incluindo o Brasil. A alegação dos norte-americanos, divulgada na terça-feira (2), é de supostas falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

«É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais», criticou o Palácio do Itamaraty, na manifestação.

A nota ressalta que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil há décadas «como referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político».

«É um absurdo tentar associar a competitividade da economia brasileira a insumos externos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana», disse o texto.

A decisão do USTR é baseada em investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 – mecanismo da Lei de Comércio americana de 1974 que permite investigar e retaliar países que adotam práticas comerciais ou regulatórias consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses norte-americanos. O governo do presidente Donald Trump busca restabelecer tarifas de emergência que foram anuladas por decisão da Suprema Corte do país em fevereiro.

Em outra decisão desta semana, os EUA também anunciaram que que poderão taxar importações brasileiras com uma nova tarifa punitiva de 25%. A alegação, neste caso, é de que algumas práticas do Brasil seriam «desleais». Dentre elas, estão o comércio digital por meio do sistema de pagamentos PIX e o desmatamento ilegal de áreas florestais. O governo brasileiro também rebateu essa decisão em posicionamento publicado nesta terça-feira (2).

Reciprocidade

A nota do Itamaraty aponta ainda que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional no ano passado. A legislação autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos nacionais transacionados no mercado global.

A pasta destaca que o Brasil forneceu manifestações escritas e explicações sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado. Também argumentou que as autoridades aduaneiras brasileiras «detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública». E que qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição.

Em outro ponto da nota, o Itamaraty aponta que os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo Mercosul, entre eles com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório e de aplicação efetiva dessas proibições.

«O Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil segue à disposição para continuar a histórica e ativa cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA, em estreita coordenação com parceiros sindicais e a OIT».

A nota ressalta ainda que o governo «reafirma a expectativa de que as recomendações preliminares do USTR não se convertam em tarifas efetivas e reitera que adotará medidas para reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros».

EBC


 

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