Brasil: representantes de los seis sindicatos se reúnen con el Gobierno para discutir medidas laborales

Centrais sindicais voltam a se reunir com ministros na terça-feira

Representantes de seis centrais sindicais voltarão a se reunir nesta terça-feira (3) com quatro ministros, no escritório da Presidência da República em São Paulo, para tentar um acordo sobre medidas anunciadas no final do ano sobre direitos trabalhistas e previdenciários. Os dirigentes reclamam que tais medidas foram construídas de forma unilateral e sem consulta prévia, e dificultam o acesso ao seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte, auxílio-doença, entre outros, além de estabelecer a terceirização da perícia médica que poderá ser feita por empresas privadas. A reunião, marcada para as 17h, terá a presença de dirigentes da CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT e dos ministros Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), Nelson Barbosa (Planejamento), Manoel Dias (Trabalho e Emprego) e Carlos Gabas (Previdência Social).

De acordo com o secretário de Administração e Finanças da CUT, Quintino Severo, a central vai reafirmar sua posição contrária às medidas. Ele concorda que é preciso construir alternativas para corrigir distorções e eventuais fraudes no uso do dinheiro público, conforme justificativa do governo, mas que a CUT não aceitará qualquer proposta que retire direitos e penalize trabalhadores e trabalhadoras. “Por isso, continuaremos insistindo no caminho da negociação e do diálogo”, disse o dirigente.

Quintino citou o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), órgão que ele preside e que já tomou algumas medidas para evitar fraudes, como o depósito do salário na conta corrente do trabalhador e o desenvolvimento de um sistema biométrico para registrar as digitais de cada trabalhador. “Também já apresentamos ao governo a proposta de melhoria do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Seria um investimento para reduzir custos”, citou.

Com a adoção das medidas provisórias, o governo estima uma reserva de R$ 18 bilhões para alcançar a meta do superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública. Quintino destaca que somente a taxação das grandes fortunas, reivindicação histórica da CUT, teria o potencial de proporcionar uma receita na casa dos R$ 20 bilhões. A reunião ocorrerá uma semana após o dia nacional de luta promovido pelas centrais em várias capitais.

Na quarta-feira (4), dirigentes e militantes da CUT farão uma ocupação do Congresso Nacional com visita aos gabinetes dos parlamentares para entrega da chamada pauta da classe trabalhadora. A concentração está marcada para as 10h, no auditório Nereu Ramos da Câmara. Também na quarta, a CUT se somará aos movimentos sociais para um ato no próprio auditório como forma de pressionar o Congresso Nacional a convocar um plebiscito constituinte pela reforma do sistema político.

Rede Brasil Atual